Comentários
Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] CASTLE - S07E03: CLEAR & PRESENT DANGER
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
E para quem (olha eu aqui) sentia falta de Castle sendo Castle o episódio dessa semana veio para matar essa saudade toda. Nosso assassi...

E para quem (olha eu aqui) sentia falta de Castle sendo Castle o episódio dessa semana veio para matar essa saudade toda. Nosso assassino não é um zumbi, nem ninja, nem pé grande, porém, é um homem invisível! 

Para aliviar o clima tenso que havia se instalado na série, esse episódio veio para relembrar o clima leve do show de temporadas passadas, que eu tanto estava sentindo falta. E teve direito a tudo nesse episódio que veio, também,  relembrar porque Castle ainda é minha série favorita atualmente. Eu, como boa futura cientista quase morri. Assim como meu eu nerd também quase veio a falecer. Foram tantas menções a Biologia, física quântica, jogos de RPG que eu realmente me encontrei nesse episódio. 

Ver o Castle brincalhão (com direito a brincar com espada do Rei dos Elfos), criando teorias malucas e ver Kate procurando ser a alma racional mais uma vez foi maravilhoso. Após o retorno de Castle as coisas estão obscuras ainda e isso tinha instaurado um clima tenso dentro da série, afinal, a nova mitologia inserida é bem pesada. E este veio como um alívio para alma daqueles que gostam de rir e shippar sem medo de ser feliz.

Quando um jogador de sinuca que trabalha, também, numa firma de tecnologia é morto com um taco de sinuca no coração de forma misteriosa, as coisas começam a ficar estranhas e eu começo a me empolgar. O caso segue sua linha investigativa normal (qual a novidade do Castle conhecer o jogo do vizinho viciado em RPG?) indo até mesmo a experimentos secretos do governo. O “Believer” e a “Cética” em seu jogo de teorias bizarras para comprovar quem estava certo foi maravilhosamente lindo de se ver. Porém, Castle tem uma vantagem. Quando Castle e Beckett estão na cena do crime e são atacados pela força invisível, fica difícil negar que o homem invisível está envolvido. E, até omitir parte da verdade para Gates entra em jogo para Kate. Não, Castle. Ela não chegou a mentir...ninguém realmente viu quem atacou vocês. 


Quando eu vi a promo , não pude deixar de me questionar como justificariam a invisibilidade do assassino e eu realmente amei ver os escritores tão antenados em tecnologia neste ponto. Refração negativa e metamateriais são assuntos em pauta na comunidade científica a um certo tempo, mas eu nunca pensei em ver isso numa série de TV, e eu achei fantástico. Mas eu fiquei pasma, mesmo, ao ver a série citando o cloaking. Não resistirei, porque meu eu cientista entrou em colapso quando vi isso aparecendo naquela série que conseguiu unir tão lindamente a ciência e o humor sem pesar na dose de nenhum. Cloaking, basicamente, é um manto de invisibilidade e, me perdoem pelos termos físicos mas eles são necessários para entender um pouco do contexto. 

A luz muda a velocidade de sua propagação quando passa de um meio para outro e o chamado índice de refração é uma medida dessa mudança de velocidade da luz. Na prática, ele indica o quanto os raios de luz "entortam" ao passar do ar para a água ou da água para o vidro, por exemplo. O índice de refração é importante na busca por invisibilidade porque, caso ele fosse negativo em um material, ou seja, a luz, em vez de penetrar no novo meio, ficaria dando voltas ao redor dele o material ficaria invisivíel. Na  verdade essa é a definição física de invisibilidade: um objeto que a luz não toca. O feixe de luz acaba desviando do objeto (refração negativa), logo, você não consegue vê-lo e ele passa a ser invisível. Na natureza todos os materiais possuem refração positiva, por isso os vemos, mas esses metamateriais produzidos em laboratório conseguem essa refração negativa. É como se o mundo atual estivesse realizando o sonho tão visto em outros lugares fantasiosos desde a mitologia, como o chapéu do deus grego Hermes - ou do romano Mercúrio-  e tão recente quanto os filmes de “Star Trek” , o dispositivo das naves de Romulus e Klingon, ou simplesmente a capa da invisibilidade de Harry Potter. 

