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Mariana Ribeiro Mariana Ribeiro Author
Title: [REVIEW] FAMILY GUY - S12E12-16
Author: Mariana Ribeiro
Rating 5 of 5 Des:
Depois de Brian Is a Bad Father vemos mais uma série de episódios que vão desde assuntos referentes à realidade, porém tratados com mu...

Depois de Brian Is a Bad Father vemos mais uma série de episódios que vão desde assuntos referentes à realidade, porém tratados com muita ironia, até episódios nonsense. Vamos então recapitular os plots e algumas piadas memoráveis dos episódios: Mom's the Word, 3 Acts of God, Fresh Heir, Secondhand Spoke e Herpe, the Love Sore (12 ao 16). 

A fixação por religião continua nos dois primeiros episódios citados: no primeiro, com seu desejo incontrolável de ter que acabar com algum personagem, já que aquela história com Brian não funcionou, Seth MacFarlane aposta na morte da mãe de Peter. Isso desencadeia no aparecimento de uma amiga da falecida, a qual Peter toma como mãe, até que as segundas intenções da senhora são reveladas e Peter a confronta, acabando tudo numa resolução de problemas e em um abraço feliz, que acaba por quebrar a coluna vertebral da idosa. Nada que nos surpreenda. Ainda nesse episódio, o segundo plot, de Stewie e Brian, se direciona para a religião, criticando sem medo várias delas, desde o judaísmo ao budismo, passando inclusive pelo cristianismo, o favorito de Seth na hora de construir suas piadas. Tudo se passa a partir do momento em que Stewie descobre que um dia morrerá, e quer saber para onde vai. Tudo se resolve com Brian dizendo que o que vale é o momento e não o futuro. Não houveram muitas piadas engraçadas, isso faz tempo, mas poderia dizer que duas que ficaram em minha memória: uma que brinca com o cotidiano, em que Peter, apertado para ir ao banheiro tem que lidar com um monte de gente que aparece para o atrapalhar, não foi engraçada, mas nos lembra da realidade, e uma sobre o Black Eyed Peas e o fato de não conhecerem o instrumento violão, satirizando a banda que aposta mais na música eletrônica. As piadas que satirizam pessoas são, acredito, as que ainda podem nos pegar de surpresa dentro do contexto do episódio. 

O segundo episódio que trata de religião, além de  Mom's the Word é o  3 Acts of God, em que Joe, Peter, Quagmire e Cleveland (que veio a Quahog cortar o cabelo) procuram Deus para lhe perguntar o porque de nunca estar do lado dos Patriots, seu time favorito. Nada muito fora da realidade, mais mesmo a crítica pesada sobre o cristianismo, que Seth faz sem medo. Uma cena cômica no sentido de embaraçoso foi a de Cleveland imitando Sherman Hemsley em “Amen”, na cena em que o ator entra na igreja dançando e acenando com alegria para as pessoas, porém, na igreja em que Cleveland entra, ocorre o funeral de um bebê, deixando todos sem graça. Outra coisa importante nesse episódio foi a morte chegando até Cleveland para levar o seu show. É um sinal de que as coisas não vão bem para The Cleveland Show, assunto que será retomado em episódio posterior. 


Em  Fresh Heir vemos nada mais nada menos do que a absurda falta de interesse de Peter pelos seus filhos, no caso Chris, que deseja passar um tempo com seu pai. Chris consegue o desejado, mas só depois de cuidar do seu avô quando este quebrou a perna, o que fez com que Pewterschmidt deixasse toda sua herança para Chris, colocando em dúvida o casamento de Peter com Lois, isto é, se foi por amor ou dinheiro, já que Peter faz uma ridícula tentativa de se casar com Chris, seu próprio filho. Sinceramente, o episódio foi tão sem sentido que acredito que até mesmo Seth pense assim, já que Stewie faz um comentário no final dizendo que essa lição de que não se deve casar com o próprio filho não é coisa que se aprenda, mas que Peter já deveria saber, ou seja, o episódio inteiro foi uma piada total. Gostei somente do momento em que Peter e Chris, se preparando para o casamento, mostram a futilidade de certas questões que cercam tal cerimônia, que não passa de algo comercial e muitas vezes sem sentido, já que Peter e Chris nem sabiam o porque do absurdo que estavam cometendo em se casarem, e de quanto isso iria dar errado.

Em Secondhand Spoke gostei muito das referências que a própria série faz à como é construída. Isso porque, depois que Peter decide fumar para fugir de situações desagradáveis e acaba com Lois e Brian lhe dizendo que cometeu um dano irreversível em seu próprio organismo, Peter diz que é só colocar a musiquinha e mostrar o lado exterior da casa, encerrando o episódio sem maiores complicações. Porém isso não ocorre, pois a câmera volta para Peter. Fora isso, foi mais um episódio no mesmo ritmo dos outros, em que Stewie ajuda Chris a lidar com os valentões de sua escola. 

Por fim, o episódio Herpe, the Love Sore trouxe herpes e....só. Stewie e Brian se tornam irmãos de sangue e Brian passa herpes para Stewie, que o atormenta até o final do episódio, quando ganha um pedido de desculpas. Já Peter, Quagmire e Joe lidam com um grupo de militares que roubaram sua mesa no bar e sua dignidade junto, saindo como heróis por cima de tudo. É aquela velha história de homem que tem que agir como macho para tomar o que lhe pertence. Só que, no episódio, Peter e sua turma tomam uma bela surra, e só recuperam a mesa porque os militares valentões resolvem deixá-la. Piadas como Bryan Cranston espirrando e ganhando um prêmio foi o que nos apareceu.


Assim, é notável que um episódio é elencado no outro, permanecendo sempre nos mesmos assuntos: religião, casamento (ligado à religião), Peter e seu não-amor pelos filhos, valentões. Há a falta daqueles episódios inesperados, que fogem do ritmo de sempre. Assuntos martelados seguidamente já não nos satisfazem...apesar das tentativas, está difícil para Family Guy voltar a ser o que um dia foi, ou ao menos seguir adiante e nos mostrar porque foi que em algum momento nós nos encantamos por esta série. Porém é importante notar que o senso crítico da série continua afiado. Vamos ver o que os próximos episódios nos reservam.
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