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Maluci Vieira Maluci Vieira Author
Title: [REVIEW] REIGN – S01E22: SLAUGHTER OF INNOCENCE
Author: Maluci Vieira
Rating 5 of 5 Des:
“O rei está morto, vida longa ao rei!” Por ser da CW, Reign tem 22 episódios, então fillers são comuns. Tanto que você chega a cans...

“O rei está morto, vida longa ao rei!”

Por ser da CW, Reign tem 22 episódios, então fillers são comuns. Tanto que você chega a cansar da série em algumas partes por causa dos plots que surgem sem muita necessidade. Mas nessa season finale a série conseguiu dar sentido a maior parte deles. Fez umas conexões interessantes, como a da Darkness com a praga ("as estrelas estão caindo", sdds Under the Dome), e apesar de dar fim a algumas questões, deixou muitas outras perguntas no ar. Eu gostei, foi bem mais do que eu esperava. Só é uma pena que minhas expectativas não se encontravam lá muito altas.

Vamos tentar ir por partes, começando pelo lindo do Leith. Ele chegou muito cheio de confiança naquelas roupas novas, tudo bem que ele estava bem financeiramente e que tinha a garantia do amor de Greer, mas para ele a palavra não vale nada? Claro que o orgulho de Leith foi ferido, mas a posição dela não era muito fácil, ela tinha feito uma promessa para o Lord Castleroy. Mas quando Slow it Down começou a tocar meu coração amoleceu e ficou ainda mais dividido que o da Greer. Sou fã de The Lumineers, principalmente por conta da série, e estava sentindo muita falta! A música ficou linda ao fundo, enquanto emocionada, Greer fazia seu discurso enumerando os motivos, até mesmo para lembrar-se de se manter forte. 


Mais tarde, quando estavam novamente juntos no quarto e Greer estava em choque por pensar que ele tinha morrido, Leith mostrou que apesar de entender o lado dela, estava cansado. Só queria ser o suficiente para alguém, quem não entendo o que é esse sentimento? Mas foi nessa hora também que comecei a sentir um pouco de raiva dele. Não estou dizendo que ele não tem razão de querer seguir com a sua vida, mas precisava rogar praga para a moça? 

A ironia tem um nome, se chama Yvette – que rima com... – Vocês conseguem imaginar como isso vai ser? Leith sendo o genro da Greer, morando no mesmo lugar. Isso só na próxima temporada. Seria interessante, mas acho que vão ficar no clássico “quero voltar com você agora que fiquei com ciúmes”. Mas não sei, depois daquele discurso do Leith não duvido de nada.

Agora a tragédia e o que aconteceu em seguida. Foi um tanto quanto óbvia, mas esse não era o principal plot mesmo. Só se fez necessária como a gota d’água que faltava para Francis tomar a decisão mais importante da sua vida e provavelmente uma das mais importantes para a França. O modo como a morte aconteceu ficou forçado? É claro. Como ele sabia que o Henry ia lutar? Como ele tinha certeza que não ia sair ferido e que ia conseguir acertar o golpe? E como ele conseguiu entrar na tenda antes que qualquer pessoa conseguisse deter aquele que feriu o rei? Mas a cena em si, por ser bem teatral, ficou boa se ignorarmos todos esses fatos.

“Trair alguém que você ama escurece sua alma”
Assim como Mary e Catherine, também levei minha mão à boca. Foi um choque ver o rei morrendo pelas mãos do próprio filho! Mas fez sentido. Foi um passo corajoso e arriscado. Francis não é mal, matou o pai exatamente por ser bom. Não por causa de sua esposa ou de sua mãe, mas por todos aqueles que morreram e pela vida daqueles que ainda estavam em risco. Não conspirou contra o Rei, não odiou o seu pai, mas amou. Ou não estaria ao lado dele no seu último momento. Aquele momento foi lindo e absolutamente triste, quem mais queria dar um abraço no em Francis? Se a cena do abraço dos irmãos durasse uma vida inteira, eu iria chorar uma vida inteira. 

