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24 de ago de 2016

[NOTÍCIAS] VAI TER UM FESTIVAL DE 'GILMORE GIRLS'


Atenção fãs da série! Além do revival da série promovido pela Netflix, também haverá um festival Gilmore Girls. E ele ocorrerá em Stars Hollow entre os dias 21 e 23 de outubro. O evento criado pelo casal Jennie e Marcus Whitaker acontecerá na cidade na qual Stars Hollow foi inspirada: Washington Depot, Connecticut. 



De acordo com o site o festival dará aos fãs a oportunidade de experimentar a cidade, e mostrando pontos em comum com a cidade ficcional. Os eventos marcados serão: chá na pousada, prova de bolos no mercado, café na loja de ferragens, uma maratona de tricô fictícia, jantar de sexta a noite, entre outros. Serão exibidos os primeiro e o último capítulo da série bem como outros 10 episódios escolhidos pelos fãs. 

Alguns atores da série estão confirmados: Jackson Douglas (Jackson), Rini Bell (Lulu), Aris Alvarado (Caesar), Biff Yeager (Tom), Kelly Bishop (Emily), Yanic Truesdale (Michel), Vanessa Marano (April) and Ted Rooney (Morey).

Para mais informações sobre o festival clique aqui

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22 de ago de 2016

[LIVROS] RESENHA - O MUNDO PERDIDO


Seis anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Jurassic Park. Seis anos, desde que o sonho extraordinário, nos limites entre a ciência e a imaginação humana, acabou se tornando um trágico pesadelo. A Isla Nublar não era o único lugar usado por John Hammond em suas pesquisas genéticas de ponta. Agora, o matemático Ian Malcolm e uma equipe de cientistas – além de certos “pequenos clandestinos” – devem explorar outra ilha na Costa Rica, repleta dos mais perigosos dinossauros que já caminharam pela Terra.


Me lembro a mais de um ano atrás, quando a Editora Aleph lançou a nova edição de Jurassic Park. Me lembro que li em questão de dois dias e que fiquei esperando ansiosamente quando poderia ler “O mundo perdido”. Me lembro de ficar pensando em como seria a edição. 

Olá, velociraptors, eu senti sua falta.

Quando carcaças de estranhos animais começam a aparecer em ilhas da Costa Rica, o governo logo se apressa a queimar e destruir qualquer evidências do ocorrido. Mas a comunidade cientifica não deixaria passar despercebidas essas possíveis evidências cientificas de algo fantástico: Os dinossauros poderiam, ainda, existir. Não se o cientista em questão fosse o jovem Levine, apaixonado pelos dinossauros e completamente crente de que estes ainda existiam.


Os eventos do parque dos dinossauros não são esquecidos. E nem poderiam. Malcolm é um dos personagens principais dessa obra. Ainda com sequelas da sua experiência de quase morte passada, ele se nega a acreditar em qualquer vestígio de vida dos dinossauros. O parque dos dinossauros foi destruído, os animais estavam mortos, a história foi acobertada. Tudo estava bem. 

Até Levine ir até a Costa Rica e mandar um pedido de socorro através do rádio. Algo estava errado. Aqui descobrimos que o universo perfeito, onde os dinossauros conseguiam ser recriados sem maiores problemas no parque criado por Hammond, era uma fachada para algo bem maior. Existia um grande laboratório em outra ilha, escondida, onde os dinossauros eram efetivamente criados, tendo ali toda a estrutura necessária para acobertar os possíveis erros. E o pior: aquela área não havia sido destruída. 


Malcolm vê sua vida novamente em risco ao se deparar com novos dinossauros, juntamente com jovem paleontólogo Levine, a especialista em comportamento animal Sara Harding, o doutor Thorne, Eddie, e os jovens Kelly e Arby. 

Preciso dizer, de imediato, que meu coração de bióloga queria saltar pela boca a cada página que eu virava. Geralmente reflexões biológicas, teorias como a da Rainha Vermelha, discussões sobre a evolução e Charles Darwin não são tema de interesse da comunidade em geral. Mas a forma quase mágica da narrativa de Crichton, coloca tudo isso em diálogos entre personagens tornando o assunto perfeitamente claro até mesmo para os mais leigos, aproximando o leitor da ciência e trazendo para nossa vida conhecimentos que nem imaginávamos que poderíamos ter antes de ler a obra.


Mais do que explicar, o autor se corrige. Em Jurassic Park o autor afirma que o Tiranossauro só poderia ver suas presas em movimento, uma informação errada que incomodou o próprio Michael. Incomodou a ponto de ele corrigir esse erro cientifico nessa nova obra. Tornando o assunto tema de algumas discussões e, claro, mortes. 

