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Carolina Carli Carolina Carli Author
Title: [REVIEW] CHICAGO PD - S02E07: THEY'LL HAVE TO GO THROUGH ME
Author: Carolina Carli
Rating 5 of 5 Des:
Emocionalmente pesado.  Ainda não consegui encontrar palavras que descrevam a maravilha que foi esse crossover. O roteiro, as atuaçõ...

Emocionalmente pesado. 

Ainda não consegui encontrar palavras que descrevam a maravilha que foi esse crossover. O roteiro, as atuações, a ligação entre os eventos, a conexão das séries. Parece que tudo foi magicamente dosado para atender as nossas expectativas e entregar um episódio extraordinário. 

Para começar, Dick Wolf veio em forma de furação e devastou nossos corações com o caso da semana. Quando a situação envolve crianças, é sinal de que vem coisa pesada por aí, mas acho que ninguém esperava por um caso que abordasse uma rede de tráfico sexual.  O episódio se torna ainda mais doloroso porque sabemos que infelizmente, o crime não permanece na ficção. Esse é um dos papéis mais legais das séries, esse incômodo que elas criam dentro da gente. As vezes estamos tão acostumados em ver coisas ruins que acabamos por não dar importância. Não está tudo bem e esses tipos de atrocidades não são normais. Esse poder que algumas séries têm de nos tirar da nossa zona de conforto e de nos fazer refletir é muito bom. 

A atuação da Sophia Bush nesse episódio foi algo fora do comum. Eu não sei como ela consegue, mas desde One Tree Hill, a Sophia transmite seus sentimentos apenas pelo olhar. Tinha tanta dor, tanto arrependimento e culpa transbordando nos olhos da Erin que eu queria poder entrar na tela do computador só para lhe dar um abraço. A Lindsay é de longe uma das personagens mais completas de Chicago PD. O engraçado é que ao mesmo tempo em que conhecemos muito do seu passado e da sua história, fica também a sensação de mistério no ar. Eu sempre me pergunto quando vamos conhecer de fato a Erin porque parece que nós sabemos muito, mas não sabemos tudo. Isso contribui bastante para um dos melhores plots de PD ser o dela. 

E além da Sophia, outro que deu show foi o Lou Taylor Pucci interpretando o Teddy. Na sua primeira aparição ele já mostrou como o Teddy estava “quebrado” e frágil. Ele conseguiu absorver perfeitamente o passado do Teddy e transformou as questões da tortura e do estupro numa personalidade entrelaçada. É como se o Teddy vivesse em conflito entre a pessoa que ele era antes e depois dos abusos. Ele sustentava uma postura rebelde numa tentativa única de proteção, como se nada pudesse atingi-lo, quando na verdade toda sua essência fora roubada quando ele ainda era uma criança. A Erin teve um papel primordial nessa questão. Não é fácil convencer alguém que foi abusado e que foi forçado a fazer coisas ruins de que a culpa não é dele. Os pedófilos danificaram o Teddy, bagunçaram o seu psicológico, praticamente apagaram sua existência do mundo. Com muito carinho e atenção, a Lindsay conseguiu apaziguar e mostrar para o Teddy que ele era vítima e que não tinha culpa pelo que aconteceu. Seria interessante acompanhar essa reestruturação dele e como esse processo afetará a Erin.

Aliás, é sensacional ver esse paralelo de uma Erin badass e protetora. A Lindsay é uma detetive toda durona mas quando é necessário, ela mostra seu lado sensível e prestativo. Esse equilíbrio faz toda diferença na construção da personagem.

A sintonia entre as equipes de PD e SVU foi harmônica. Essa troca de conhecimentos entre os personagens só enriquece ambas as séries. O suporte e o apoio que os detetives deram um ao outro, compartilhando histórias pessoais, só engrandeceu o episódio. 

Outra coisa muito bem retratada no crossover foi a contraposição dos métodos da Benson e do Voight. O legal foi que houve uma troca de experiências sutil entre os dois. Para nós foi perceptível, mas acredito que eles nem perceberam que tinham absorvido o jeito de agir um do outro e que essa experiência foi indispensável para que eles conseguissem solucionar o caso. 

Alguns podem até ter achado contraditório o jeito que a Benson arrancou a confissão do chefão de todo o esquema de pedofilia. O roteiro sempre frisava que o cara era malvado, que todos tinham medo dele e ai, quando ele é pego, é convencido a falar graças a sensibilidade da detetive. Eu achei genial esse desfecho porque não era o que a gente esperava. Foi uma quebra total de expectativas, mas de um jeito bom. Não era preciso complicar muito, a situação pedia por algo simples e rápido e foi isso que a Olivia fez. Ela humanizou um monstro.

A homenagem no fim foi para coroar um excelente episódio. Foi uma cena maravilhosa e que ultrapassava as fronteiras da série. Não era uma homenagem apenas para o personagem que morreu, mas para todos os policias que lidam com coisas absurdas todos os dias e que muitas vezes dão a vida pelo trabalho.

PS: Sophia fazendo voz de criança para conversar com a menininha. Alguém faz parar. 

PS: Até o pessoal de SVU sentiu o climão Linstead. 

PS: Foi de cortar o coração ver a Platt toda destruída com a morte do policial. A personagem simplesmente se apagou, parecia um zumbi na delegacia.

PS: Depois desse crossover, vou maratonar SVU. Nem sei como é a vida amorosa da Benson lá, mas já estou shippando forte ela com o Voight.

E vocês, o que acharam do episódio?

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