Saindo do contexto físico – de nada- os corações shipper foram acalmados, ou não, nesse episodio. E eu aqui volto a ficar boba em como a série pode mesclar de forma tão perfeita  o lado nerd e o lado shipper, sem cansar quem está vendo a série e se interessa por apenas um dos dois, por exemplo. Fato é que Castle sentiu falta, foram dois meses. Kate sentiu falta já que ela realmente sentiu esses dois meses. Mas nós, fãs e shippers, esperamos a 2 fucking ANOS por essa cena. Então, nós sentimos mais.


A série aborda o tema sexo de forma leve e descontraída e ver os dois querendo dizer as palavras, sem realmente dizê-las foi cômico. Achei maravilhoso e Castle? I’M SO READY TOO! A cena estava toda.... Hot!!! Até Martha aparecer e quebrar o clima da maneira mais genial possível. Mas tão genial que eu nem liguei, afinal, fiquei rindo até o dia seguinte lembrando do grito e da situação da pobrezinha quando os pombinhos ascenderam a luz. Amei a cena no conjunto total, incluindo, a interrupção.  Mas o principal de tudo foi poder matar a saudade do jogo de flertes e indiretas que antes eram constantes e que andaram um pouco sumidos. Quando a série faz isso ela mostra que um é necessário ao outro, e que num relacionamento a via é realmente dupla e tudo fica melhor quando os dois estão dispostos a jogar, a se aventurar e a arriscar. Fui uma fã feliz nesse episódio. 

Ver eles se olhando por cima dos papéis me lembrou de Flowers For Your Grave, lá no primeiro episódio da série quando Castle começa a se interessar e começar a ler essa detetive tão complexa e hoje tão aberta à ele. Quando paro pra analisar e vejo o crescimento do casal e dos personagens ainda fico impressionada e feliz. A química da Stana com o Nathan estava beirando ao absurdo nesse episódio, a tensão, os olhares, tudo. Ai que saudade que estava disso! 

A conexão mental dos dois está de volta e até Castle diz que estava com saudade, quando no laboratório de química usam extintores para encontrar a mulher invisível. Esposito fazendo piadas sobre o novo emprego do Ryan foi outro ponto alto e eu acho super digno Ryan usar o presente em algum episódio, hein?! E eu acho maravilhoso quando os outros personagens têm seus próprios plots fora do ângulo dos protagonistas e fica aberto todo um leque de opções para se trabalhar em cima. 


Vocês perceberam, né?! Sim, eu amei cada detalhe desse episódio, porque ele não é uma nova mitologia inserida e nem faz parte daquela já existente, mas foi aqueles episódios para sentar, rir, se divertir e deixar o espírito do Castle te contagiar. Foi maravilhoso como um todo. Eu voltei algumas temporadas na série em 43 minutos e percebi que mesmo depois de 7 temporadas a essência permanece e as coisas que levaram Castle a ser Castle são mantidas e voltam quando você menos espera. De forma linda. 

E que venha o episódio de semana onde, eu estou sentindo, ovários irão explodir! 

PS1: Peço desculpas pela review curta. Minhas pesquisas e a faculdade estão me tomando um tempo absurdo e, realmente, ficará complicado até novembro. Mas juro que vou recompensar vocês na próxima, peguem uma caixinha de lenços e já deixem armazenada.
PS2: Ai, Martha...
PS3: Morta com a foto na escrivaninha do Castle. Morta. 
PS3: Desculpe pelo lado cientista berrando, não consegui conter. 

PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO. 

video

Reações:

Sobre o Autor

 
Top