Mas não é só de ciência que é feito o livro. Temos a ação de sempre, marcadas por incríveis perseguições de dinossauros e claro, com vilões e mocinhos uns contra os outros. Se Dodgson foi mero coadjuvante em “Jurassic Park” ao tentar roubar os embriões da InGen, aqui ele é vilão principal. E tive um pequeno prazer com o final do personagem. Pequeno, juro. 

Livro e filme de “O mundo perdido” são dois estranhos. Muita coisa foi alterada para a obra cinematográfica, inclusive a retirada de dois personagens cruciais para a obra como Levine e Dodgson. Além disso, Sarah na obra literária é apenas ex - namorada de Malcolm e essas são apenas algumas mudanças feitas entre as duas obras. Mas deixando  filme de lado e focando no livro, devo dizer que fiquei apaixonada pelos personagens apresentados.


O jovem paleontólogo Richard Levine, tinha uma autoconfiança quase irritante durante a obra, um pouco egoísta talvez, julgava conhecer absolutamente tudo sobre estes animais, a ponto de fazer loucuras para poder observar de perto e aprender mais sobre eles. Porém, a personagem que ganhou absolutamente meu coração foi Sarah Harding, a bióloga especializada em comportamento animal. Ela é o perfeito exemplo de mulher independente, apaixonada pelo que faz, boa no que faz e com senso de liderança. Acostumada a vida na selva ao estudar os leões e as hienas na África, Sarah é o mais puro exemplo daquilo que a pequena eu queria ser quando crescesse. Ian Malcolm, pelo qual tem uma admiração gigantesca desde a obra anterior, continua o mesmo. Tendo um vasto conhecimento sobre as coisas e propondo diálogos inteligentes e que te obrigam a pensar nas coisas, de uma forma muito natural. As duas crianças dessa vez conseguem ser extremamente úteis dentro da história, sendo as peças chaves para várias descobertas e por salvar, literalmente, a vida dos humanos presentes na ilha. 


A riqueza intelectual da narração, choca tanto quanto a narração das cenas de ação. Aceitei o fato de cada livro de Michael Crichton funcionar da mesma forma: você lê 100 páginas como se fossem 10 e fecha o livro ao seu final antes mesmo de se dar conta da velocidade com a qual você leu a obra. A edição da Editora Aleph é um primor maravilhoso. As cores dessa capa se contrapõem com a capa de Jurassic Park e as duas edições juntas são perfeitas para nenhum colecionador botar defeito.


E para que vocês também possam dar um mergulho nessa história mágica, o Diário de Seriador e a Editora Aleph vão sortear um exemplar do livro para vocês. Fiquem ligados na nossa página do facebook (divulgaremos detalhes em breve) e boa sorte. O sorteio ocorre dia 04/09.   


Livro cedido pela editora para resenha
Título: O mundo perdido
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Páginas: 479
Ano: 2016
Onde comprar:Compare aqui

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[LIVROS] RESENHA - O GUIA DEFINITIVO DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS



Pela primeira vez, reunimos em um único volume os cinco livros da cultuada série O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais de Douglas Adams se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando – e divertindo – leitores de todas as idades. Pegue sua toalha, embarque nessa aventura improvável e, é claro, não entre em pânico! O Guia do Mochileiro das Galáxias: segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma via expressa interespacial, Arthur Dent é salvo por Ford Prefect, um E.T. que fazia pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, os dois dão início a uma alucinante viagem pelo tempo e pelo espaço. O Restaurante no Fim do Universo: Arthur Dent e seus quatro estranhos companheiros viajam pela Galáxia a bordo da nave Coração de Ouro, em uma busca desesperada por algum lugar para comer. Depois de fazer a refeição mais estranha de suas vidas, eles seguem pelo espaço e acabam descobrindo a questão sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.  A Vida, o Universo e Tudo Mais: Arthur Dent passou os últimos cinco anos abandonado na Terra pré-histórica, mas ainda acordava todos os dias com um grito de horror. No entanto, talvez fosse melhor continuar nessa tediosa rotina do que ser arrastado para a sua próxima missão: salvar o Universo dos temíveis e infelizes robôs xenófobos do planeta Krikkit. Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!: depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer criaturas extraordinárias, Arthur Dent está de volta ao seu planeta. E tudo parece estranhamente normal – exceto pelo desaparecimento dos golfinhos. Disposto a desvendar esse mistério, ele parte em uma nova jornada. Praticamente Inofensiva: após muitos anos vivendo separados, cada um em um canto mais insondável do Universo, Arthur Dent, Ford Prefect e Tricia McMillan se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco – mais uma vez – a vida de todos.


"A Enciclopédia Galáctica define o amor como algo incrivelmente complicado de se explicar. Já o Guia do Mochileiro das Galáxias define amor como: geralmente doloroso, se puder, evite-o. Mas para o azar dos terráqueos, eles nunca leram o Guia do Mochileiro das Galáxias"

Não consigo me lembrar uma época da minha vida de leitora que eu não quisesse ler “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. E também não consigo me lembrar de uma época da minha vida de leitora que eu não tenha procrastinado a leitura dessa obra, por qualquer motivo que fosse. Pois bem, a Editora Arqueiro colocou um ponto final na minha procrastinação ao lançar “O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias” numa obra espetacular que reúne a trilogia de cinco (O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Restaurante no Fim do Universo, A Vida, O Universo e Tudo Mais, Até Mais, Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva) em um único e fantástico volume. 

