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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] CASTLE S06E16 - ROOM 147
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
Chegamos a marca de 16 episódios na temporada e eu mal consigo acreditar que ela está caminhando tão rápido para o fim. Parece que foi o...
Chegamos a marca de 16 episódios na temporada e eu mal consigo acreditar que ela está caminhando tão rápido para o fim. Parece que foi ontem que eu assisti “Valkyrie” e vi tudo mudar na série com o relacionamento de Castle e Beckett tomando um rumo definido, mesmo que a passos pequenos, mas não tão pequenos assim.

Saímos de uma atmosfera altamente emocional com os dois últimos episódios e entramos em outra ponta de assuntos que Castle sempre nos apresenta com maestria e me deixa - e eu sei que deixa você também -  vidrada na tela: Os casos estranhos e cômicos. Sim, Becks. Nós também gostamos dos estranhos.



Mas não podemos esquecer de mencionar que este episódio teve seu lado família. Isso. Em seu amplo sentido. Alexis tomou coragem, deixou o orgulho de lado, aceitou conselhos e fez a coisa certa. Sabem de uma coisa? Nesse episódio ela nem me irritou tanto, Alexis veio até a ser importante no episódio e me fez ter a sensação de que nem tudo está perdido em relação a ela. Ela pode voltar a ser a velha e boa Alexis, graças a Kate. Na verdade, ela e irritou uma vez:quando interrompe o quase beijo. Estou ficando frustrada com isso. Cadê “Muder, He Wrote” ou “Always” na minha vida novamente?!

Este caso conseguiu algo que julgávamos impossível: Deixar Castle se qualquer teoria. E não é para menos isso foi perfeitamente compreensível. E, Castle?! Não, este caso não foi tão entediante afinal de contas!

Visto que nessa review falar que teve “47 reference” se torna desnecessário, podemos falar direto de Justin Marquette, que foi encontrado morto no quarto 147 do hotel. Mal Beckett e a equipe do NYPD começou a investigar e Anita Miller, primeira suspeita, confessa o crime em questão se segundos – literalmente- e, é claro, algo estranho iria surgir a partir disso. Castle mal teve tempo de começar a reclamar de como o caso havia sido solucionado rápido, quando, aparece uma segunda pessoa  que confessa o crime. E depois uma terceira. E eu juro que se aparecesse uma quarta, eu mesma iria para L.A perguntar o que estava havendo. Todas as testemunhas descreviam a cena do crime perfeitamente e então um nó foi se  formando na cabeça de cada um assistindo o episódio ou desvendando caso que, preciso ressaltar, foi fantástico. Com Castle tendo um insight e se revelando um gênio, com um doutor em hipnose e tudo mais. O que eu mais eu poderia pedir?! Isso. Nada.

Sabem de uma coisa? Eu não sei ser imparcial quando falo de Castle. Porque eu não apenas assisto essa série, eu a sinto. Com todo o coração. E quando eu vejo um caso como este, bem trabalhado, com aberturas para brincadeiras, tiragens, e momentos família eu juro que eu queria, com o mais íntimo do meu eu seriadora, que essa série fosse eterna.


Sempre foi visível que Beckett era receosa em seu relacionamento com Castle quando o assunto envolve Alexis. E este episódio não foi diferente. Ela mostrou isso, novamente. Nós já sabíamos que o “algo mais” que impedia Alexis de voltar para casa não era Kate, afinal, ela já havia dito em “Limelight” para Mandy, que o seu pequeno grande orgulho em admitir que o pai estava certo não deixava que ela voltasse.

Alias, em “Limelight” eu senti algo que faz todo sentido agora, depois de "Room 147". Alexis se abriu com Mandy quase que em desespero. Alexis precisava falar porque ela não tem ninguém mais para fazer isso. Se Beckett cresceu sem Johanna, Alexis cresceu sem uma mãe de verdade, Meredith era mais do que relapsa, ou seja, a pequena abóbora nunca teve com quem realmente conversar, apenas seu pai. Mas se dessa vez o problema era ele...com quem ela falaria? Ao se abrir com Kate e expor o problema, dois problemas se resolvem.

