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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] ONCE UPON A TIME - S03E18 - BLEEDING THROUGH
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
Nós nunca saberemos todo o nosso passado. Todos merecem uma segunda chance. Tal mãe, tal filha. Essas são, de longe, as três maiores ...

Nós nunca saberemos todo o nosso passado. Todos merecem uma segunda chance. Tal mãe, tal filha. Essas são, de longe, as três maiores lições que tiramos de Once Upon a Time nessa semana.

Eu queria começar essa review mandando um beijo e muita paz no coração de quem abandonou a série, lá na segunda temporada, e não está vendo a maravilha que está sendo essa terceira. Esse episódio se tornou um dos meus favoritos e foi perfeito. Redondinho. Valorizando cada um dos personagens e dos plots levantados até agora.

Pudemos entender o motivo de Zelena ter sido abandonada e eu levei...bem...um tapa na cara. Não imaginava que tivesse sido essa a razão. Quando a Princesa Eva conta para Leopold que Cora estava grávida, ela arruína tudo para Cora. Grávida e sozinha, ela resolve abandonar a criança, sua primeira filha, Zelena. Neste contexto, seu plano toma forma: voltar ao passado e mudá-lo. Matar a princesa Eva é a chave para que a gravidez de sua mãe não seja contada e, então, ele poderia ter se casado com Leopold e tido Zelena sem abandoná-la. Porém, matar a princesa Eva inclui no pacote Snow não nascer. Sem Snow, sem Emma, sem Henry. E esta é a primeira preocupação de Regina, de longe, porque para ela tudo volta para seu filho. Até Mary Margareth (?) lembrá-la que, neste contexto, a Queen talvez também não tivesse nascido e, mesmo que tivesse talvez Rumple, dessa vez, escolhesse Zelena para treinar. Cora poderia ensinar a magia para a filha e tudo estaria perfeito para Zelena.


Ela já tem a coragem, o cérebro e agora, tem também o coração. Que foi capturado de Robin de forma muito baixa, diga-se de passagem, mas óbvia. Regina recebe a visita de sua irmã (tirarem essas maçãs verdes porque aqui o vermelho reina, dá licença?!), que faz todo um discurso de como Regina não arrisca em sua vida e blá blá blá. Tudo, para distraí-la enquanto Rumple vai até floresta atrás do coração que estava sob os cuidados de Robin. Rumple ameaça de maneira cruel matar Roland se Robin não lhe entregar o coração, então, ele o faz. Regina aparece logo em seguida e, então, vemos que ela está realmente mudada (óbvio que já sabíamos disso, mas né...). A primeira coisa que ela realmente pergunta é se ninguém se machucou. Ela sabia que usariam o Roland e sabe, mais do que ninguém, que nada vale a perda de uma criança. Lembram-se da Evil Queen que manda criancinhas para a casa de doces sem nem ao menos peso na consciência? Pois é, hoje ela sabe o que um filho significa. Ela entende a atitude de Robin, mas entende também a gravidade da situação. Zelena tem todos os elementos que buscava, ou quase todos, e Regina ainda estava viva. Seja o que for que Zelena estivesse armando é mais do que matar a própria irmã. Não importa, porque ela vai pará-la. E gente, levantam-se em uma salva de palmas para Lana Parrilla porque Meu Deus... Ela esteve mais perfeita que o normal nesse episódio.


Porém, umas das coisas que Zelena fala para Regina a intriga. Ela não conhece seu passado e não sabe o que aconteceu realmente e ela quer descobrir. Ela precisa falar com sua mãe sem coração e ela precisa de duas coisas. Da arma que matou e de quem a matou. Se lembram do episódio S02E16 ‘The Mill’s daughter” onde Mary Margareth mata Cora usando a vela? Pois é, Regina precisa da vela e onde mais encontrá-la? Na loja do Gold, obviamente. Afinal, tudo é encontrado por lá.