Fazer uma resenha sobre cada um dos livros contido nesse calhamaço renderia uma resenha gigantesca, então, falarei um pouco mais sobre a edição em si, fazendo apenas uma breve sinopse de cada uma das obras contidas nessa edição maravilhosa.  

Somos apresentados em “O Guia do Mochileiro das Galáxias” a Arthur Dent, um terráqueo que está prestes a ter sua casa destruída para que o governo possa construir um desvio. Compreensivelmente indignado, ele passa a fazer o possível para que sua casa permaneça inteira, isso inclui ficar deitado na frente dela para parar os tratores. Ele não se preocuparia tanto com isso que soubesse aquilo que Ford Prefect sabe. Exatamente neste dia estava para acontecer a destruição do planeta Terra. 

Ford Prefect definitivamente não era um terráqueo. Ele era um E.T, vindo de um pequeno planeta perto de Betelgeuse, que deveria supostamente passar uma semana na Terra com o intuito de atualizar a definição da mesma no famoso “Guia do Mochileiro das Galáxias”, um livro indispensável se você quiser ser um mochileiro intergaláctico gastando pouco. Ford, porém, acabou passando os últimos 15 por aqui e estava preparado para a destruição do planeta Terra que estava atrapalhando a construção de uma via expressa interespacial. Ele consegue salvar Arthur da destruição do planeta, fugindo numa nave inimiga, e essa dupla embarca então numa viagem intergaláctica, completamente maluca e cheia de aventuras.


Sem esquecer suas toalhas, a dupla que aprendemos a amar encontra outros parceiros de aventura, que famintos precisam procurar o tão famoso “Restaurante no fim do Universo”. A bordo da Coração de Ouro Arthur e seus companheiros procuram o restaurante mais próximo para se alimentar. Mas e se isso significasse uma viagem no tempo e no espaço? Pois então é isso que teremos. E se nesse restaurante pudéssemos presenciar o final do universo? Não teria show melhor para se assistir enquanto se come no melhor restaurante da galáxia. 

Nosso bebedor de chá favorito se encontra em “A vida, o Universo e Tudo mais” numa era pré-histórica buscando a resposta justamente para a vida, o universo e tudo mais. Esse livro é mais denso que os demais e a minha leitura demorou para conseguir engrenar um ritmo aceitável. Porém aqui as críticas são mais pesadas também, temos uma crítica a xenofobia por exemplo, de forma mais acentuada com os habitantes de Krikkt. Para quem gosta de viagens no tempo e espaço, este livro é um prato cheio delas e você pode se saciar à vontade (se você conseguir não se perder pelo caminho). 

Como eu disse acima esse terceiro volume é mais denso e fiquei com receio de que o quarto mantivesse esse mesmo ritmo de narrativa. Eu estava intergalactivamente enganada. Se no livro passado o ritmo de leitura era mais lento em “Até mais e Obrigado pelos peixes”, ele volta com força total. Arthur acaba, depois de longos anos e muitas aventuras e viagens espaciais, voltando para sua terra natal e descobrindo que ela está perfeitamente intacta. Cabe a ele agora se habituar novamente com planeta de origem neste livro que é praticamente todo ambientado na Terra. Nós podemos nos aprofundar um pouco mais em Arthur, seus outros lados (incluindo o amoroso com a presença de Fenny) e os outros personagens da obra aparecem pouco ou quase nada. Essa nova perspectiva de leitura me atraiu tanto que se tornou um dos meus livros mais queridos na série.


O último volume da série, “Praticamente inofensiva”, é um pouco polêmico para os fãs da série e muitos afirmam que na grande realidade este é um livro independente utilizando os mesmos personagens e é interessante destacar que este livro foi publicado cerca de 13 anos depois do inicio da série em si. Neste volume da série Arthur está buscando um novo planeta parecido com a Terra onde ele possa tentar ser feliz. Com reviravoltas e universos paralelos onde a terra nunca foi destruída este volume encerra a trilogia de cinco com sua irônia e profundidade ao falar conosco sobre a vida, o universo e tudo mais. 

