Comentários
Felipe Lima Felipe Lima Author
Title: [REVIEW] TRUE BLOOD – S07E08: ALMOST HOME
Author: Felipe Lima
Rating 5 of 5 Des:
Depois de muito, muito tempo, eu estava realmente satisfeito com um episódio de True Blood. É verdade que houve uma meia dúzia de enrol...

Depois de muito, muito tempo, eu estava realmente satisfeito com um episódio de True Blood. É verdade que houve uma meia dúzia de enrolações fora de hora, uma outra meia dúzia de diálogos aborrecidíssimos, mas, no frigir dos ovos, estava satisfeito. Eis que nos três segundos finais, perco completamente minha paciência, minha pressão ameaça subir e eu quase infarto de nervoso. Por que raios Bill Compton não quis tomar o sangue daquela cretina? É bem possível que no próximo episódio tudo se explique (ainda que daquela maneira meio sem pé nem cabeça típica de True Blood), mas, até lá, fico realmente enervadíssimo com o Vampiro Bill. De qualquer jeito, falemos de coisa boa, já que dessa vez elas existem!

A cura, conforme previsto, está mesmo no sangue de Sarah. Basta tomá-lo e todas as mazelas desaparecem. Foi o que Eric, que não é bobo nem nada, fez. E funcionou. Já os japoneses, que são menos bobos ainda e querem colocar o sangue da cura no mercado sob alcunha de “New Blood”, na realidade não querem soltar uma cura, mas sim um paliativo que, de tempos em tempos, precise der consumido novamente, o que me pareceu razoável – sob uma ótica empresarial, não humanitária, é claro – e, admitamos, um tanto quanto realístico (afinal, o que será do Apracur no dia em que lançarem a cura para a gripe?!). De nosso interesse, basta que Bill tome o mesmo sangue para que o seriado possa acabar em paz, mas, é claro, tal feito exigirá esforços hercúleos de diversas partes. 

Uma das coisas que mais me anima em cena de ação em geral, é quando não há aquelas típicas enrolações para matar o bandido, coisa que muitas vezes pode acarretar numa inversão de situação e a coisa ficar feia para o mocinho da história (vide aquele irritante combate em Game of Thrones valendo a vida de Tyrion, no qual o camarada poderia ter resolvido a situação, mas resolveu ficar enrolando até que o malfeitor deu um jeito de matá-lo). Bem, toda essa enrolação se fez necessária para elogiar a cena em que Hoyt entra e, antes mesmo que possamos perceber que é ele que esta empunhando o revólver, mata Violet sem maiores delongas, resolvendo um dos dramas do episódio. Sensacional e surpreendente. Eu poderia jurar que eles iria alongar aquela situação ad aeternum, como convém à série, mas não! Mal entrou e foi cuspindo bala. Assim que eu gosto!


Outro grande mistério que parece ter sido desvendado no episódio é aquele envolvendo sangue de vampiro, viagens lisérgicas, Tara, Lettie Mae, Laffayette e, quem diria, o reverendo cujo nome me falha agora. Pois é, até o representante de deus na Terra resolveu curtir uma onda de V e ver no que ia dar, com o perdão do trocadilho. E eis que o grande mistério era um revolver enterrado no chão, envolto em uma história sem pé nem cabeça. Aliás, tudo bem, vamos acreditar que um revólver realmente sobreviva intacto durante vinte anos, passando por todas as intempéries possíveis, após ser enterrado rasamente em um buraquinho feito no jardim pelas mãos de uma criança. Tanto faz, o que importa é que a chatice desse núcleo parece ter finalmente se encerrado e agora Lettie Mae pode viver em paz.

A verdade é que mesmo com um final bastante estúpido e irritante, tivemos um bom episódio de True Blood, que cada vez fica mais perto de seu fim. Arriscaria dizer que tudo agora irá girar em torno da cura de Bill, que certamente atravessará um calvário até que isso se resolva. Se é que não escolherão matar ele para dar mais drama á história. Vamos aguardar e ver o quão eletrizantes poderão ser os desfechos desse enredo cuja nossa paciência tanto tem usurpado!

Reações:

Sobre o Autor

 
Top