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Title: [REVIEW] STALKER - S01E07: FANATIC
Author: Rayssa
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Afinal, quem é mais culpado nesta história: o filho com transtorno ou a mãe controladora? Stalker continua surpreendendo e emociona...

Afinal, quem é mais culpado nesta história: o filho com transtorno ou a mãe controladora?

Stalker continua surpreendendo e emocionando,  semana após semana, entregando tramas sólidas e se aprofundando na psique de cada um de nossos personagens.

Por exemplo, adorei conhecer o lado de viciada em séries da Janice. Até perdi um pouco de má vontade com ela, afinal seriador é quase uma irmandade, não é? Bom, pelo menos nenhum de nós anda perseguindo nenhum de nossos shippers (talvez por uma incompatibilidade geográfica), mas foi maravilhoso vê-la vibrando com as reviravoltas de Savage Shore e zoando Ben por ele assistir The Good Wife. Piada que só a gente entende, não é?


Outro ponto bem trabalho por Stalker são os casos da semana. Não só porque eles abusam de contantes twists, mas também por causa da tensão, da dúvida, da curiosidade que faz com que nós fãs acompanhemos a investigação policial.

Os primeiros minutos foram de tanto suspense que eu estava quase dando um ataque. Ou vai dizer que só eu que gritei "atrás de você"? Além disso, a condução do caso semanal foi muito bem feita, com uma crescente expectativa sobre quem seria o real stalker da Nina.

Quando aconteceu o ataque à Emily, já achei que estava tudo resolvido. Só uma questão de tempo até Beth achar o cara e finalizar a trama. O que nós não esperávamos era que Robbie seria até um cara normal perto da sua psicótica mãe. O que provoca ainda mais reflexões. Afinal, qual é a parcela de responsabilidade de Nancy nos episódios de transtorno do filho? Não gosto do jargão "sempre é culpa da mãe" porque é simplista demais e ignora completamente o livre arbítrio de cada um. Mas é impossível negar que o título de mãe mais louca do ano vai para ela. Daí ela pode se juntar à Andrea, como a ex-mulher mais psicótica do ano e talvez comemorarem de alguma forma, de dentro da prisão.


Aliás, Stalker tem virado mestre em apresentar personagens transtornados. Toda semana você acha que não tem como aparecer alguém mais perigoso e assustador, daí eles provam que nós estamos errados.

O que abre espaço para falar da minha parte favorita da série: Beth. Eu ando com tanta dó dela, coitada. Tipo, ela já perdeu toda a família. Tem traumas para provocar choro em qualquer psiquiatra. E acabou de arranjar mais um stalker. Como se ela não tivesse o suficiente.

Perry está indo cada vez mais longe para atormentar Beth. Ou será que para ele isso é uma conquista? Por hora não sei, mas tenho adorado (do ponto de vista técnico, porque pessoalmente falando é bem perturbador) as atitudes dele. Primeiro o cartão. E olha que achei que seria somente isso. Mas não, o cara não descansa e já invadiu a casa da Beth, deitou na cama dela, sentiu o cheiro de perfume dela.


O que me faz indagar apenas uma coisa: quando Beth irá perceber que está sendo perseguida? Porque, por hora, ela acha que isso tudo é coisa do Ray, o tal cara misterioso que está internado no hospital em Seattle. Será que ela investigará mais a fundo aquela correspondência e perceberá que não pode ter sido enviada por ele?

Sem falar que ela tem uma irmã e toda a história envolvendo Nina e Emily tocou profundamente a personagem. Gente, nunca fiquei tão curiosa sobre todas as minúcias do passado de uma personagem como em Stalker. Não sei se é o pouco que têm nos dado ou a forma como andam fazendo, mas eu mal posso esperar para descobrir mais sobre Michelle. Porque todos os diálogos de Beth deram a entender que sua irmã e ela não se davam bem. Será que a irmã contribuiu para o incêndio ou talvez para o que Ray fez com ela?


Por hora, fico por aqui com minhas indagações. O que vocês acharam de "Fanatic"? Nunca foi tão perigoso ser estrela de série como em Stalker.

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