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Title: [REVIEW] TRUE BLOOD – S07E05: LOST CAUSE
Author: Felipe Lima
Rating 5 of 5 Des:
True Blood chega ao seu quinto episódio e demonstra estar caminhando por estradas cada vez mais nebulosas. E a luz no fim do túnel e...


True Blood chega ao seu quinto episódio e demonstra estar caminhando por estradas cada vez mais nebulosas. E a luz no fim do túnel está longe de aparecer no radar. Estamos praticamente no meio da temporada final e, sinceramente, não sei o que esperar, pelo que torcer. Qual, de fato, é o grande conflito em questão? Toda temporada tem sua linha de conflito, com um grande inimigo a ser vencido. Me digam: qual é o dessa temporada? E essa, por ser a final, deveria ter um conflito tal que resumisse e vencesse todos os outros, mas não consigo encontrá-lo.

A coisa parece estar tão conturbada, que a tática tem sido recorrer ao velho e bom flashback, prática, aliás, pouquíssimo comum durante toda a série. E como são chatos esses flashbacks! Não adicionam absolutamente nada, não dizem a que veio, não provam um ponto. Que deselegância para com a fiel audiência...

Gente, e a Ginger que reapareceu não se sabe de onde? Posso estar ficando absolutamente esclerosado, mas poderia jurar que ela havia morrido na temporada passada (ou seria na retrasada?) em algum conflito na casa do Governador, salvo engano. Mas ela reapareceu para uma pontinha sem muito sentido. Não entendi nada...

Ação que é bom – e digo ação no simples sentido de algo acontecer, qualquer coisa que nos prenda a atenção, não necessariamente na sede de ver sangue escorrendo pela tela –, tivemos só um pouquinho com Eric e Pam na captura de Sarah Nwelin. Muito bom, por sinal, Eric vestido como um vaqueiro texano. Fez-me lembrar brevemente de Matthew McConaughey em Clube de Compras Dallas e, baixando um pouco o nível, Owen Wilson em Starsky & Hutch, quando encarnam ricos fazendeiros para irem ao evento beneficente.


Passado isso, tivemos uma festa. E até que foi interessante, devo admitir. Afinal, não estamos acostumados a ver o bom povo de Bom Temps se divertindo de uma maneira, digamos, tradicional, moderna. Festa em casa, copo descartável, DJ com iBook, música dançante, jovens conversando, enfim, quase uma festa de American Pie. Realmente gostei de ver aquilo. Gostei, aliás, da maneira como Lafayette encarou e conduziu a questão festiva em vez de dar espaço ao lamento. No entanto, chateia-me passar basicamente um seriado vampiresco inteiro numa festa de American Pie, onde nada de muito notável acontece. 

James finalmente fica com Lafayette e é pego em flagrante. Jason finalmente fica com Jessica e é pego em flagrante (cabe, aliás, aguardar para ver como Violet reagirá a isso). Lettie Mae dá uma facada em Willa e... e nada, fica por isso mesmo. Sookie fica de pilequinho, chora, reforça seus laços com Bill e só. Bill virou um banana, definitivamente. A namorada de Sam, que ficou de cara feia a festa inteira e eu não estava entendendo o porquê, dá um mini piti, critica a festa e vai embora. E a festa foi isso. 

Bem, no fim, é claro, recebemos a notícia de que Bill também está doente. Não se sabe bem como, mas está. Ele fica chocadíssimo e o episódio acaba. O fato dos dois vampiros principais estarem doentes me dá a impressão de que a grande sacada da série vai ser achar a cura para a doença. Essa busca pode até se tornar algo interessante, mas é fundamental que algo realmente comece a acontecer. É fundamental que o grande inimigo se anuncie e ganhe um rosto. É fundamental que sangue volte a espirrar na minha tela enquanto assisto. È fundamental que produtores e roteiristas se toquem que estamos perdidos no meio de uma estrada que até agora está levando para lugar nenhum. E essa estrada, infelizmente, não tem volta. É de bom tom acertar o passo já.

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