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Lara Séphora Lara Séphora Author
Title: [REVIEW] HOW TO GET AWAY WITH MURDER - S01E02: IT'S ALL HER FAULT
Author: Lara Séphora
Rating 5 of 5 Des:
Novamente um episódio cansativo que nada agregou de significância para esse sinuoso caminho que a história insiste em trilhar, ...












Novamente um episódio cansativo que nada agregou de significância para esse sinuoso caminho que a história insiste em trilhar, pelo contrário, fomentou no horizonte dúvidas e suspeitas. O que não é necessariamente algo ruim.

Posso assegurar que essa relação amplamente explorada de promiscuidade entre o bem e o mal, com todas as suas perversas variantes, está sendo o ponto alto da trama. Há uma carência de parâmetro moral que só mostra como a série tende a crescer e provocar reflexões sobre esse mesmo tema. Em inúmeras perspectivas, o telespectador se transforma em num bom samaritano, a medida que o episódio avança, se sente compelido a deixar para lá todos os inomináveis crimes e perdoar cada personagem por suas simplória e irrelevante existência – personagens com trajetórias tão bem agraciadas de complexidade, que aceita-se de maneira natural todo seu desmazelo,  visto tudo que já passara.

De um lado temos a Annalise, a sombra que paira sobre seu casamento, o fato de no primeiro episódio ser a desprezível traidora, a fria e calculista advogada que sempre está acima de qualquer bem ou mal. Essa tão imponente mulher, capaz de chorar na frente de um dos seus alunos pela pressão e amargura de uma situação, se vê em um casamento de fortes amarras, eis que num instante, seu marido, de traído vira traidor, com agravantes (!), suspeito do homicídio de sua aluna, a mesma garota desaparecida que ainda não fazemos ideia quem seja.



Do outro lado temos vários núcleos. Sim, utilizo a palavra núcleo, pois cada trama paralela é de uma obscuridade sem igual, voltem às suas aulas de geografia, as bacias hidrográficas... Annalise é o rio principal, suas afluentes são o que agregam importância, não me sinto equivocada ao dizer que tudo que se passa longe de seus olhos é a verdadeira história, onde habita o perigo a verdadeira genialidade da trama, em manter num equilíbrio impar cada história.

A disputa entre os alunos, a nocividade dos associados aos mesmos... OS CASOS! Eu tinha certeza que eles seriam incríveis e poderiam vir a roubar toda atenção do episódio, pena que nesse esse recorte temporal de flashbacks, onde só conseguimos prestar atenção na mesma cena repetida vezes, desfavorece qualquer relevante atenção. A linha de raciocínio é brutalmente cortada, fica parecendo algo desconexo, requer muita atenção, é muita informação para ser processada e ao mesmo tempo nos são apresentadas uma centena de perguntas sem respostas.



Como qualquer série da Shonda, não se espera menos que a excelência e não acho que o estigma está sobrecarregando as expectativas em relação à série – CARA É A SHONDA, A SÉRIE TEM QUE ASSIM MESMO! - sou a favor da política de três episódios-testes, mas não me vejo largando a série nem tão cedo.

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