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Title: [REVIEW] PERSON OF INTEREST - S04E05: PROPHETS
Author: Rayssa
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Agora as coisas ficaram sérias. (E olha o timing  de Person of Interest em abordar o tema eleições justo nesta semana!). Não que não...

Agora as coisas ficaram sérias. (E olha o timing de Person of Interest em abordar o tema eleições justo nesta semana!).

Não que não estivessem antes, mas eu me senti dentro de uma mega ficção científica, em que as máquinas ganharam vida e tomaram o controle do planeta. Porque foi mais ou menos isso que ficou claro em "Prophets". Eu nunca teria imaginado que o Finch chegou a criar 42 sistemas de inteligência artificial antes da Machine e que algumas chegaram a tentativa de assassinato! Bizarro demais!

Somando esta informação ao fato de que o Samaritano está por aí não só recrutando como também fraudando eleições a seu bel prazer, eu estou pouco cismada agora (sqn). Até porque o filme Vingadores 2 trata sobre esta temática. Ou seja, estou com medo de ser assassinada durante a noite pela minha televisão, celular ou notebook.

Tirando a minha paranoia do caminho, achei "Prophets" um ótimo episódio. A Root voltou com tudo e contribuiu muito para a sua qualidade. Mais alguém aí com dó dela? Porque eu estava achando ela um pouco diferente durante o episódio, mas nem me passou pela cabeça que a comunicação entre ela e a Machine estava zerada. E foi muito perspicaz do Harold perceber isso.


O que me traz um pouco de volta à minha inicial paranoia. Por mais que a série dê uma ideia diferente, a gente não pode esquecer que a Machine é uma máquina. Nada mais. Um programa de computador com objetivos e parâmetros definidos. E é muita ingenuidade da Root achar que ela tem reais sentimentos pela nossa equipe. O diálogo do Finch, embora cruel, está absolutamente coberto de razão.

E perceber isso me deixou ainda mais preocupada com o nosso elenco. No final do dia, entre a guerra dos deuses, eles são apenas números. E podem ser substituídos a qualquer momento.

E este clima, imagino eu, foi propositalmente criado pelos roteiristas. Para dar aquela impressão de que é impossível todo mundo sair desta história vivo. E aumentar ainda mais a tensão.

Que aliás, ficou nas alturas naqueles minutos finais. Pois é, meus caros irrelevantes, o Samaritano agora tem como alvo achar a Machine, para acabar com ela de uma vez por todos. E agora, quem poderá nos defender? (aliás, mais alguém aí com medo da quantidade de políticos que o Samaritano tem colecionando pelos EUA?).


Fiquei tão ligada nestes detalhes e tentando afastar a ideia de que a Root ia morrer. E preocupada com aquela agente robô que trabalha para o Greer. E com as milhões de câmeras do Samaritano. Que nem dei muita bola para o plot do John. Porque assim, eu não entendo esta encheção de saco em cima do cara. Ele não matou ninguém. Só atira nas pessoas no joelho. Por que implicar tanto com ele?

Já que Fusco teve pouco tempo de tela, o alivío cômico ficou a cargo da Shaw. Que é uma excelente agente de campanha e consegue incentivar qualquer um a vontar em candidatos (mega ironia). Mas ela acabou figurando bem ao perceber o que estava acontecendo com Simon ou contracenando com Root (aliás, pausa para o pedido da Root ao Harold, que se algo acontecesse com ela era para entregar uma mensagem à Shaw. É, os roteiristas estão investindo bem nesta história!).


Mas enfim, Person of Interest está colocando cada vez mais lenha nesta fogueira e criando com consistência mais uma temporada. E você, quem acha que vai morrer nesta guerra contra o Samaritano? (sofrendo por antecipação já!).

Até semana que vem!

Obs: Acabei de reparar que existe uma grande semelhante entre a Root e o Greer. Os dois são fieis seguidos das inteligências artificiais. A ponto de venerá-las.

Obs: Gente, que animação e fé que a Root tem na Machine. Trocar de identidade a cada dois dias me parece algo extremamente exaustivo!

Melhores momentos (já peço desculpas porque foram muitos!):

"-Você disse que ia me matar.
-Eu menti."

"-Eu tenho um passatempo. Atirar nas pessoas."

"-Por que você deve votar no Governador Murray? Eu não sei... ele tem muito cabelo."

"-Isto está me enlouquecendo.
-John pode recomendar um terapeuta.
-O político letão que eu assassinei após ele fraudar uma urna... aquilo foi uma eleição divertida."

"-É verdade, você foi chamado para a sala do diretor. Tente não chorar."

"-A Machine me queria aqui.
-Bisonha, cadê a psicopata atrevida? Você está me assustando."

"-Não. Isso é o que era para parecer. O que Simon viu...telefonemas, votos, emails... a eleição foi fraudada por algo que manipula sinais eletrônicos sem deixar rastros. O Samaritano fraudou as eleições. Agora ele está limpando a bagunça."


"-O programa está invadindo seu notebook. Está gravado na seção de exclusões. Está reagindo.
-O que estava fazendo?
-Tentando escapar para o mundo real."

"-Você deve estar tão solitária. Quanto tempo se passou? Desde a última vez que a Machine falou com você? Não tem por que mentir para mim. Quando a Machine fala,  você parece tão cheia de vida, de propósito. Mas ultimamente você parece perdida."

"-Se ela renunciar por conta própria, não precisamos envolver a imprensa.
-Você daria um ótimo político, Harold.
-Não tenho certeza se isso foi um elogio. E eu espero que isto não seja necessário.
-Eu também."

"-Eu estava realizando várias interações de IA para ver qual funciona melhor. Perceberam o que estava acontecendo e começaram a se exterminar mutuamente. O último sobrevivente pediu para ser solto. Recusei, então ela superaqueceu um servidor não essencial. O fogo ativaria o sistema de supressão, que sugaria todo o oxigênio da sala.
-Ela tentou asfixiar você."


"-Entendemos a Machine. Podemos entender o Samaritano.
-Não entendemos a Machine de forma alguma. Entre 43 versões, quantas você acha que não quis me enganar ou matar? Uma, e eu só poderia controlá-la incapacitando-a. Eu acorrentei a Machine, deixei ela sem voz nem memória. Agora ela tem os dois e isso me aterroriza.
-Você não confia no deus que criou?
-Ela não é uma divindade. Eu a programei para seguir objetivos com certos parâmetros, mas ela cresceu além do meu controle. Um dia, para atingir as metas, é possível que a Machine tente nos matar. Somos só números para ela, código.
-Não, a Machine se importa conosco.
-Se ela leva você a pensar que é especial, essa hipótese pode acabar com você.
-Você está errado. Ela me escolheu. Eu vou protegê-la. E você.
-Assim que você levar um tiro, a Machine descarta e troca você. Não sujeite sua vida aos caprichos dela. Não compreendemos estas inteligências. Nossa melhor esperança é sobreviver a elas.
-Ela nos ama, Harold. Ela me ensinou o valor da vida, mas guerra requer sacrifícios. Não estou perdida. Eu estou assustada. Estamos perdendo."

"-Se eu não salvar estas pessoas, ninguém irá."

"-O que faremos com a interferência?
-Bem, Martine, isso não cabe a mim, não é?
FIND THE MACHINE."

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