NÃO ENTRE EM PÂNICO! Eu sei que se você nunca leu a obra isso tudo deve ter soado como uma grande loucura sem sentido. O que de fato é, então você está certo. A narrativa em terceira pessoa ajuda você a ter uma visão do todo, nos mostrando aventuras de Arthur mas também de outros personagens. Devo dizer que me peguei tendo excessivo carinho pelo Marvin, nosso robô mais mal-humorado da galáxia (as portas também me irritavam a felicidade absurda delas, Marvin). O uso de ironias durante a narrativa serve para dar um toque mais leve as críticas sociais que encontramos no livro. Confesso que foi maravilhoso finalmente entender o porquê do número 42, o que significa a toalha. Confesso que gostei de aprender que nem sempre sabemos o que perguntar e logo, não temos como entender as respostas. Amei viajar com Arthur pelo universo, me sentindo tão perdida quanto ele em muitos momentos. Confesso que amei mergulhar nesse universo mágico criado por Douglas Adams.


Falando sobre a edição em si. A capa dura e extremamente simples feita pela Editora Arqueiro são um perfeito complemento ao conteúdo. As folhas são levemente amareladas e a diagramação é sob medida. Em resumo, eu estou completamente apaixonada por essa edição. São 672 páginas para você se deliciar com a história e com o universo criado por Douglas Adams, sem nem precisar parar cada leitura para buscar a continuação. Está tudo ali, a um virar de páginas! 

O livro é uma bela aquisição para qualquer estante, assim como a história é uma aquisição indispensável para qualquer amante de literatura, ficção, da vida, do universo e tudo mais.

Ah! E nunca, jamais, esqueça sua toalha. 

Título: O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams 
Editora: Arqueiro
Páginas: 672
Ano: 2016
Onde comprar:Compare aqui
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[LIVROS] RESENHA - PEDRA NO CÉU


 Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem. O alfaiate aposentado Joseph Schwartz desfrutava de uma pacífica caminhada de verão quando, devido a um acidente em um laboratório na mesma cidade, foi involuntariamente transportado milhares de anos para o futuro. Chega então a uma Terra marginal e abandonada, cuja superfície é quase toda inabitável, e que fica às margens de um grandioso Império. Publicado pela primeira vez em 1950, Pedra no Céu foi o romance de estreia de Isaac Asimov e é um marco do que se tornaria o Império de sua mais famosa obra, Fundação. Complemento fundamental às outras histórias do autor, este romance também serve como porta de entrada para apresentar o leitor ao universo de Asimov. 


"Para o resto da Galáxia, se é que notam a nossa existência, a Terra é apenas uma pedra no céu." - pg.58

É difícil para qualquer ser humano conseguir dimensionar o tamanho do universo. Conseguir dimensionar que representamos apenas um pequeno pedaço dessa grande imensidão não é uma tarefa fácil. 

Pedra no céu foi o primeiro livro lançado por Isaac Asimov em 1950 e foi relançado pela editora Aleph em julho deste ano. Talvez por ter recentemente terminado de ler “O guia definitivo do Mochileiro das Galáxias” do Douglas Adams eu já estivesse pensando um pouco sobre a vida na terra e como somos realmente pequenos dentro de uma visão do universo como um todo. 


A escrita de Asimov, como sempre, é algo que te envolve de uma maneira muito única e em Pedra no Céu isso não poderia ser diferente. A obra é composta por diferentes núcleos iniciais que vão se unindo no decorrer da leitura.  Joseph Schwartz é um alfaiate aposentado que está caminhando lentamente pelas ruas da Terra, como sempre fez, quando acaba sendo transportado para o futuro onde tudo está completamente diferente e o seu planeta está longe de ser aquilo que foi um dia. 

Joseph se encontra agora na Era Galáctica, onde a história humana é completamente diferente e os terráqueos são excluídos e mal vistos pelo resto da galáxia. Para eles, a ideia de que um dia este planeta representou surgimento e apogeu da vida humana é absurda. A Terra como conhecemos já não existia, marcada por áreas com radiação e poluição atmosférica agora o planeta precisava lidar com o preconceito forte dos forasteiros (pessoas que eram de outros planetas) que abominavam as pessoas que aqui viviam.


Schwartz passa então a vagar por este lugar desconhecido, tentando achar seu caminho de volta para casa, quando acaba encontrando Arbin, Loa e Grew. Mas toda a emoção de encontrar novamente pessoas é substituída pelo pânico quando ele nota que o idioma utilizado por eles era completamente desconhecido. Mesmo assim, eles lhe fornecem comida e moradia e é através destas figuras que ele chega nas mãos do Dr. Sheket e sua invenção: O Sinapsificador, um aparelho que poderia ajudar a melhorar a capacidade do cérebro tornando as pessoas mais inteligentes. Com isso, ao participar forçadamente da experiência, ele rapidamente aprende o novo idioma, assim como desenvolve capacidades psíquicas até então nunca vistas e que mudarão o destino da Terra. 

Estas histórias, por sua vez, se conectam com a do antropólogo Dr. Arvardan, que veio para a Terra com o intuito de provar sua teoria de que aqui foi o berço da humanidade. Ele encontra no pobre Joseph características nada comuns a seres humanos daquela época, tendo assim o mais primoroso exemplo de fóssil vivo. 


