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Maluci Vieira Maluci Vieira Author
Title: [REVIEW] MASTERS OF SEX - S02E04: DIRTY JOBS & S02E05: GIANTS
Author: Maluci Vieira
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“Há uma cerca em volta de Bill Masters. Feita de arames farpados. Ninguém ultrapassa. Nem chega perto. Mas Virginia atravessa sem nenhu...

“Há uma cerca em volta de Bill Masters. Feita de arames farpados. Ninguém ultrapassa. Nem chega perto. Mas Virginia atravessa sem nenhum problema.”

"O sonho é o espaço para realizar desejos inconscientes reprimidos." Pelo menos é o que Freud dizia. Foi através daquele sonho que finalmente ficou claro o quanto Virginia luta para reprimir os seus desejos e o que realmente sente. O medo de ser vista apenas como uma amante a aterroriza, de certa forma ela também consegue ser orgulhosa. E o Bill não ajuda, quase sempre tendo uma postura profissional relativa a forma como ele se sente em relação a ela no momento.

Isso a deixa em uma situação muito delicada, tendo sempre que lutar por aquilo que já seria seu por direito. Mas para Gini, fazer de tudo por aquilo que ela precisa não é um obstáculo, a mulher manipula as pessoas sobre as pílulas, mente sobre o hotel e ainda tem que ficar babando ovo para médicos egocêntricos, essa já até virou a sua especialidade. Ela sempre consegue se virar. Para ajudar, a única mulher que lutava ao lado de Vriginia acabou perdendo o respeito por ela. Não foi justo da parte da Dra. DePaul se achar no direito de julgar e avaliar o caráter de Virginia, principalmente por conta de todas as coisas que essa já tinha se mostrado capaz de fazer, mas Lillian está emocionalmente estável, coisas desse tipo acontecem.


Chefes abusivos, isso foi o que mais se viu por todo o episódio. DePaul, Libby, Doug, todos eles de certa forma abusaram de suas posições. Lillian exigindo mudança na vida pessoal da Gini, Libby sendo agressiva e perseguindo Coral e Doug sendo um babaca tanto como diretor do hospital como pessoa. A situação da Libby é até compreensível, viver com uma pessoa tendo que deixar tudo sempre perfeito por ter medo, deve estressar, mas isso não justifica a sua atitude moralista como se fosse superior. Ela está mostrando sua garras, diz se tratar de uma relação de confiança, mas ela não ouve Coral. É uma relação onde ela está sempre certa. Onde ela manda e a outra tem que obedecer. Ela busca nessa relação o que não tem na sua, o controle.

Pior que ela só mesmo Doug, um homem manipulador e sem ética, com uma curiosidade que não passava repugnante. Sim, usar da ignorância alheia para tirar proveito é algo ruim. Mas que delícia foi ver Bill fazendo o Doug de bobo! E aquele sorriso então, foi o melhor. Mas se o Doug continuasse na série eu acho que não conseguiria mais assistir. Fazer um estudo em um ambiente daqueles era impossível, o soco foi mais do que merecido. O novo hospital além de abrir novas portas, foi também o que faltava para a Libby surtar, ela está no limite. Tenho até medo de imaginar o fim dela se continuar nessa situação.

P.S.: Adorando a volta da Betty, sempre conseguindo trazer cenas cômicas e dramáticas com a mesma qualidade.


Buell Green, um lugar para novos começos. Pelo nível do episódio e desenvolvimento dos plots, eu não duvidaria nada se essa fosse uma season premiere ou mesmo uma finale. Betty ganhando seu espaço novamente, a polêmica da segregação racial, a histeria da Libby e principalmente o avanço na relação de Johnson e Masters, resultaram em um episódio maravilhoso e bem original.

Betty recuperou o plot antes “roubado” por Barton, agora que ele foi afastado trouxeram Helen para a história e todo o passado relacionado a homossexualidade da Betts. Foi lindo quando ela começou a cantar tentando reconquistar seu marido e então surgiram com a ideia da adoção, parecia o final perfeito com esforço e carinho mútuo pela felicidade do outro. Mas a volta de Helen balançou tudo e deixou a então Sra. Moretti completamente abalada, nem eu sei mais para quem torcer.

Enquanto isso o novo hospital foi cenário de ótimas cenas e conflitos, principalmente aquele silencioso que ocorreu entre Cyril e Bill. Havia gostado desse primeiro médico, o ginecologista estava sendo gentil, educado, mas a luta de egos que Bill pensa que todos travam com ele, não o deixou enxergar isso e o fez passar por uma situação desconfortável. Mas aquele estava longe de ser o único desafio de William, esse ainda teve que lidar com o medo dos seus pacientes, com a discussão sobre raças dentro do estudo e com a personalidade (um tanto contraditória) de seu novo chefe. Como foi visto, essa é um tema que ainda vai render diversos debates.


“Se alguém fizesse o mesmo com você, eu não ficaria só parado na porta deles em sua defesa. E seus rostos estariam como o meu agora, eu garanto, acho que você se livrou até facilmente desse jovem.” 

Libby e DePaul nesse episódio tentaram se redimir, mas não funcionou muito bem já que ambas não assumem a culpa. Libby precisou ser ameaçada e ter seus olhos abertos por seu marido pra poder entender a dimensão da situação. Ela ainda vai enlouquecer se continuar vivendo com o Bill, tentando ser a mulher perfeita e tendo que cobrar de Bill que haja como seu marido entre quatro paredes. Depois que Coral esfregou a vida sexual na cara dela, ela não conseguiu negar o estado do seu casamento. Nem sempre a paz matrimonial é o que traz mais prazer. Já Lillian só teve sorte porque além de funcionária, Gini era também sua amiga. Mas tanto Lillian quanto Libby ao sentir medo, descontam nas pessoas erradas.

Agora vamos falar desse casal que tem sido responsável pelas melhores cenas dentro daquele quarto de hotel. Com toda a franqueza da Gini, foi impossível uma resposta esquiva de Bill. Foi incrível vê-lo respondendo “não”, mas então pensando melhor e criando coragem pra responder “sim”. Foi um “Sim, eu não vou conseguir vir trabalhar todos os dias ao seu lado, mesmo sabendo que você é uma ótima profissional, se souber que não vamos ficar juntos no fim do dia“. Essa parte de reconhecimento do trabalho ficou mais clara assim que ele disse que sabia que ela é melhor que ele em algumas coisas. 


A cena de inversão dos papeis dentro do quarto foi fantástica, a exposição do Bill, a posição dela, ali era o que ela queria. Vai ser muito estranho se eu admitir que aquela foi a cena que achei mais romântica entre os dois? Conseguiu ser tudo o que estava faltando. Foi sexy, foi gentil assim que ela pediu para ele parar, dominadora, foi uma quebra de egos, os dois finalmente se entregaram e dessa vez não foi ao estudo, mas um ao outro. E ainda deixaram um elemento para o final, o tal beijo quase aconteceu, vamos falar apenas que ele errou a boca. Já teve flerte, elogios, sexo de todos os tipos, só falta o bendito beijo na boca, no aguardo! 

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