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Title: [REVIEW] TRUE BLOOD – S07E06: KARMA
Author: Felipe Lima
Rating 5 of 5 Des:
E então, a resposta para todos os males parece fluir nas veias de Sarah Newlin. De certo modo, é um alívio. Como eu já havia comentado ...

E então, a resposta para todos os males parece fluir nas veias de Sarah Newlin. De certo modo, é um alívio. Como eu já havia comentado na semana passada, chegamos quase que à metade da temporada final completamente perdidos, sem luz no fim do túnel, sem grandes empolgações e sem maiores esboços do que haveria de acontecer. Agora, finalmente, as coisas parecem estar tomando forma. A presença de Sarah Newlin, afinal, faz mesmo algum sentido.

Eric e Pam foram capturados pelos mafiosos chineses que, conforme o esperado, seguiram aquela mesma tática de guerrilha de sempre, envolvendo ameaças (no caso, o encontro com a luz do sol) até que eles digam onde podem encontrar Sarah. Após muito jogo duro da parte dos capturados, lá foram eles em busca da moça. O fato de ela ter curado a irmã, comprova que ela realmente carrega o dom da cura. O episódio acabou justamente na chegada dos malfeitores na casa, no entanto, já podemos prever algumas coisas: primeiro, ela deve fazer um jogo duro no que diz respeito a compartilhar a cura; depois, eu acharia muito interessante se a mesma indústria japonesa que faliu por conta do True Blood contaminado passasse a sintetizar um True Blood com poder de cura. Seria uma solução boa, no entanto, estou certo de que haverá mais drama até que atinjamos um bom resultado final.

Outra figura que, afinal, parece ter mesmo algo a dizer é Tara. Embora um pouco forçada e absurda, a viagem lisérgica se Lafayette e Lettie Mae com V dessa vez se mostrou provida de um pouco de razão, já que Tara os leva até sua casa antiga e diz que há algo enterrado por lá. Não faço ideia do que seja nem do que poderia ser. Digamos que não sinto falta de nada que possa lá estar enterrado para dar sentido à história, mas, de qualquer modo, vamos aguardar para ver o que vem por aí. Espero que seja rápido, pois acho esse núcleo de Tara e Lettie Mae chatíssimo.

Outros fatos notáveis do episódio foram a patética crise familiar de Andy, enciumadíssimo com o caso entre sua filha e seu enteado (sinceramente, liberal e libertino que sou, não vejo mal algum nisso, por isso julgo ser uma reação exageradíssima da parte dele) e o fato de Sookie estar também doente. A crise, por mais besta que tenha sido, desencadeou um fato interessante, que pode ser uma espécie de vingança por parte de Violet, a qual ainda não sabemos bem como vai terminar, mas, se fosse para dar um palpite, já posso imaginar a cena de Jason negociando o “sequestro”, tentando dissuadi-la do erro, tendo que escolher entre a vida da mulher com quem ele conviveu (embora não amasse) e a de dois jovens inocentes. Já quanto à doença de Sookie, poderia ser algo a preocupar, mas, uma vez que a cura começa a brilhar no horizonte, consigo dormir em paz, sem perder meu sono.


Por último, mas não menos importante, gostaria de falar de uma das melhores cenas de toda a temporada até aqui: Bill agindo como um bom vampiro barra-pesada na sala da advogada, ou seja, tudo que nós queremos realmente ver. Aquela sequência foi maravilhosa! Assisti repetidas vezes. A mulher falando, falando, descarregando um caminhão de melancia podre na cabeça dele até que, como torcíamos todos, ele espeta um abridor de cartas em sua garganta. Mas, o que mais gera orgulho não é isso, e sim a sagacidade dele pegar um lápis de madeira (como sói ser a maioria dos lápis) e cravar no peito do vampiro-segurança. E a saída dele, tipo um James Bond abandonando a cena do crime com a malinha na mão? Aquilo foi realmente espetacular!

Bem, agora a série parece ter tomado novo fôlego e podemos seguir a caminha com um pouco mais de paz no coração. Afinal, há coisas a acontecer. Resta então a torcida para que essas coisas acontecem de um modo que nos deixe orgulhoso de estarmos tratando com Vampiros, com V maiúsculo, e não com senhores passando por crises de meia-idade.

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