Primeiro confronto da Regina. Belle fala tão pouco sobre tudo que aconteceu que eu, às vezes, esquece que Regina a manteve trancada em uma torre por 20 anos. Eu esqueço de toda a dor causada e quando Belle joga isso na cara da Regina, vemos como isso dói nela. Sabe uma das coisas que mais dói quando acontece? Quando te julgam pelo seu passado, mas Regina fez tanta coisa errada como Evil Queen, que não podemos julgar a todos que jogam seus feitos na cara dela. Mas ela sente. Ela sente porque sabe que foi errado, sabe que jamais faria de novo, mas sabe, também, que para quem sofreu com suas maldades é impossível perdoá-la de primeira. Snow sempre fez isso com facilidade e procurou acreditar sempre nela porque sabe que parte disso foi culpa dela, mesmo que de forma não intencional. Ela se desculpa com Belle, mesmo sabendo que não é o suficiente é o que ela pode oferecer agora e Belle a ajuda. Elas encontram a vela e vemos a cena da reunião de família para falar com uma morta. Super normal, claro...


As coisas não funcionam e, quando todos vão embora, Snow fica. Ela se sente culpada por matar Cora, mas Regina sendo o ser humano mais fofo dessa terra toda, afirma que entende. Gente, eu não passo bem em nenhuma cena que tenha a Lana na minha tela porque aquele ser humano exala perfeição. Mas em momentos como este, quando ela entende o lado do outro, entende os motivos dos outros, mesmo que tortos... É demais. Ela entende porque ela mesma já errou tanto, e ela conhece o peso da culpa.

É por isso que hoje, ela defende Snow da figura fantasmagórica da Cora. É por isso que hoje, se a mãe sem coração quiser matar Snow terá de passar por ela primeiro. E isso é tocante porque quando lembramos lá do começo, a coisa que ela mais lamentava era não ter conseguido matar essa mesma pessoa que hoje ela defende com unhas e dentes. Ela defende Mary e apanha do fantasma da mãe. Olha, Cora... Qual o seu Fucking problema?! Sério?! Snow a mata e ela, ainda assim, resolve contar as coisas para ela e não para a própria filha?! Minha interpretação do ocorrido, ela só queria que Snow visse que sua mãe não era aquele poço de perfeição. Ela queria que ela visse que, assim como ela mesma, sua mãe era incapaz de guardar um segredo e incapaz de ver as consequências que contá-lo poderia trazer. Mas lembrem-se que Snow era uma criança e não sabia que, de alguma forma, contar aquilo poderia ser algo mal. Já Eva tinha plena noção dos seus atos. Ninguém é santo, todos são egoístas em alguma parte da vida, Eva foi naquela hora.

Porém, não podemos comparar os atos de uma com os de outra. Cora nunca foi mãe, ela nunca amou como mãe e nunca agiu como uma. Emma e Snow abandonaram seus filhos, para que eles tivessem uma chance. O que Cora fez foi dar uma chance para si mesma, porque no fim, para ela só importava ela mesma. Eva contou e prejudicou Cora, mas não foi de todo errado se pararmos para pensar. Porém, já percebemos que seja Eva, seja Cora são sempre as mães que acabam com a coisa toda.


De longe, a melhor coisa do episódio foi o final. E eu digo ele como um todo. A conversa de Mary Margareth com Regina no fim é tocante demais. E há tempos não vemos algo assim, duas pessoas sentadas, conversando, depois de tanta diferença, depois de tantos erros, deixando o passado para trás e tentando enxergar o futuro. Snow conheceu o lado doce de Regina antes de qualquer um. O lado da Regina que gostava de andar a cavalos e estava disposta a fugir com o homem que amava para ser... feliz. Antes de ser Evil Queen, ela amava tão profundamente que perder o homem da sua vida foi demais para ela. Ainda mais sob as circunstâncias em que ela o perdeu.

