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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] CASTLE - S06E19: THE GREATER GOOD
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
Esse episódio me deu algo que venho querendo a muito tempo. Ver um pouco mais de Gates. Desde que Penny entrou na série, a personagem c...

Esse episódio me deu algo que venho querendo a muito tempo. Ver um pouco mais de Gates. Desde que Penny entrou na série, a personagem cresceu exorbitantemente na série e, finalmente, ganhou um episódio com o enfoque merecido.

O caso ficou completamente em segundo plano e serviu apenas para nos trazer um pouco mais sobre a Victória que aprendemos a amar. O que vemos no caso é um comerciante de commodities chamado Pedro Cordero encontrado morto em seu apartamento, que apresenta diversos sinais de luta. A cena do crime não bate com a vítima que não exibia nada do gênero, ou seja, tudo leva a crer que ele conhecia seu assassino. De volta à delegacia, Beckett e Castle estão informando Gates sobre o andamento das investigações, quando Elizabeth Weston, irmã de Gates, e sua amiga Stephanie Goldmark entram em cena.

Pois bem, a inserção da irmã de Gates na trama fez com que pudéssemos conhecer um pouco mais do passado daquela que foi, aos pouco, ganhando meu coração. Podemos retomar como conhecemos a Capitã Victória Iron Gates? 

A entrada da nova capitã foi conturbada. Ela entrou para substituir ninguém menos que Roy Montgomery e isso não era tarefa fácil. O fandom havia adotado Roy, assim como ele havia adotado Beckett. Roy era aberto, maleável, brincalhão e Gates, sem seu começo, era durona e de poucos amigos. Iron Gates. 

Fomos sendo incitados a criar birra com ela lá no início da quarta temporada, ou seja, assim que ela foi introduzida na série. Capitã ou Senhora. Sem meias palavras. Poucos amigos. Isso era Gates até pouco tempo atrás e, então, em algum momento que não sei explicar... ela nos ganhou.

Foi então que tiramos o Iron e vimos a Gates capitã que foi sendo conquistada pelos meninos e pela detetive da NYPD e foi, ao mesmo, tempo conquistando eles e nos conquistando junto. Na quinta temporada vimos que ela era casada, que ela já não odiava Castle tanto quanto no começo (só não mexa nas bonecas colecionáveis, Rick!) e hoje vemos que ela tinha, praticamente, um vórtice polar com sua irmã. Não Becks, não era apenas um clima frio entre elas.

Ver Gates estremecida com a irmã mostrou que a vida particular dela não é lá as mil maravilhas. Ela e a irmã têm seus desentendimentos, mas no fim, se gostam. E é impossível não notar aquilo. Porém, o que realmente houve? Gates era a chefe da Administração Interna e sua irmã estava no Gabinete do procurador do distrito em 1998. Elizabeth estava trabalhando em um caso que envolvia uma operação disfarçada e que envolvia drogas, quando se descobriu que o policial à paisana estava recebendo propina. Gates, sendo Gates, não recuou e apresentou queixa contra o policial. Isso arruinou o caso de Elizabeth e causou a briga entre as duas irmãs. O engraçado? Beckett não precisou de um dólar e nem perdeu o emprego que ela ama tanto por perguntar para Gates o que estava havendo, Victória se abriu facilmente com ela. 


Acho que já podemos dizer que elas já passaram por muitas situações trabalhando juntas. Ela viu Beckett se reerguer depois do tiro, renunciar após anos de trabalho aquilo que a motivava. Viu-a voltar para a NYPD e sair de novo para ir ao FBI. Viu-a voltar para NYPD. Viu ela ter um relacionamento com Castle, inclusive, pegando os brincos dela sem querer e precisando relembrar o Castle que “she was  married woman”. Ela se abriu com Beckett, contou os problemas com a irmã. Gates, assim, como sua irmã é boa no que faz e isso pode render problemas. Eu amo o Diabo Veste Prada e tem uma frase muita boa no filme que diz “Me avise quando sua vida pessoal virar fumaça, significa que você será promovida”. Não serei extremista, a vida de Gates parece ser boa. Ela é uma pessoa leve que, em meio à pose de durona, tem um riso fácil. Mas sempre que se é boa e determinada em seu trabalho, algumas coisas podem acabar mal. Neste caso, o relacionamento de irmãs. Mas foi visível que ela tem um coração enorme e que ela e a irmã se amavam, mesmo depois de tudo. A foto na gaveta mostra que Gates nunca deixou que as brigas e as desavenças tirassem dela as lembranças dos bons momentos com a irmã.

Sabem de uma coisa, uma vez Gates disse que sabia que Beckett e os meninos estavam protegendo Montgomery e que esperava, um dia, poder ganhar esse respeito. Hoje, posso dizer que ela já tem esse respeito. Na verdade, acho que ela precisava conversar com alguém, se abrir e tirar esse peso todo dos ombros. Ela se abriu com Beckett e, acredito, ganhou ainda mais respeito e admiração dela. Será que um dia Kate se abrirá com ela também, livre de qualquer temor, para falar do caso da sua mãe? Não sei... Mas é algo que eu gostaria de ver acontecendo.

E o que define melhor o relacionamento Caskett do que montanha russa?

Entre todos os altos e baixo que eles já enfrentaram juntos, as alegrias, as tristezas, as mentiras, tudo fica junto e as memórias se misturam. No fim, fica difícil imaginar a história Caskett se desenvolvendo de outra forma. A vida, na grande realidade, é uma montanha russa por si só. Porém,, no  relacionamento deles, todos sabem que as curvas, subidas e decidas foram frequentes. O mais bonito é que eles subiram e desceram, onde a vida e a história deles os mandava, mas sempre juntos. E isso fez a diferença. Mas vamos manter isso metaforicamente, Castle?! Vocês precisariam de um carrinho enorme demais para casarem nele.. Falando nisso....