Essa ficção cientifica fantástica, elementos maravilhosos sobre o universo e a vida, toma um viés mais profundo quando paramos para pensar na situação que estamos presenciando. E então, uma obra escrita a sessenta anos atrás se faz atual. Encontramos ali debates sobre pessoas e principalmente em como enxergamos o outro. A xenofobia é algo escancarado no livro. Não era aceitável para um forasteiro se relacionar com um terráqueo. Terráqueos não eram dignos e poderiam transmitir doenças para as outras pessoas, na visão do resto da galáxia. E esta questão é tão forte que o próprio Dr. Arvardan, um forasteiro que se orgulhava por não ter preconceitos e tratar os humanos como “iguais”, entra em um debate interno ao se apaixonar por uma terráquea. 

É preciso desmitificar a ideia de que livros clássicos e, principalmente, os de ficção cientifica são de difícil leitura. Asimov vem com uma escrita fluida mostrar que isso não é verdade. Asimov vem, mais uma vez, mostrar que suas obras são atemporais e sempre existe um ou outro elemento que você vai conseguir associar com algo presente dentro da nossa sociedade. 

Desde experimentos com seres humanos, passando por preconceitos de maneira bastante forte e enfática, até tratar de assuntos mais internos como o egoísmo e a busca desenfreada pelo poder, o autor vem nos lembrar porque ele é considerado um dos gênios da literatura capaz de te entreter, te amarrar a obra e te fazer pensar e compreender o que ele de fato quis nos dizer.


Ler esta obra e ver o preconceito sofrido pelos terráqueos é algo que deveria fazer todas as pessoas pensarem em seus próprios preconceitos. O autor te faz um convite silencioso a se colocar no lugar dos terráqueos do futuro e pensar em como você se sentiria se estivesse o lugar deles. Ao praticar esse pequeno gesto de empatia, talvez fossemos ser capazes de perceber o quão absurdo é praticar os tantos gestos de preconceitos que praticamos com aqueles que nós enxergamos como “diferentes”. 

Além da história maravilhosa, da escrita espetacular, não seria justo deixar de fora os parabéns a editora Aleph pela edição maravilhosa do livro. Não é novidade para ninguém que a editora é meu "xodó" e não é para menos. É um cuidado com a edição, com a capa e a lombada (que fica linda na estante) que não tem como não se encantar. As páginas amareladas e a diagramação excelente, dão um toque final para aquelas que foi uma das minhas melhores leituras desse ano. 

Título: Pedra no Céu
Autor: Issac Asimov 
Editora: Aleph
Páginas: 312
Ano: 2016
Onde comprar: Site Editora Aleph

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19 de ago de 2016

[LIVROS] RESENHA - HIBISCO ROXO





Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente "branca" e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente. 



Hibisco roxo é um livro que conta a história de uma família nigeriana que segue a religião católica indo de encontro à cultura do de seu pai pagão, que segue a religião local, igbo.
Toda a trama é narrada pela adolescente de 15 anos Kambili, integrante mais nova da família composta por 4 membros: o Pai (Eugene), a mãe (Beatrice) e os dois filhos, Jaja e Kambili. 


A Nigéria, um país do continente africano que foi colonizado pelo continente Europeu. Como sempre, quando um país coloniza outro acaba impõe sua cultura e subjuga a local. A Europa é um continente em que há o predomínio da religião católica, assim como há a supervalorização do branco em detrimento do negro. Assim Eugene, pai e chefe da família, aprende enquanto jovem com os missionários que a o catolicismo tradicional é que alcança a Deus e que prega a verdade e por isso dá as costas para a família pagã, além trazer para si todo tipo de preconceito como o entendimento de que o branco é mais civilizado que o negro e de que a mulher deve ser submissa ao homem.

Ele cresce e constrói um grande império e quando enfim forma uma nova família passa tudo exatamente como aprendeu para todos, de forma cruel, violenta, exigente e metódica não aceitando nenhum tipo de questionamento da parte deles, de tal forma que a família tem cada momento do seu dia cronometrado e fiscalizado, nunca sendo livres para serem espontâneos e fazerem o que estiverem sentindo vontade. Dessa forma as crianças nunca foram realmente crianças, a esposa nunca pode opinar, nenhum poderia desobedecer e ninguém nunca pôde ser feliz.

Eugene sente como função dele não permitir que sua família, tanto os quanto a esposa, se afastem dos caminhos do senhor e puni violentamente qualquer tipo de desvio daquilo que lhes foi ensinado. E é intolerante com qualquer um que não aja como eles. 

