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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] CASTLE S6E15 - SMELLS LIKE TEEN SPIRIT
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
Nothing goes as planned Everything will break People say goodbye In their own special way Naquele fim de episódio, que eu revi mais v...
Nothing goes as planned
Everything will break
People say goodbye
In their own special way

Naquele fim de episódio, que eu revi mais vezes do que posso contar, eu me vi obrigada a fazer uma retrospectiva. Eu me senti tentada e obrigada a relembrar os momentos que nos trouxeram até aqui. Cada detalhe, por menor que seja, me pareceu importante. E eu lembrei de cada momento, mesmo que pequeno, mesmo que apenas uma palavra, um símbolo, que nos mostrasse tudo aquilo que Caskett significa. E digo isso de forma geral, Caskett entre Castle e Beckett e Caskett para os fãs.



Quando eu paro para pensar e me lembro de como tudo era diferente no começo, e ver essa cena, com essa música me deu um nó na garganta, um aperto bom no peito, lágrimas nos olhos e, acima de tudo, uma felicidade imensa pelo dia 9 de março de 2009 ter existido. Castle é, de longe, a melhor e mais deliciosa parte da minha vida de seriadora.

                                            All that you rely on                                        
And all that you can fake
Will leave you in the morning
Come find you in the day

Zumbis, pé grade, viajantes do tempo, videntes, vídeos assassinos e tantas outras teorias bizarras já tinham passado pela nossa tela. Telecinesia foi a primeira vez. Porque Beckett não quis chamar Stephen King? Eu teria amado. Stana, Nathan e King na mesma tela? Teria sido minha morte, mas teria valido a pena.

O caso foi, impossível não usar esta palavra, maravilhoso. Nenhum indicio de nada que pudesse nos mostrar uma teoria racional, nem mesmo da Beckett, que mostrasse que Jordan não tinha poderes telecinéticos. Nenhum indicio além da história vista na história da obra [magnífica] de Stephen King. Uma adolescente que todos achavam estranha, sofrendo preconceito e bullying, as meninas populares malvadas e, claro, poderes paranormais.

Oh, you're in my veins
And I cannot get you out
Oh, you're all I taste
At night inside of my mouth

Vamos unir a lista de coisas que você aprende com Castle: A biblioteca e os livros que alguém pega podem ser mais do que importante. Uma pessoa pode ser descrita por seus livros [eu descreveria Kate, por exemplo, como alguém de ótimo gosto], e eles podem guardar uma fortuna também.

Este foi um caso diferente em amplo sentido. Nós não tínhamos apenas um assassinato para solucionarmos. Nós tínhamos o “algo a mais”. O sobrenatural, o algo que te instiga a razão e o pensamento pensando “Isso pode ser real?”. Castle sempre foi um show que brinca com dois lados do caso e, este caso, não foi diferente. Beckett, a cética, mais uma vez tenta achar uma explicação lógica para tudo e Castle tenta afirmar que não. Não é só isso. Afinal nós bem sabemos que, para o escritor, a magia de cada dia de vida não basta, ele precisa do algo mais e, vamos combinar?! Não é esta uma das razões pelas quais nós amamos este escritor desde o primeiro momento? Não foi esta uma das coisas que fez com que Beckett começasse a gostar dele também? Se Beckett é a razão e a lógica, Castle é aquele homem com um espírito de criança incansável em busca de algo que o surpreenda. Embora eu quisesse ser como Castle, em meu coração, sou como Beckett. Sempre acho que existe uma explicação lógica em 99% dos casos. Os 1% que faltam, a ciência apenas não explicou....ainda.
Oh, you run away
Cause I am not what you found
Oh, you're in my veins
And I cannot get you out



Os fatos de os investigadores não terem achado qualquer evidência de materiais magnéticos que pudessem explicar os efeitos forjados na casa no garoto, apenas fazem parte desta magnifica forma de escrita de Castle, onde, mesmo depois do fim você tem o que pensar. Mesmo que seja em telecinesia.

Neste episódio pudemos ver um pouco da adolescência de Richard Rodgers. Sim, o problemático adolescente que conhece um cara que tem uma vaca. Claro, sempre útil. Além disso, vimos que nenhum deles teve um baile de formatura e que eles eram, um tanto quanto, rebeldes.  Adolescentes rebeldes geram filhos também rebeldes? Até imagino os filhos destes dois.

Everything will changed
Nothing stays the same
Nobody is perfect
Oh, but everyone's to blame

Uma música. Todo casal tem uma música. Aquela que marcou aquele momento, o primeiro beijo, o primeiro eu te amo....Mas, vamos recapitular a história Caskett apenas por um momento?! O primeiro beijo foi em um disfarce para salvar seus parceiros. O primeiro “Eu te amo” de um veio depois de um tiro e [pelo menos o que vimos] da outra, foi quando estava prestes a morrer em cima de uma bomba. Ou seja, momentos fofos mas sem trilha sonora. E, Castle?! Sem ofensas, mas escolher a música de vocês baseado numa lista como aquelas, não seria muito legal.
All that you rely on
And all that you can save
Will leave you in the morning
Come find you in the day

A relação Caskett pode ser definida como aquela relação que nasceu para ser eterna. Digo eterna no sentido de tocar. Mesmo que eles chegassem a terminar, o que obviamente jamais acontecerá, um deixaria suas marcas no outro. Algumas coisas o coração não apaga e a forma como um tocou o mais profundo da alma e do coração do outro é uma destas coisas. Castle mudou para Beckett. E ela, tentando não mudar por ele, acabou descobrindo a verdadeira Beckett. É isso que eu sempre senti.


