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Title: [REVIEW] THE WALKING DEAD - S04E13: ALONE
Author: Gabriel martins
Rating 5 of 5 Des:
A mensagem que Alone nos passa é clara e objetiva: tente ver em um apocalipse zumbi um lugar melhor para se viver. Focado novamente na ...

A mensagem que Alone nos passa é clara e objetiva: tente ver em um apocalipse zumbi um lugar melhor para se viver. Focado novamente na dupla Daryl/Beth e no trio Maggie/Sasha/Bob, este episódio tenta nos conduzir por uma visão no mínimo absurda de que no final de tudo, aquele mundo habitado por zumbis não é assim tão ruim. Mas, para a nossa surpresa, ele consegue! 

Acertadamente começando com um passado nem tão distante em que vemos um Bob antes de entrar na prisão, desolado, sozinho e parecendo apenas esperando chegar a sua hora de morrer, para, logo em seguida, encontrar com Glenn e Daryl, e assim voltar a ter um motivo para tentar viver (é estranho perceber, no entanto, que essa personalidade, sempre com cara de quem curte Bob Marley, só tenha aparecido depois que todos acabaram se separando pós prisão).

É ele quem serve como balança entre a fé cega de Maggie em achar Glenn, custe o que custar, e o ceticismo de Sasha. Foi bonita, inclusive, a cena em que todos se reencontram no fim, ainda que o encontro das garotas tenha sido, no mínimo, forçado e piegas. Quero dizer, a Maggie estava lá tranquila, deitada esperando ambos chegarem porque, em algum momento, teve uma epifania sobre tudo. Mas vá lá, nada que estrague o episódio.



Do outro lado, entre Daryl e Beth, quem assume o papel de Bob é a garota (que aqui consegue não constranger com sua interpretação, estamos evoluindo) vendo uma estranha beleza por onde passa, chegando a cogitar a hipótese que exista alguém bom em uma casa no meio de um cemitério. Além disso, a loira consegue ver um certo charme e dignidade em fazer com que walkers tenham um fim digno, o que pode nos levar a duas conclusões: ou Beth tem sérios problemas psicológicos e vive em um estado de choque (já que o natural, nessas circunstancias, seria ela odiar tudo e todos, afinal sua família foi dizimada por errantes e humanos na sua frente), ou talvez tenhamos aqui uma personagem das mais admiráveis e um ser humano que tem sua fé nas pessoas (mesmo que elas sejam walkers) inabalável. Se me perguntassem diria que a segunda está correta, pois seu pai cultivava estes mesmos valores.

Valores estes que conseguem fazer com que Daryl saia da categoria badass e ganhe contornos mais humanos, esquecendo até a Carol (o que não é lá grande coisa também). E se temos um final que, em uma primeira análise, seria a comprovação de que o arqueiro estava certo sobre sua visão do mundo, podemos também vê-lo, mesmo com tudo contra e em circunstâncias completamente adversas, encontrar um grupo de aliados.

Pelo menos seria o que Bob e Beth achariam.

*Review originalmente publicada no blog CINÉFILO SANTISTA. Clique AQUI para conferir.

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