Castle e Beckett estavam em outro dilema um pouco.. grande demais. Aliás, esse era o problema: Grande. A lista de convidados estava enorme. Nosso escritor é um pouco famoso (pelo amor de Deus coloquem o Stephen King na série. Por favor, eu morrerei feliz), logo, sua lista conta com apenas 300 e alguma coisa nomes. Beckett também não tem lá a menor família do universo, pelo visto, com a lista chegando aos 100. E temos, é claro, a lista da Martha (pensei que ela seria a solução dos problemas, aí lembrei que falávamos da Martha). Era preciso reduzir.

Então, Beckett é quem faz o principal questionamento a cerca disso: Para quem faremos o casamento, para eles ou para nós? E eu, humildemente, abrirei um debate aqui. 

Acho que isso é um dilema intrínseco ao ser humano. Até que ponto fazemos as coisas por nós mesmos e até que ponto fazemos para mostrar nossos feitos aos outros? Acho que essa é a essência que muitas vezes se perde, usamos uma lógica errada. Buscamos sempre mostrar para os outros aquilo que fazemos, com a frequência que fazemos (oi, facebook) e esquecemos que devemos nos preocupar em fazer realmente. Mostrar ao mundo que você faz, não é tão importante como fazer. Buscamos tanto agradar os outros e esquecemos de agradar a nós mesmos. E não me diga que precisamos agradar a quem amamos. A partir do momento que você agrada a si mesmo, você é feliz. E agrada quem você ama, porque pela lógica, esse alguém te ama também. E te ver feliz, faz a outra pessoa feliz. Parece simples, mas não é...é complexo e exige mudança de hábitos e mudança de pensamento.


Eles estavam casando por eles o pelos outros? Isso. Por eles. Pelo amor que eles sentiam um pelo outro. Por tudo aquilo que eles haviam passado juntos e pelo sentimento que cresceu dentro de cada um ao longo de 6 anos.

“And all I could think about was you”.

E isso se mantém. Quando eles tomam a decisão de se escrever em um minuto o nome de todos que eles queriam presentes, apenas uma coisa sai no papel deles. YOU. Porque é tudo que importa. Estar com aquela pessoa, aquela pessoa que faz o riso brotar na sua cara de forma leve e natural. Aquela pessoa que quase lê seus pensamentos e mora neles. Aquela pessoa que está com você em cada momento, bom ou ruim. Aquela pessoa que conhece seus medos e inseguranças mais íntimos e te aceita. E te apoia. E te ama. E te ama da forma mais incondicional e pura de amor que existe. O amor onde estar com o outro basta. E, então, nada mais importa.

Quando paro para pensar no relacionamento Caskett, eu vejo o quanto tudo cresceu. Eu vejo como agora as coisas estão mais fáceis, de como se abrir e se permitir viver é importante. De como quando nos fechamos em nós mesmos, e não se enganem isso é bem fácil de fazer, uma única pessoa pode aparecer do nada e te abrir cavando cada centímetro e milímetro até te alcançar. Eu vejo que o amor é uma via de mão dupla e que, mesmo que as coisas pareçam erradas e fora de contexto, elas podem achar seu tempo. Porque quando duas pessoas acreditam realmente em uma coisa, tudo, até mesmo o impossível, é possível. 

É claro, ainda existem pessoas a serem convidadas (pelo amor de Deus. Eu quero conhecer a Tia Theresa), existem aquelas outras pessoas são parte da nossa vida e que devem fazer parte de um momento como este. Todos esses preparativos para o casamento me deixam ansiosa para vê-lo. Quero ver Beckett de branco entrando na igreja e dizendo o seu “Always”, mas, como já disse, estou tentando lidar com a possibilidade de isso não acontecer. No fim, tem mais uma coisa que quero ver: Beckett chamando Lanie para ser sua madrinha de casamento. Aí, então, eu estarei feliz.

No fim, seja no espaço, seja numa montanha russa, com 50 ou 500 convidados, eles estarão lá fazendo seus votos e, para eles, isso por si só bastaria. Eles tem alguém para chamar de "seu". Quando se tem isso, o resto é secundário.

Foi um típico episódio com a fofura Caskett sendo jogada na nossa tela e com revelações interessantes para personagens que, finalmente, ganham seu espaço na série. As vezes (eu te entendo, Gabs), é difícil lembrar que existe algo além de Stana, Caskett e, para alguns, Nathan na série. Mas existem. E o que molda a série é o conjunto. Essa é a fórmula do sucesso e por isso a série caminha tão bem. Porque o conjunto é valorizado e todos saem ganhando.

PS1: Além de tudo, Stana tem uma letra maravilhosa. Me ame, mulher <3
PS2: Stana, teu grito no fim foi....bizarro.Sabem qual? "*Insira aqui o grito estranho* E a família da Gates".
PS3: 47 dias para a season finale. My body isn't ready.
PS4: Gostaria de dizer que sentirei muita falta do OCD. Muita mesmo, ali era minha casa de surtos e loucuras e meu coração ficou triste. Porém, bem vindo 47 feelings for Castle. Meu novo cantinho especial. E Obrigada a cada uma das meninas que tornam fazer parte deste fandom tão especial. E meninos também, viu Kid?! <3
PS5: Maddie na lista? LITTLE CASTLE BABIES!!!!!!
PS6: Para maiores notícias da Stana, com vídeos legendados quase que instantaneamente e sempre atualizado, visite o Stana Katic Brasil.  O site que não dorme!

PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO (lembrando, apenas dia 21 de abril. Ah, ABC...)
  
 


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