Beckett finalmente entende que o problema não é ela.  Ela conhece Meredith e sabe como a infância da pequena Lex foi deixada de lado pela mãe e entende isso mais do que ninguém. O que é precisar alguém para conversar e se abrir. Alguém com quem expor alguns assuntos que, me desculpem os meninos, os homens não podem entender. Beckett diz que não tem jeito com crianças, mas tudo que vejo é um ser humano que exala o lado maternal em cada olhar e palavra de conselho que dá. Se elas estão indo para formar uma família, conectadas por Richard Castle, que assim seja. E que agora as coisas caminhem bem. O outro problema resolvido?

A relação pai e filha. Todos sabem que eu sempre fui fã da relação dos dois. Nunca escondi isso, mesmo eu não simpatizando com Alexis. Os momentos fofos que essa relação nos proporcionam são adoráveis e eu senti falta disso durante este período em que Alexis quis mostrar que cresceu e que não era mais dependente do Castle. A realidade? Não importa quantos anos nós temos. Nós sempre vamos precisar de nossos pais. E a recíproca é verdadeira. Perder o orgulho e aceitar que nem sempre podemos estar certos é essencial. Mas isso fica mais fácil quando sabemos que temos um lugar para chamar de lar para voltar. Um lugar íntimo, pequeno, uma coisa que vira um lugar. Afinal, o que mais próximo de um lar que um abraço de um pai ou uma mãe? Sua casa é onde seu coração está. A frase é clichê, mas tão verdadeira que chega a doer e incomodar os mais desavisados que não dão valor a ela.


Senti aquele gosto bom de segunda temporada, com uma pitada de terceira e, pra fechar um pacote bem bonito, misturado com a sexta. As brincadeiras agora rolam mais soltas, sem motivos para esconder quaisquer tipos de sentimentos que um sente pelo outro. O clima está leve e mesmo que Castle seja um gênio, em irritar Beckett ao menos, ele pode fazer esse tipo de brincadeira com ela, me lembrando a segunda e a terceira temporada. Mas, ao contrário do que víamos antes, hoje, ele não mata mais a paciência  e, sim, divide o sofá com ela, tomando vinho [Novamente. Isso está ficando mais clichê que café da manhã em Breaking Bad]. Ele divide a vida, a casa e a cama com ela [Mas isso ninguém mostra, produção]. Ela pode dizer que é fofo como ele fica animado montando suas teorias malucas e rir disso sem medo.

Isso é gratificante. Ver como os produtores se preocupam, mesmo depois de seis anos, em manter a essência da série e o que fez ela cair no gosto das pessoas e conquistar o número de fans que tem hoje. Eu assisto essa série, semana após semana, me perguntando o que me espera, esperando a próxima brincadeira, o próximo sorriso, a próxima lágrima brotar porque eu sei que eu terei isso. Sejam em episódios juntos ou separados. Cada elemento, cada símbolo se mantém. E, se os anjos disserem amém, se manterão hoje, amanhã e Always.

Castle recebe a filha de braços abertos e ela aceita e se aninha daquele lugar que nunca queremos sair. Um lugar onde sabemos que tudo está bem, que nos sentimos seguros. Lar. Seja uma casa ou um abraço. Ou os dois. Castle nem ao menos questionou a volta da filha apenas a aceitou de corpo e alma de volta, ele senta falta dela. E isso é recíproco. Mas posso falar uma coisa? Será que agora poderei ver o casal jogando Laser Tag com Alexis no loft? Sim, eu amaria uma cena dessas e seria a coisa mais fofa do mundo, viu Marlowe?

"Room 147", que começou me matando pelo nome, veio para firmar que a série sabe mesclar casos emocionais, estranhos e lidar com o lado família. E, posso dizer sem medo, que a sexta temporada está chegando a sua reta final de forma impecável.  Vejo uma evolução enorme de cada envolvido na série. E vejo, também, que são sobrevivei até o fim desta temporada.

Vocês sabem que meu coração  pertence a Stana Katic e, pelo jeito, eu não vou passar muito bem durante o próximo episódio. Aceito ajuda psicológica, lenços de papel e desfibriladores. E um Josh, ajudaria bastante. "In The Belly of The Best" vem com tudo logo na promo. O que será de nossa pequena e amada Detective Beckett? (Leia só uma vez, nem tente 10).

                               

PS1: Gates de volta. Tudo fica tão mais lindo com a equipe completa. Penny, não suma. Permaneça. ♥
PS2: Ajeita a franja, Alexis. Ajeita a franja!
PS3: A carinha de feliz do Castle abraçando Alexis me matou ♥

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