Do garoto problemático, que foi expulso de escolas, arranjou encrencas, para um homem maduro que arrisca a vida pela mulher que ama sem pensar duas vezes, o homem que ajuda na investigação de homicídios, que ajuda a levar justiça a quem ele possa. Se esta não foi minha cena Caskett favorita, ela chegou bem perto. A abertura para dizer o que sente, sem medo. Para ele mostrar para ela que não importa tudo que já houve no passado, tudo que ele fez..tudo. Não existem arrependimentos. Nosso futuro é uma consequência de nossas decisões e Richard Castle resolveu não desistir da mulher que ele sabia que era a certa, mesmo tendo todos os motivos do mundo para fazer isso. Ele nunca desistiu e é por isso que hoje, ele pode dançar com ela, a música deles, em um baile de formatura do ensino médio, calar a boca e beijá-la apenas porque ela pediu. Porque ela quer.

Oh, you're in my veins
And I cannot get you out
Oh, you're all I taste
At night inside of my mouth

Amor é uma via de mão dupla. Ele não se constrói sozinho, e é por isso que Beckett, mesmo que não dizendo que o ama com palavras tão seguidamente, demonstra esse amor a cada olhar, a cada sorriso. Ela não pode mais tirá-lo dela, Richard Castle é uma parte de Kate Beckett e a recíproca é verdadeira. Eles precisam um do outro porque eles são a definição de felicidade um do outro. Mesmo que eles pareçam dois adolescentes, bobos e a apaixonados, eles estão felizes. E essa é a essência do amor. Se deixar sentir, se deixar levar, amar e se permitir amar. O mais alto ápice do amor, se encontra na relação deles. Ver toda a estrada percorrida, cada curva e cada desviou no caminho. Cada detalhe que um aprendeu em relação ao outro resulta no que vemos hoje. Resulta em um amor incondicional.

Nenhuma música poderia ter sido mais perfeita do que “In My Veins” para ser a música deles. Nenhuma. Quando você é fã, fã mesmo, de uma série algumas coisas te marcam com uma marca indelével. Pois bem. Em Castle temos várias destas coisas.

E se eu estava sentindo falta de Café, de sincronia, de falar junto eu posso agradecer Chad e Dara por esse presente maravilhoso. Esses 43 minutos de pura empolgação com o coração saindo do peito e de alegria saindo em forma de sorriso para não ser em lágrimas.

Me lembro quando estava sofrendo esperando eles ficarem juntos. Esperando o dia em que o famoso e bonitão escritor conseguiria quebrar os muros do coração da sua musa mais extraordinária. Me lembro da relutância de Kate em se deixar levar. Me lembro das mentiras e das dores causadas por elas. Me lembro dos ciúmes, dos choros, se ex mulheres e ex namorados. Me lembro de um episódio chamado Always.

“Tudo que eu já fiz, cada escolha que eu tomei, cada terrível e maravilhosa coisa que tenha acontecido comigo, tudo isso me levou para aqui. Para esse momento. Com você.”
E quem não lembra? Eu me lembro de cada segundo. Cada fala. Cada momento. Desde a relutância, até o aceitar um filme, o brigar, o quase morrer, perceber o erro e notar que o nossa detetive queria era simples. Era apenas ele. Eu me lembro, acima de tudo, de uma mulher perdida em meio lágrimas misturadas com a chuva, percebendo o erro que tinha cometido. Deixar ele ir embora. Um discurso de formatura que me encheu de lágrimas nos olhos me dizendo que não importa  que aconteça algumas pessoas estão sempre conosco. E tudo isso, todo esse marco e divisor de águas na série ao som de uma música. De longe, e entre tantas músicas maravilhosas, a que mais marcou todo Caskett que respira [ou não respira mais depois deste episódio].

Quanta diferença de danças entre "Smells Like Teen Spirit" e  "Home Is Where the Heart Stops"? Hoje Beckett se sente a vontade nos braços de Castle, a vontade o suficiente para encostar a cabeça sem seu ombro e sentir, sem qualquer necessidade de palavras, o carinho e o amor mútuo. Eles encontraram sua música;  Ver "In My Veins" tocando em um momento como este, foi maravilhoso e fez meu coração sair pela boca. Se “Stop and Stare” marcou o primeiro momento, "In My veins" marcou a mudança de tudo. A evolução de um “Tomorrow?” para um “Always”.

Sem perguntas, sem questionamentos. Apenas afirmações daquilo que nasceu para ser eterno e assim  será.

Fiquem com  a promo do próximo episódio e até semana que vem ♥ 
        
                                
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