As coisas começam a mudar na cabeça dos filhos de Eugene quando a tia Ifeoma, irmã de Eugene também católica, convida os sobrinhos para passar um tempo com ela e seus filhos. Ela dá a desculpa de uma peregrinação para uma aparição de uma santa a fim de convencer o irmão a permitir tal viagem. E em uma passagem questiona e enfrenta Beatrice:

"Mas você sabe que o Eugene briga com as verdades das quais ele não gosta. Nosso pai está morrendo, ouviu bem? Morrendo. Ele é um homem velho, quanto tempo tem de vida, gbo? Mas Eugene não o deixa entrar nesta casa, se recusa até a falar com ele. O joka! Eugene tem que parar de fazer o trabalho de Deus. Deus é grande o suficiente para fazer seu próprio trabalho. Se Deus for julgar nosso pai por escolher o caminho de nossos ancestrais, então Ele que faça o julgamento, não Eugene." 


Todos os filhos da tia são livres para opinar e por isso são adolescentes críticos e perspicazes. Em um trecho Amaka, sua prima, indaga, por exemplo, um padre negro que está sendo transferido para uma missão na Alemanha com a seguinte frase: 

“Os missionários brancos trouxeram seus Deus para cá, um Deus da mesma cor que eles, adorado na língua deles, e empacotado nas caixas que eles fabricam. Agora estamos levando esse Deus de volta para eles, não devíamos pelo menos empacotá-los em outra caixa?”
Então Kambili e principalmente Jaja, começam a se questionar de forma discreta que é como o medo do pai e de seus castigos lhes permitem agir, mas já é um começo.

Minhas impressões:

O que falar de um livro que superou minhas expectativas e se tornou um dos meus preferidos? 
Ler sempre é uma delícia, mas ler um livro maravilhosamente bem escrito, que aborda temas polêmicos de forma clara, porém educada é muito enriquecedor. Dentre os temas que eu enxerguei estão a política, o preconceito, o racismo, a misoginia, a opressão por parte do dominador, a violência doméstica, a imposição e intolerância religiosa e a falta da liberdade de escolha, todos muito bem representados na história e que me fizeram refletir e me colocar no lugar dos personagens assim como identificar algumas ou todas essas situações acontecendo tantas vezes com pessoas bem pertinho de mim ou comigo. Esse livro só fortaleceu a vontade, que já estava dentro de mim, de mudar aquilo que está errado e me mostrou de forma ainda mais clara o quanto é importante o respeito em todos os aspectos físico, psicológicos e espirituais de cada ser. Fica a dica.



Título: Hibisco Roxo
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 328
Ano: 2011
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[LIVROS] RESENHA - CONFISSÕES DE UMA GAROTA EXCLUÍDA, MAL-AMADA E (UM POUCO) DRAMÁTICA

 




Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz.

O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes... Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.



Tetê sempre foi uma criança/adolescente fora dos padrões e sem vaidade nenhuma o que estimulou aos alunos da sua escola realizarem muito bullying com ela, embora nada justifique este tipo de comportamento, e tornando-a mais inibida e insegura para se relacionar com pessoas que não fosse da sua família.

Problemas financeiros e pessoais a levaram, juntamente com seus pais, a se mudarem para casa de seus avós maternos. Devido esta mudança Tetê também mudou de escola, o possibilitou muitas novas oportunidades de esquecer esse passado que a deixava tão triste.
Na nova escola Tête arrumou novas inimizades que também faziam bullying pelo simples fato de ser diferente  porque afinal crianças e adolescente sabem ser cruéis. Só que também fez seus primeiros amigos, e quem têm amigos consegue ir mais longe e reunir forças para suportar as dificuldades. 
Seus novos amigos a estimularam a ser quem ela realmente é, assim como a aceitar que um pouco de mudança também pode fazer bem, porém nada que tire a sua personalidade. Com o tempo Tête se aceita e percebe que pode ser feliz por ser quem é.


Minhas impressões:



Eu, mesmo com 25 anos, amo livros infanto-juvenis, especialmente os da Thalita que sempre consegue me tirar muitas risadas e reflexões, neste não foi diferente. Thalita, mais uma vez, usa de suas histórias para abordar assuntos polêmicos para conscientizar seu público alvo, os adolescentes, mas sem perder o seu estilo que fazem as histórias serem doces e muito, muito engraçadas, nesse por exemplo chorei de rir, e vamos falar a verdade, tudo que nos faz rir vale a pena.


Um outro ponto muito bonito e que me chamou atenção foi singeleza com ela nos ensina a importância dos nosso velhinhos (avós) e de como devemos lhes dar o devido valor, pois são pessoas que nos amam e se esforçam para nos fazer todo tipo de bem. Então fica a dica.






Título: Confissões de Uma Garota Excluída
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2016
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16 de ago de 2016

[NOTÍCIAS]: TRAILER DE FILME CONTA A HISTÓRIA DE CIENTISTAS NEGRAS NA NASA NOS ANOS 60



Novo trailer mostra a história real baseada em um livro que também chama 'Hidden Figures', onde três afro-americanas trabalharam na NASA no projeto que ajudou a lançar a órbita o astronauta John Glenn em 1962.

