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Raphael Gomes Raphael Gomes Author
Title: [FILMES] NO LIMITE DO AMANHÃ - CRÍTICA #45
Author: Raphael Gomes
Rating 5 of 5 Des:
Tom Cruise versus alienígenas, mas dessa vez ele não se parece em nada como o pai de família que lutava contra os aliens em “Guerra dos M...
Tom Cruise versus alienígenas, mas dessa vez ele não se parece em nada como o pai de família que lutava contra os aliens em “Guerra dos Mundos”, mas sim um soldado treinado com uma armadura bem legal.


Bill Cage, interpretado por Cruise, é um oficial do exército sem treinamento de campo, que é mandado para a batalha contra os alienígenas por desobediência ao seu superior. Inexperiente e assustado, ele tenta sobreviver no campo de batalha, mas ao matar um alienígena, acaba sendo contaminado por ele e começa a vivenciar o mesmo dia repetidamente. Acreditando ser a chave para o fim da guerra, ele treina com a soldado mais temida da corporação.

O roteiro parece ser complicado no começo, mas com o passar do filme percebemos que não tão complexo assim. Os alienígenas estão ganhando a guerra por ter a capacidade de resetar o dia e manter o conhecimento do dia resetado. Eles não chegaram dominando o planeta logo de inicio, os humanos lutaram e a guerra se arrasta por anos. Isso é uma das poucas coisas que fogem ao clichê nesse filme, e uma das que mais gostei, pois na maioria dos filmes sobre invasões, os humanos são facilmente dominados e eliminados. Bom ver o que poder de fogo dos exércitos serviu para lutar pelo menos por uns anos.


A transformação de Cage de um soldado inexperiente para o grande matador de alienígenas foi muito bem explorado. Vimos o trabalho duro dele, morrendo várias e várias vezes para aprender algumas técnicas de batalha. Ele não nasceu pronto, e muito menos se transformou em um super soldado do nada, como geralmente acontece, ele teve muitas vidas para se tornar o que é. Claro que algumas vidas seriam poupadas se ele explicasse melhor a Rita sobre o campo de batalha, enfim...

As piadas foram bem colocadas, o filme é bem divertido e empolgante. Afinal, em que outro filme poderemos ver Cage mexendo só os lábios, ou explicando muito mal e matando Rita sem querer? Ou Cage morrendo umas três vezes tentando rolar sob um carro em movimento? Esses pequenos momentos rendem boas cenas.

Emily Blunt está ótima em cena, apesar de parecer que está suja o tempo todo. Esperara que ela fosse bem mais poderosa com a armadura, mas ela não faz muita coisa. Cruise está sendo ele mesmo, quase o mesmo de “Missão Impossível”. Os alienígenas foram muito bem criados, aquelas criaturas giratórias e que surgiam do nada eram bem complicadas de matar.


Senti falta da ousadia no filme. O filme me pareceu clichê em muitos momentos, mas nada que atrapalhasse o brilho da produção. O romance foi desnecessário, e acho que atrapalhou mais que ajudou, preferia ver mais lutas da Rita e menos preocupação com ela morrendo. Mas os pontos positivos se sobressaem no filme e ele agrada e muito.


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