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Title: [REVIEW] TRUE BLOOD – S07E04: DEATH IS NOT THE END
Author: Felipe Lima
Rating 5 of 5 Des:
Já não era sem tempo de True Blood dizer a que veio nessa sua última temporada. Após três episódios para lá de fracos e sem maiores atr...

Já não era sem tempo de True Blood dizer a que veio nessa sua última temporada. Após três episódios para lá de fracos e sem maiores atrativos, eis que somos contemplados com um sensacional quarto episódio, que traz ação, companheirismo, bons flashbacks e, finalmente, aquela vontade incrível de saber o que vai acontecer daqui pra frente.

Um movimento que chamou bastante a atenção nesse episódio foi a volta, ainda que breve, de personagens que morreram ou saíram do enredo. Primeiramente, trabalhando em uma plataforma de petróleo no Alasca, foi Hoyt quem deu o ar da graça, ao receber o telefonema de Jason informando que sua mãe havia morrido. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi o fato de terem lembrado que ele “perdeu” a memória quando mudou-se para lá. Eu mesmo não me lembrava desse fato e até tive dificuldade para entender porque ele não reconhecia seu velho amigo. Poderia ter passado batido, mas os roteiristas lembraram desse detalhezinho e isso foi bem legal. Outro que deu as caras foi Terry, ainda que em espírito, como se chamando Arlene para o lado de lá do túnel. No fim, ela fica do lado de cá. O pai de Alcide também reaparece ao receber a notícia da morte do filho pela voz de Sookie. Creio que eles (tanto Hoyt quando o pai de Alcide) irão voltar a aparecer, já que estavam a caminho da cidade para cuidar de questões funerárias.

No entanto, umas das presenças mais interessantes foi a de Ginger, que reapareceu num flashback (novamente dos anos 80) de Eric e Pam bastante explicativo. Lá, descobrimos as origens do Fangtasia, que em seu começo era uma videolocadora. Curiosamente, descobrimos que foi Ginger (que por sua adoração por vampiros tornou-se funcionária da locadora) quem deu a ideia de criar um bar temático chamado Fangtasia. Ideia essa, diga-se, que acabou sendo apropriada por Pam, após hipnotizar a coitada. 

O Fangtasia, por sinal, teve grande importância no episódio. Era lá que os vampiros infectados estavam enfurnados e foi lá que se deu a grande ação do episódio. Mas, antes de chegarmos a isso, vale falar da chegada de Pam e Eric para se juntar à trupe que iria estourar o cativeiro vampiresco. Eu, particularmente, gosto muito desses momentos em que os personagens, ainda que existam divergências entre eles, unem as forças em prol de um bem maior. No True Blood é bem comum de acontecer isso, aliás. Eu realmente adoro. E foi o que houve. Pam sempre meio ressabiada com Sookie, Eric superquerido com ela, agindo com firmeza, porém respeito com Willa e, principalmente, mantendo boas relações com Bill. Acho tudo isso muito bacana e saudável. Que continuem assim!


Bem, partindo para o ponto principal do episódio, falemos da batalha no Fangtasia. Um momento que me tirou risadas, por mais simples que tenha sido, foi a cena do soco na parede, em que Eric dá uns murrinhos bestas, arrancando algumas lascas e quase infartando de fraqueza pelo esforço feito , gerando até um certo constrangimento no ambiente, até que Bill, com toda a delicadeza do mundo, pede licença e em um único golpe põe tudo abaixo. Relatando assim pode parecer bobagem, mas da maneira como a cena foi construída ficou realmente engraçado. Uma outra coisa que eu adoro, além das pessoas unindo forças, é quando elas fazem uso de sua patente, digamos assim. Por exemplo, quando Eric entra com Sookie no Fangtasia. O cara é vampiro e se banca sendo vampiro, entende? Por mais que ele estivesse ali de infiltrado, gosto da presença de palco dele, do fato dele ter sido xerife da região, do respeito dos outros vampiros por ele, mesmo que não o conhecessem. Gosto muito desse tipo de situação, que foi muito bem explorada nesse caso.

Falando sobre a ação propriamente dita, eu não gostei. Não gostei nem um pouco daqueles chatos terem chegado colocando fogo, achei bastante forçada aquela confusão em que salve-se quem puder e os mocinhos não são atingidos e, na cena do lado de fora do bar... não dá, né? Parecia luta de Power Rangers, não sei, uma coisa artificial, quase cômica, absolutamente não natural. Não gostei da maneira como foi filmado, não gostei dos movimentos usados, não gostei de nada ali. Resultou que no fim os vilões se deram mal e, literalmente, entre mortos e feridos salvaram-se todos. Que bom que salvaram-se todos que valiam a pena, é claro, mas, ainda assim, achei a sequência toda sem pé nem cabeça.

Como eu já disse no início, a série ganhou um bom fôlego com esse episódio. Ficamos satisfeitos em ver vampiros agindo como vampiros, em ver Sookie, Eric e Bill vivendo em considerável harmonia, em ver ação ser planejada e executada, em ver bons resultados, enfim, ficamos satisfeitos por termos ficado com bastante vontade de assistir ao episódio seguinte. Vale esperar que a pegada continue essa daqui pra frente.

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