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Maluci Vieira Maluci Vieira Author
Title: [REVIEW] MASTERS OF SEX - S02E02: KYRIE ELEISON
Author: Maluci Vieira
Rating 5 of 5 Des:
“E minha obrigação é com o bem-estar da paciente, não o da mãe dela.” Esse não foi um dos meus episódios favoritos, mas está longe d...

“E minha obrigação é com o bem-estar da paciente, não o da mãe dela.”

Esse não foi um dos meus episódios favoritos, mas está longe de ser um episódio ruim. O caso da Rose trouxe consigo os pontos mais interessantes, principalmente porque foi muito pessoal para Bill e Betty. Todo o ritmo lembrou um pouco o início da 1ª Temporada, onde William ainda aparecia fazendo procedimentos médicos, Betty tentava aparecer de uma outra forma e o estudo despertava curiosidade no diretor do hospital. Uma das coisas mais importantes, foi mostrar que o Bill é sim um homem de carácter, pelo menos no que se diz respeito a profissão dele. A ética profissional deveria ser o essencial. Mas a série mostrou bem a pressão que os profissionais costumam receber, então nada mais justo que dar um pouco de mérito à ele dessa vez.

A cena inicial e as que se seguiram focando na história da Rose, deixaram claro que a menina não estava feliz com aquilo, que ela se importava, mas que não conseguia lidar da forma necessária. Ela precisava de ajuda, não de uma intervenção cirúrgica como forma de punição. Não se tratava de um desejo adolescente, esse impulso é incontrolável, não é a toa que se tratava do segundo aborto.

O que só tornou ainda mais desprezível a forma como o diretor se referiu a menina, como se a disfunção sexual psicológica ou neurológica da garota, desse a ele o direito de  definir o caráter e conduta dela perante a sociedade, como se isso desse a permissão do outro te julgar. Se as pessoas que trabalhavam com a saúde pensavam assim, não é de se estranhar que o senso comum seguisse, e as vezes ainda siga, a mesma linha. Então no fim foi bom mostrar como uma visão descabida de preconceito, esperançosa e crente na evolução da ciência, pode mudar o destino das pessoas.

As lições da vida da Betty dariam um bom livro! “Ele disse algo útil?”
Espero que com a chegada dos novos personagens, os antigos não sumam. Desculpa Barb, mas você não me convenceu. O desfecho da história do Barton foi diferente do que eu imaginava e ao mesmo bem como era esperado. Pensei que o casal ia ganhar bastante destaque, mas ocorreu exatamente o oposto, sumiram com os dois. O legal foi apontar então todos os holofotes para a Vivian, essa soube lidar com a situação, ainda mais porque ela que teve que ficar e lidar com todas as perguntas, não é um peso fácil de carregar. Já esperava essa parte, das mentiras, é assim que essa ”família perfeita” lida com tudo. A conversa com o Dr. Masters veio para dividir esse peso e fazer com que Bill demonstrasse novamente seu lado mais sensível. Lado esse que só costuma aparecer quando ele sente pena de uma mulher ou quando chega ao seu esgotamento emocional. Como aconteceu quando ele chorou sozinho e quando foi gentil com Betty. Ela, que consegue fazer parte tanto das cenas mais sensíveis como das mais cômicas do episódio. Sempre nessa rixa com o Bill, até então um sem entender direito os sofrimentos do outro. 

O plot da doutora continua naquele ritmo, parece até que nunca evolui, que está estacado. O que é uma pena, pois o estudo dela também é bem interessante. Mas só vimos mais sobre a evolução da sua doença e sobre as dificuldades que tem que enfrentar. Sei que isso é importante, mas já está se tornando mais do mesmo. Dessa vez a história de Gini também não rendeu muito, só reafirmou que ela não se deixa abater facilmente.


Primeiro na discussão com a Vivian, até pensei que a garota podia estar sendo imatura, mas ambas tinham bons argumentos, foi intenso. O que a Doutora disse - “Você está sempre de olho em outro prêmio” também não foi muito legal. Ele ainda teve que aturar aquele momento horrível com o médico sendo indiscreto, coitada dela, é difícil de acreditar que aquilo aconteceu, uma pena. Só foi mesmo interessante para mostrar como o estudo agora vem se tornando o queridinho das pessoas. E ainda teve que aturar o Bill e todo aquele seu narcisismo. Se ele não luta por sua colega de trabalho, por que ela deveria lutar por um emprego onde seria rebaixada? Certa ela de no final se divertir um pouco com o Austin, apesar dele ser levemente nojento às vezes. Eles são lobos solitários e são ótimos como colegas pois podem ser exatamente isso um com o outro. Os mal falados, formam um bom time.

Que dó daquele bebê, essa foi uma criança que já nasceu com o trabalho de fazer seu pai mudar, de despertar algo bom nele, para então assim fazer sua mãe mais feliz. Lamento por situações assim, mas fico triste pela Libby também. Ela deposita muita esperança e cria muitas expectativas pois ainda acredita  na família, o problema é que quase sempre acaba quebrando a cara. Foi legal ver ela de calças, assumindo o controle, tomando importantes decisões, mas no final ela sempre espera algum reconhecimento do marido, então acaba triste. Não consegui ter é certeza se a chegada dessa empregada vai ser algo bom ou que vai deixar tudo ainda mais estranho e desconfortável.

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