No trailer Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) mostram como era difícil a vida de matemáticas negras na década de 60, já que tinham que lutar contra os estereótipos raciais e de gênero. 

O filme foi dirigido por Theodore Melfi e escrito por Allisson Schroeder. Também estreiam no filme: Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons e outros. Pharrell Willians produziu a trilha sonora. 

O filme estreia em dia 13 de Janeiro nos Estados Unidos e dia 23 de Fevereiro no Brasil. 


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15 de ago de 2016

[NOTÍCIAS] SEXTA TEMPORADA DE SCANDAL ESTREARÁ COM ELEIÇÃO PRESIDENCIAL


O primeiro episódio da sexta temporada de Scandal começará no dia das eleições presidencial, de acordo com o site da EW. 

A quinta temporada da série se baseou muito nas eleições na vida real, colocando até um candidato igual ao Donald Trump, Hollis Doyle (Gregg Henry). Scandal estreará após a eleição dos Estados Unidos e quando perguntada se o resultado da eleição afetará a nova temporada Shonda Rhimes respondeu que "Sim e não". A nova temporada começará no dia da eleição e a temporada continuará dali. 

Mas o que queremos saber é quem ganhará a eleição: os republicanos Mellie Grant e Jake Ballard ou Francisco Vargas e Cyrus Beene. 
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[DEBATE DDS #8] ACEITEM, JESS É O MELHOR NAMORADO DA RORY


ATENÇÃO! CONTÉM SPOILERS DAS SETE TEMPORADAS DE GILMORE GIRLS 

A coluna mais polêmica do site voltou. O motivo é que eu preciso parar com essa insanidade que está acontecendo agora que a Netflix liberou as sete temporadas de Gilmore Girls no Brasil. Primeiro: parem de shippar Rory e Dean. Segundo: parem de falar mal do meu anjo Jess. Sim, trago verdades. 

Antes de tudo, devo dizer que estou surpresa com a quantidade de pessoas que viram Gilmore Girls quando passou originalmente. Eu, como sempre, me sentia a exclusivíssima única expectadora da série, mas descobri que, na verdade, metade das meninas da minha idade assistiram e amavam a série tanto quanto eu. E claro que assistir agora é completamente diferente. Se naquela época eu era mais nova que a Rory, hoje sou bem mais velha que ela. E agora que estamos bem mais esclarecidos sobre certos tópicos, podemos enxergar falta de diversidade (atores negros e LGBT), gordofobia e um pouco até de slutshamming

Mas não é sobre isso que eu escrevi o texto. Nos próximos parágrafos escrevo, depois de muita discussão no Facebook e muita reflexão, um apanhado geral sobre os namorados da Rory. São três oficiais: Dean, Jess e Logan. 

1. Dean

(Foto tirada do snapchat da raissabalduino)

O pior de todos. Sério, parem de achar ele fofo. Ele não é. Dean era um machistinha opressor que cresceu para ser um machistão opressor. Ele começa bem, mas vamos ao primeiro episódio que ele desanda: quando Rory se veste de Donna Reed para ele e eles discutem. Eles brigaram de tarde e pela noite ela já tinha feito aquela palhaçada para agradá-lo. Além disso quem liga 14 vezes em um dia? Um psicopata. Finalmente, ele brigou com a Rory porque a prioridade dela era a faculdade. Não aceitou que estudar para Harvard era mais importante que ele. Fora o chilique que ele deu quando ela perdeu a pulseira que ele fez para ela, e a Rory ficou com muito medo dele, porque sabia que ele ia surtar. Mas eles eram crianças, então ok, pessoas amadurecem. Menos o Dean que, após achar uma mulher exatamente como queria, bem dona de casa, trai ela em menos de um ano de casamento e ele não iria nem contar para ela se a Rory não tivesse mandado a carta contando tudo. Finalmente o relacionamento deles termina porque ele não aguentou o fato de não ser um nada enquanto Rory estava se dando muito bem em Yale. Não tem como defender, aposto que ele vai aparecer na série apenas por dez minutos para mostrar que hoje ele vota no Trump.

2. Jess


Jess chegou meio marrento, sim. Mas quem não estaria? Adolescente, abandonado pelo pai, abandonado pela mãe e chutado para morar em uma cidade que não conhecia ninguém além do tio. Para piorar, teve que dividir o teto e quarto sem ter a menor privacidade. O personagem é maravilhoso porque ele tem tudo a ver com a Rory (o amor pelos livros e mesmas músicas), é inteligente e incompreendido na verdade. Mesmo com a família imperfeita dele, ele nunca tentou mudar ou manipular a Rory. Ele deixava Rory ser livre. Na parte adulta ele só melhora quando volta e agradece ao Luke por tudo que ele fez por ele. E fala que ama a Rory. Pode melhorar? Sim. Ele escreveu um livro graças a ela. Mas melhora ainda mais? Sim. Ele que fez ela voltar pra Yale, voltar aos eixos e fazer as pazes com a mãe. Bom deixar claro que ele não a obrigou a nada, simplesmente mostrou para ela que as escolhas que ela estava fazendo não faziam sentido. Queria muito que eles tivessem voltado quando ela o visitou quando brigou com o Logan. Sabe quem mais é #TeamJess? Amy Sherman-Palladino, a escritora da série. Ela tinha planos para que os dois ficassem juntos no final, porém com os problemas de afastamento da série isso não foi possível.

