Comentários
Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] BELIEVE -S01E02 : BEGINNER'S LUCK
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
O segundo episódio da série foi bem mais sólido que o piloto (que eu já tinha gostado bastante) e nos mostrou um pouco mais dos personag...

O segundo episódio da série foi bem mais sólido que o piloto (que eu já tinha gostado bastante) e nos mostrou um pouco mais dos personagens já inseridos na história além, é claro, de inserir personagens novos. 

Bo é uma personagem ambígua para mim sentimentalmente falando. A menina é cativante, mas pode ser extremamente irritante em algumas situações. Como por exemplo, precisa ir ao banheiro. Quando se tem um alerta AMBER atrás de você e o cara que te acompanhada é um “assassino” procurado pela polícia, você precisa ser um pouco menos teimosa. Porém, por mais poderes que ela possua Bo Adams ainda é uma criança. E uma criança com um coração enorme, diga-se de passagem.

Quando Bo e Tate, seu guardião e pai, estão fugindo dos “Bad Guys” e tentando chegar a Filadélfia onde Winter tinha um local seguro pra eles, as coisas não saem como planejado. O FBI entra em cena com a agente Elizabeth Ferrel que é encarregada de recuperar a menina. Quem lhe fornece as informações necessárias? Skouras, um geneticista que comanda um projeto denominado de “Orquestra” que supostamente conseguiu isolar genes específicos que proporcionam a capacidade telecinética.

Bem, eu como amante e ingressante da área de genética amei esse plot. Quero ver mais explanações sobre. Nesse contexto, Shaun é inserido na história. Para que a agente Ferrel entendesse porque Bo era tão especial, ela é apresentada ao  menino que possui as mesmas habilidades de Bo, em menores proporções (o que diabos a menina pode fazer que o Shaun não é tão habilidoso quanto ela?) Shaun tem a habilidade de montar um brinquedo, por exemplo, e isso tem efeitos de transformações no mundo real.  Isso não foi inserido ao acaso na série e eu estou louca para ver mais sobre essa habilidade e como isso se relacionará no decorrer da história. Se Bo está do lado dos bons o que impede o menino de ir para o lado dos maus? Achei tudo um pouco enigmático. Mas eu gosto disso, a água na boca de querer saber o que vem depois.


Usando as habilidades de Bo (e com um novo visual após cortar o cabelo para se disfarçar. Bem melhor, Tate), o guardião de nossa pequena usa as habilidades da nossa viciada em Milk shakes  (lembrei de Fringe. Saudades Walter. Oi depressão) para ganhar em um jogo de dados em um “cassino”. E eles ganham muito dinheiro. Porém, Bo segue sendo Bo. Ela consegue cativar a garçonete que lhe deu os Milk shakes e percebe que o filho dela, Jesse, está doente. Bo, acaba indo conhecer o menino e a cena que se segue foi além de fofa. 

Ver as duas crianças brincando com seus ursinhos de pelúcia favoritos, contando histórias uma para outra é tocante em diversos sentidos. Uma criança, muitas vezes, não consegue imaginar a magnitude de uma doença. Principalmente quando se trata de uma doença como leucemia mieloide, como a que Jesse possuía. Nenhuma das duas crianças eram “normais”, se é que posso chamar assim, afinal, quem sou eu para definir o conceito de normalidade? Mas é fato de que as duas tinham coisas que as impossibilitavam de viver suas vidas normalmente e elas se entendem. Crianças têm aquela bondade intrínseca no coração, aquela bondade que você sente pelos olhos. Bo precisava do dinheiro ganho? Precisava. Mas ela sabe que Jesse precisava mais. Tratar doenças como essa é mais caro do que vocês podem imaginar. Então, nossa pequena dá quase todo o dinheiro (Tate amou isso, né?) para que Jesse pudesse tratar sua doença. Sabe o que é mais bonito? Uma criança com toda essa bondade é capaz de fazer algo que nós não sabemos fazer: olhar para o lado. Adultos racionalizam demais e sentem de menos. Crianças não são assim. Elas são o inverso e por isso mesmo são mais puras e simples.

Descobrimos que Winter e todo o seu grupo eram parte do projeto “orquestra”  e saíram por não concordar com o tratamento emocional dado as crianças. Skouras disse que nada de mal era feito as mesmas, mas vendo o emocional de Shaun, que não gosta nem mesmo de contato visual, me questiono quanto a isso. Então, eles resolvem pegar Bo e fugir de lá. Cuidando da menina desde então. Winter pode não ser o pai biológico de Bo, mas a ama do tamanho da lua, estrelas e dos planetas também.


Skouras contratou um mercenário para resgatar a menina. Ou seja, não bastasse o FBI e toda a população após o alerta AMBER ser emitido agora existe também um mercenário atrás dos dois. Um fato curioso: as habilidades de Bo estão diretamente ligadas as suas emoções (alguém mais se lembrou da minha amada e idolatrada Olivia Dunham?), logo, em situações de medo nossa pequena não reage. Como ela irá aprender a contornar situações como essa? O quão vulnerável isso a torna?

Uma noite em cada lugar, nada será seguro. Mas Tate provou que não desistirá fácil, seu papel é proteger Bo e ele fará isso. Afinal, agora ele a deixa, até mesmo, dormir com a cabeça encostada em suas pernas sem se importar tanto assim. Talvez, Tate. Talvez esses realmente sejam os melhores anos da sua vida. 

PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO:





PS1: Não sei se todos notaram ou se lembraram disso, mas a atriz Trieste Kelly Dunn, que faz a agente Ferrel, fez participação em "Fringe". Como a vampira que se alimentava do fluido espinhal das pessoas, no episódio S01E18 "Midnight". No episódio o nome da personagem era Valerie Boone. Boone era o nome do personagem de Ian Somerhalder em LOST. E Valerie é nome de um personagem em "Almost Humam". Ah, J J Abrams...

PS2: Me desculpem pela demora. Eu estava sem computador e por isso nem mesmo fiz a review do piloto por aqui. Desculpem mesmo e, prometo, que as próximas sairão em dia.

PS3: Cansada desse povo deixando geneticistas como os caras maus. Eu serei uma poxa.... 

PS4: É só eu que to preocupada com os números da audiência? To me apagando a Bo...não pode floopar! 
Reações:

Sobre o Autor

 
Top