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Title: [REVIEW] THE MINDY PROJECT – S02E20: AN OFFICER AND A GYNECOLOGIST
Author: Felipe Lima
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Antes de qualquer coisa e antes que eu me esqueça, deixe-me perguntar: alguém aí sabe do paradeiro de Ed Weeks, nosso querido Dr. Jere...


Antes de qualquer coisa e antes que eu me esqueça, deixe-me perguntar: alguém aí sabe do paradeiro de Ed Weeks, nosso querido Dr. Jeremy Reed, com seu inconfundível sotaque inglês? Pois eu não sei que fim levou esse camarada. Salvo engano, já há uns dois episódios nem sinal dele. Procurei por notícias internet a fora e nada. Aliás, como diz aquela canção, “fui caçar pato e encontrei laranja”, já que a única notícia que encontrei sobre o elenco da série foi sobre a saída de Zoe Jarman, a engraçadinha e simpática recepcionista Betsy. Segundo informações dispersas na rede, ela não assinou contrato para a terceira temporada, mas parece que fará participações especiais de quando em quando. De qualquer modo, deixo aqui o pedido: caso alguém saiba por onde anda Dr. Reed, é favor avisar este que vos escreve.

Pois bem, deixemos de firula e vamos ao que interessa – ou, ao menos, deveria interessar. A verdade é que The Mindy Project, definitivamente, vem perdendo muito de seu charme, graça e brilho desde o rompimento de Danny e Mindy. Neste episódio não foi diferente. Existem algumas coisas rolando, mas nada realmente significativo. Essa bobagem de história entre Castellano e a irmã de Peter, por exemplo. Contem mais, de onde veio, pra onde vai? E o brinde que vem junto disso, essa tolice de Peter com ciúmes? Ora... haja paciência pra esse tipo de coisa. São famosos tapa-buracos, que tendem a não levar a lugar nenhum, como bem sabemos. A própria enrolação da tensão sexual entre Danny e Mindy também já está chegando ao limite. 

Sobre isso, aliás, parece que, ao menos, estamos chegando perto de alguma coisa. Em dois momentos no episódio, tivemos uma interessante interação entre os dois, deixando bem claro, em ambos os momentos, que existe muita lenha ali para ser queimada. No primeiro deles, na sala de descanso dos médicos do hospital, vale ressaltar a maneira bem resolvida que a conversa se desenrolou. Adoro pessoas bem resolvidas com conversas bem resolvidas. É disso que o mundo – e os seriados, por consequência – precisam cada vez mais. Conversaram como dois adultos, brincando sobre a relação, sem grilos, sem dramas. Ponto pra eles. Depois, ao final, no metrô, outro momento ótimo entre os dois, quando nos é deixado bem claro que Castellano ainda guarda muitos bons sentimentos a respeito de Mindy e, o melhor de tudo, dá-se conta disso. Vejamos, portanto, se no episódio seguinte essa ideia caminha para algum lugar ou fica estagnada, como tem ficado toda e qualquer ideia em potencial como essa.


Agora, então, analisando o quesito bobagens, vamos ver o que nos resta. Vejamos... Ah, sim, nos resta todo o resto. É, todo o enredo do episódio foi uma bobagem só, coisas surreais, bobeiras mil, poucos momentos de graça realmente. Seja a gordinha com o pai policial que distribui multas que não existem, seja a gordinha indo morar com Mindy, o que não faz sentido algum, seja Morgan algemado na cama pela gordinha, seja aquele típico e tão batido problema causado por um pequeno mal-entendido, como foi o caso do rabino com o nome de Castellano, seja o jantar na casa do rabino, seja o prepúcio de Peter, seja absolutamente todo o resto, tanto faz, tudo caracteriza grande falta de inspiração por parte dos roteiristas, o que acaba resultando para nós, fiéis espectadores, um festival de bobagens ilimitadas. 

É bastante impossível que um seriado tão bacana, tão inteligente acabe, sem mais nem menos, descambando nesse pastelão à la Zorra Total. Que nossa preces sejam ouvidas e alguém, com o mínimo de bom senso e competência (e essa equipe tem isso de monte, acreditem), coloque este trem nos trilhos novamente. Aguardemos.

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