3. Logan


O último namorado da Rory na série também foi controverso. Não tão ruim como o Dean, mas pecou em certos momentos. Primeiro na galinhagem. Teve toda aquela briga se ele pegou ou não todas as madrinhas do casamento da irmã dele quando eles estavam juntos. Segundo, ele trouxe à série um dos personagens mais odiosos de Gilmore Girls: Mitchum Huntzburguer. Ele não só era detestável, como também gerou a briga entre mãe e filha, que foi uma das piores coisas da série. Outra coisa ruim foi o fato dele ter mudado ela. Sim, a Rory "pega" a personalidade dos namorados. Quando ela, Lorelai, Luke e Logan foram passar o dia dos namorados em Martha's Vineyard, ela tinha mudado completamente fazendo exercícios e com uma dieta saudável. Bons hábitos são sempre bons, mas quando são resultados da sua própria vontade. 

No fim, Rory ficou sozinha e isso acabou sendo ótimo para o revival da série que acontecerá no dia 25 de novembro desse ano. Comente no post com quem você quer que a Rory fique no final e o motivo pelo qual você escolheu o Dean/Jess/Logan/Ninguém. 

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10 de ago de 2016

[LIVROS] RESENHA - NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM AMOR


'Eu achava que o amor existia, mas não era pra mim. Você foi a prova que eu estive errado por muito tempo!' – Matheus Rocha. 
Às vezes, a gente insiste em viver um relacionamento que já chegou ao final faz tempo. Tentamos resistir, fazer de tudo para durar mais, lutando para trazer de volta os momentos mágicos do início. Mas, quando o amor acaba, no lugar do conforto e do carinho que existiam só restam feridas que vão doer por um bom tempo e deixar cicatrizes que não desaparecerão. Porque o amor nem sempre é para sempre. Com o fim vem a tristeza, a saudade, a mágoa, o desespero e a vontade de nunca mais sentir aquela dor. Aí fechamos as portas ao perigo de sermos machucados outra vez, mas também à chance de sermos amados de novo. 
Um belo dia, quando as lágrimas já secaram e nos esquecemos do desconforto, com muito cuidado abrimos uma fresta só para ver a vida lá fora. E, assim como um raio de sol que entra por qualquer brecha, de repente uma vontade de recomeçar nos invade e tudo volta a fazer sentido. E, sem nem saber como, no meio do caminho avistamos novamente o amor – e a certeza de um novo começo!
‘No meio do caminho tinha um amor’ é um livro diferente de todos que eu já li. Não é um livro de ficção, romance, histórico, de ação ou de suspense. É um livro que fala de sentimentos. O mais importante, os nossos sentimentos.

O livro retrata o que acontece com nossa cabeça e coração quando passamos por situações amorosas. Situações que nos alegram, nos entristecem, nos tiram o ânimo. 

Ao todo, são 50 textos com lindas imagens, que retratam os medos e desejos que todos nós tivemos. Alguns realizaram, outros nem tanto.

Porém, mais que isso, o autor, Matheus Rocha, consegue escrever de um modo que parece que ele leu nossos pensamentos e escreveu em uma folha de papel.

Em vários momentos senti que o livro fazia parte de mim. Que ele descrevia meus medos e sensações mais íntimas. Que ele sabia de todas as decepções e aspirações futuras que eu tinha.

Além, uma coisa que achei muito interessante, foi o fato de o autor começar o livro relatando como é um fim de um relacionamento, como é o ‘meio’ ou período que nos recuperamos e como é o começo ou (re)começo de um novo relacionamento. 

Enfim, o livro é fantástico. Ele que nos lê, ele que nos desvenda. Vale a pena ler e se entregar nos sentimentos descritos de maneira genial por Matheus Rocha.

“Todos os dias, qualquer dia que você for capaz de imaginar, entre primeiro de janeiro e os infindáveis outros sábados e domingos do ano, eu sonho. E só durmo pra descansar disso. Durmo para, digamos assim, dar um tempo nessa de imaginar, querer, desejar, almejar, pensar-sempre-em-querer-mais-em-querer-por-favor-ir-além.” - Página 129



Título: No Meio do Caminho Tinha um Amor
Autor: Matheu Rocha
Editora: Sextante
Páginas: 176
Ano: 2016
Onde Comprar: Amazon




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