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Title: [C. NERD] CRÍTICA #39 - CAPITÃO AMÉRICA: O SOLDADO INVERNAL
Author: Gabriel martins
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Esta crítica farei de forma diferente. Farei com a visão singular da mulher sentada ao meu lado que, em nenhum momento, se viu constr...

Esta crítica farei de forma diferente. Farei com a visão singular da mulher sentada ao meu lado que, em nenhum momento, se viu constrangida e impelida de soltar seus comentários durante TODA a projeção. A chamarei de “maldita da poltrona G35”.

Mas para contextualiza-los...Na trama, dois anos após os acontecimentos em Nova York, Steve Rogers continua seu dedicado trabalho com a agência S.H.I.E.L.D. e também segue tentando se acostumar com o fato de que foi descongelado e acordou décadas depois de seu tempo. Em parceria com Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, ele é obrigado a enfrentar um poderoso e misterioso inimigo chamado Soldado Invernal, que visita Washington e abala o dia a dia da S.H.I.E.L.D., ainda liderada por Nick Fury.

O começo da trama é promissor ao retratar e estabelecer o contexto em que todo o filme vai se passar, mostrando o tamanho daquela ameaça e o potencial de “vai dar m...” que aquilo tudo pode tomar.

Mas vamos ao que interessa, o humor do filme é mais equilibrado do que provavelmente todos os outros da linha Marvel/Vingadores, apesar de aqui e ali sermos obrigados a ver e ouvir Gags sem a menor graça e, por mais que a maldita da poltrona G35 gargalhasse (infelizmente este fato acontecia com uma irritante frequência), ela era a exceção. Como a piada do “à esquerda” no início, que serve apenas para fazer uma rima com a cena final, o que a Maldita orgulhosamente ostentou com a observação seguida de risos: oh lá, é a mesma piada do início.

Porém um ponto que conta muito para este equilíbrio é o fato de que não há um alívio cômico que abra a boca somente para soltar piadas, como acontece em todos os filmes com o selo Vingadores; aqui é Anthony Mackie quem tem a missão de nos fazer rir, mas sempre de forma orgânica e por mais que não funcione sempre, ao menos não irrita como a Kat Dennings em Thor 2.

Uma pena que este personagem interpretado por Mackie, o Falcão, fique tão avulso durante o filme, parecendo estar ali apenas para vender mais um boneco.

Outro personagem que teve participação apagada é Fury, apesar do Diretor fazer de tudo para que ele seja endeusado durante o longa, soa preguiçosas suas cenas. Em especial a que ele faz um buraco no chão para fugir do Soldado Invernal (oi?), uma sequência que, inclusive, é clichê e desinteressante do início ao fim. 
Aliás, isso se deve muito ao fato de, após tantas sequencias, ninguém mais realmente acredita que alguém vá morrer, e por mais que a Maldita tenha ficado em estado de pânico quando ele foi dado como morto, era mais do que óbvio que isso não havia acontecido e em algum momento Fury iria voltar triunfante.

Já as cenas de ação, que deveriam ser o ponto alto deste Capitão América, são na realidade o ponto fraco, surgindo muitas vezes como intrusos entre um momento de maior reflexão. Como quando Steve encontra Peggy já idosa, momento este que poderia ser infinitamente mais bem explorado caso os realizadores tivessem mesmo alguma pretensão com o filme. 

É inevitável pensar o quão este personagem deve sofrer no dia a dia, sem amigos, sem família, todos os que ele conhecia estão mortos ou sofrendo de Alzheimer, porém estes problemas são apenas passados como algo corriqueiro, já que o foco mesmo é a ação que são seguidos de muitos “AUAAAAU” “OLHA SÓ COMO ELE PULA” “OLHA A FORÇA DELE”, vocês já devem imaginar quem eu estou parafraseando, né?!


Em alguns momento tive a nítida sensação de estar vendo um Velozes e Furiosos estrelado por Jason Statham. Algo irrelevante para a G35, ela estava mais interessada no quão viril Chris Evans parecia jogando seu escudo para todo lado e o quão “UAU” as cenas de ação eram; pena ela não ter reparado o quão irritantemente feitas com cortes elas também estavam, muitas vezes durante uma luta, não dava para ter certeza de quem estava ganhando ou apanhando mais, algo que deve ter levado à lágrimas Michael Bay.

E por falar no diabo, ele deve ter tido orgasmos com o terceiro ato da sequência, assim como, obviamente, teve a nossa querida Malditinha da G35, após muitos diálogos expositivos; que incluem dois inimigos mastigando todos os detalhes da trama para os mocinhos, temos explosões, aviões gigantes, ação, tiros, reviravoltas, “Oh lá, oh lá”, Fury, morte, contagem regressiva... E a todo momento eu me perguntava, onde está Tony Stark que não ajuda a salvar o mundo?

Mas ao final, o que fica é a impressão de que este filme é talvez um dos mais diferentes produzidos pela Marvel/Vingadores, contudo tropeça justamente por ser da Marvel/Vingadores, o que não permite um desenvolvimento e um envolvimento maior do público, a não ser, é claro, que você seja a nossa amiga e delire com tão pouco.

Ps. Há duas cenas pós-créditos e, assim como Thor, a primeira vale a pena e a segunda não.



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