Esse foi o ponto principal do episódio, Henry já havia dado muito mais do que sinais de que seu estado psicológico encontrava-se debilitado, matou, enganou, mas agora estava a beira de levar toda a França a um suicídio em massa. Então foi linda a forma como Francis fez tudo por piedade, mas sabe que fez algo muito ruim, ou não esconderia isso de todos. Ele sabe que aqueles mais próximos iriam o perdoar e até agradecer, mas não é esse o seu desejo.

Sim, naquele momento ele quase contou para Mary, mas acho que não vai acontecer tão cedo, ele vai preferir carregar a culpa. Não ser perdoado faz parte da penitência na visão de algumas pessoas boas, isso é uma pena, pois isso pode atormentar o jovem rei, assim como aconteceu ao seu pai. Entendemos finalmente quem era aquele moço, um fantasma do passado de Henry. Seu irmão mais velho Francis, a quem Henry tirou a vida há muito tempo atrás. As consequências dos nossos atos podem demorar, mas em algum momento elas se manifestam, no caso do rei foi a própria mente que não aguentou mais. E somente no fim, em uma conversa como marido e como pai, não como rei, foi que ele conseguiu ter paz.

“Ela era fácil de matar”
Praticamente alheia a tudo isso, Mary continua a trilhar o seu caminho rumo a Quenn Bitch. Não estou falando por mal, é bitch em um sentido diva também. Pois se ela consegue se assemelhar a Cath nas partes ruins, ela também faz isso nas horas que tem que desafiar a todos e surpreender, principalmente com a língua afiada e atitudes ousadas. Que provavelmente vão gerar alguns conflitos na próxima temporada.

Foi bom ver as duas trocando farpas novamente, já estava achando que a Catherine tinha aceitado 100% à moça. Apesar de Catherine ser uma grande rainha, Mary deveria olhar para as coisas que a cercam. Cath é agora viúva, sozinha e com a promessa de tomar conta da mãe do filho bastardo do seu falecido marido. As ações de hoje da Mary podem acabar trazendo no futuro para a jovem rainha, as mesmas consequências que Catherine tem que lidar hoje.


Enquanto tudo isso acontecia na corte, Kenna e Bash lidavam com seus demônios. Não como casal, porque parece que finalmente esses dois sossegaram, mas tiveram que enfrentar os seus medos de perto. Ok, confesso que levei um “baita” susto quanto a Kenna gritou e se afastou rapidamente da janela. Mas o resto não foi tão emocionante quanto confuso e misterioso.

Bash e Nostradamus lutando juntos é muito amor. Gostei dessa parceria, mas toda essa coisa da Darkness não me agrada tanto assim. Gostei mesmo quando no final houve um sentido para tudo aquilo. E se não foi Henry que matou o seu filho e levou a França a uma tragédia, não tenho certeza que não vai ser a praga. Não é a toa que esperaram até esse momento para o filho da Lola resolver nascer. 

“Se perdoarmos um ao outro talvez possamos perdoar a nós mesmos” Boa sorte com isso!

P.S.: Agora fiquei com pena, falei mal do menino sendo que a culpa nem era diretamente dele.
P.S.2: Vestidos e trilha sonora estavam impecáveis em todos os episódios. 
P.S.3: Tanto choque da parte de Francis foi ingenuidade, nunca passou essa ideia na mente dele? Mary e Francis a cada dia se tornam mais parecidos com os seus antecessores no trono.

Ah e uma última coisa, vi tantos comentários e alguns resumos e reviews dizendo que aquilo foi uma coisa armada com Mary e Catherine que cheguei a ficar na dúvida, então assisti algumas cenas novamente e tive certeza que não, por esse diálogo entre Mary e Francis:

Francis - "Vi o jeito que ele tocou o seu rosto."
Mary - "Você estava no torneio?"



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