Snow se sente culpada, de certa forma. Ela tirou, sem querer a possibilidade de Regina ser feliz ao causar a morte de Daniel. Mas ela conhece Regina. E Regina é puro sentimento. Ela sente as coisas por completo, sejam essas coisas boas ou más. Ela é um ser humano intenso que sente as coisas com o mais profundo da alma. Isso. Da alma. Não importa se ela está sem o coração, ela sente da mesma forma e sente intensamente.

Ela cansou de esperar. Ela quer se deixar levar e se deixar sentir. Ela não vai deixar nada segurá-la agora. Se você tem a chance de ser feliz, deixar escapá-la por entre seus dedos é estupidez e ela já deixou sua chance escapar uma vez. Regina nunca foi realmente amada, além de Daniel. Henry demorou para aceitá-la e sempre que possível, preferiu Emma. Cora... bem... é Cora. Ela nunca teve alguém para lutar por ela. Por isso quando ela vai atrás de Robin, e ele fala quase que com devoção a promessa de trazer o coração dela de volta ela o beija. Ela precisa disso, se sentir amada e Robin faz ela se sentir assim.


Quando eles se afastam eu senti como se ela esperasse algum tipo de rejeição, com aquele olhar de receio como quem fez a coisa errada. Mas não, Regina. Ele queria isso desde o dia do whisky, amor meu. Na verdade, ele nunca quis whisky, inocente. Então ele a beija de volta como quem tem a necessidade de fazê-lo e de provar que aquilo é real.

Claro, nem tudo são flores. Se meu coração shipper ficou eufórico com o beijo, ele ficou dolorido com Capitan Swan. Emma estava divertidíssima usando sua magia. TODA EMPOLGADA! Flertando com um Hook que estava tentando se fazer de indiferente. Juro, queria pegá-lo no colo e consolá-lo. Ele mal conseguia olhar para ela. Só espero que as coisas se ajeitem logo.

É Rumple, tentar seduzir Zelena para pegar a adaga não funcionou. Ela ficou chateada por ter sido enganada, afinal, ela também nunca foi amada. Como ela ficará ao descobrir de Outlaw Queen? Sua irmã novamente, mesmo sem o coração, tem alguém ao seu lado. Alguém que se importa com ela. Regina fica com tudo... Acho que mais ira vem por aí.

Um dos meus episódios favoritos e com muita coisa legal acontecendo, espaço para romantismo e para coisas relevantes na série, OUAT segue numa pegada deliciosa e que tem tudo para continuar ainda melhor. Seja você amante ou hater de Zelena, temos todos de admitir: a entrada dela mudou a história toda. Movimentou, fez tudo ficar melhor e mais dinâmico. E eu espero que ela não se dê mal no final. Todos merecem uma segunda chance, lembram?

Até semana que vem, Oncers.

PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO
  


PS1: Lana Parrilla, fica aqui meu pedido de casamento. Assim que possível, venha ser minha. Seremos felizes eu, você e Stana Katic juntas. Obrigada.
PS2: O Roland é fofo demais, gente!? Como pode aquele menino?!
PS3: Obrigada a todos que me aguentaram surtando por Outlaw Queen boa parte da semana. Obrigado Ayla e Tati por morrerem comigo. Obrigado Bárbara por me aguentar no whatsapp. Vocês ajudaram na minha sobrevivência.
PS4: Snow, estou com Charming. Só não faziam Bullying com o nome Leopold porque seu pai era Rei. Pobre criança...

PS5: Queria colocar gifs da Lana everywhere nessa review! 

PS6: Ela usar o coração da Regina para colocar a maldição em prática não cria meio que um paradoxo? Porque, tecnicamente falando, a Regina deixará de existir... ou não também, ela ainda pode nascer... Enfim, confuso...
PS7: Segundo Emma Swan e Regina Mills, na dúvida... Agarra pelo colarinho que resolve a parada toda.
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