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Title: [REVIEW] LOST: IMPRESSÕES DA 2ª TEMPORADA
Author: Daniel Oliveira
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E lá vamos nós para mais uma parte do Especial de LOST aqui no DDS, dessa vez falando sobre as minhas impressões sobre a 2ª temporada d...

E lá vamos nós para mais uma parte do Especial de LOST aqui no DDS, dessa vez falando sobre as minhas impressões sobre a 2ª temporada dessa fantástica série. Lembrando que teremos 1 post por mês, abordando cada uma das seasons, até completarmos 10 anos de estreia do seriado, em setembro. Caso queiram ler o texto anterior é só clicar AQUI. E, é sempre bom lembrar, teremos alguns spoilers daqui em diante.

Após o impecável ano de estreia, LOST tinha o desafio de manter o interesse do espectador em sua narrativa e, ao mesmo tempo, evoluir a sua trama para algo ainda maior. Podemos dizer que o objetivo foi cumprido com êxito, com uma temporada que se não foi melhor que anterior, certamente também não foi inferior, mantendo o altíssimo nível do drama do canal ABC.

PERSONAGENS
Como todo bom drama televisivo, o novo ano trouxe novos personagens. Pudemos conhecer os sobreviventes da parte traseira do voo Oceanic 815, pessoas que não fazíamos ideia que podiam estar vivas. Ana Lucia, a policial antipática. Mr. Eko, o padre nigeriano. Libby, a psicanalista (ou seria psicóloga?) e Bernard, o marido de Rose. Esses foram os que restaram, de um grupo dizimado pelos “Outros”. O episódio “The Other 48 Days” foi um marco para a série, abandonando a narrativa que vínhamos acompanhando para nos contar os eventos que ocorreram com aqueles personagens a partir da queda do avião e, então, entendermos o que motivam suas ações.


Fomos apresentados a outros 2 nomes importantíssimos, e que viriam a se tornar ícones da série. O primeiro, Desmond Hume, morador da escotilha. Fale com qualquer fã de LOST, e certamente ele se lembrará com alegre nostalgia da abertura da season 2, ao som de “Make Your Own Kind of Music”. Pouco soubemos a respeito dele ao longo da temporada, até o marcante season finale, em que tivemos o seu primeiro flashback. Conhecemos Penny, Widmore, e nos apaixonamos pela história de Des. Coisa muito melhor ainda estaria por vir.

O segundo nome é Henry Gale. Um falso nome, é verdade (o verdadeiro só viríamos a conhecer no ano seguinte), mas que serviu pra apresentar um personagem fascinante. Durante alguns episódios sofremos com Locke, Jack, Saiyd e Ana Lucia, sem saber se podíamos acreditar em Gale ou não. E o trabalho do ator Michael Emerson não poderia ser menos brilhante. Seus olhares, o jeito que pronunciava cada palavra, ou mesmo a forma como manipulou seus raptores para que entrassem em conflito. Tudo levou a crer que estávamos diante de um mestre dos mind games. E realmente estávamos. Descobrir que ele era o líder dos Outros foi a cereja do bolo.


ROTEIRO
Toda a produção de LOST manteve-se acima da média nessa temporada, sem exageros. A trilha sonora de Michael Giacchino, por exemplo, manteve-se incrível. Mas o roteiro continua sendo o maior destaque, a forma como a história  foi contada. Foi ótimo conhecer mais profundamente sobre aqueles personagens que já admirávamos e descobrir os novos. Mr. Eko, sem dúvida, foi meu favorito. Sua jornada de bandido à padre, de fé cega, foi incrível. O ator também ajudou com uma grande interpretação. Nunca tivemos tantas discussões sobre fé versus ciência, Locke versus Jack. E que diálogos!

MISTÉRIOS
Esse foi o ano em que o universo da série expandiu imensamente, lançando inúmeros mistérios a serem resolvidos e gerando centenas de teorias internet a fora. Fomos introduzidos a Iniciativa Dharma e seus vídeos de orientação. A escotilha (ou The Swan, para os íntimos) mostrou-se uma residência, onde um botão tem de ser apertado a cada 180 minutos para se “salvar o mundo”. O código a ser imputado? Os números malditos: 4 8 15 16 23 42, EXECUTE.

Também descobrimos que a tal escotilha não era a única estação. O pessoal da calda do avião se abrigava na The Arrow, uma espécie de bunker, além de conhecermos a estação de monitoramento The Pearl (onde ficava o ponto de interrogação) e o local onde Claire foi feita "prisioneira", The Staff. Tantas outras perguntas foram feitas. Por que os Outros se fantasiavam? O que é aquela estátua de 4 dedos? O que diabos aconteceu quando Desmond virou a chave? Perguntas que foram respondidas ao longo da série, ou não.

"See you in another life, brotha!"

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