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Title: [REVIEW] BACKSTROM - S01E02: BELLA
Author: Bernardo Seben
Rating 5 of 5 Des:
As aparências enganam. E no caso desse episódio, em quase todos os sentidos. Quando um policial, filho de outro (ex) policial, d...



As aparências enganam. E no caso desse episódio, em quase todos os sentidos.

Quando um policial, filho de outro (ex) policial, decide se vingar do bullying que sofreu de dois bombeiros, filhos de outro (ex) bombeiro, você realmente acha que essa história terá algo de excepcional? Creio que a maioria responderia não. Nesse caso, Backstrom caiu no clichê, novamente. Mas, as aparências enganam. Até porque, quando o roteiro é divertido, bem escrito e possui o mínimo de coerência, até a história mais clichê do mundo pode se tornar um pouco atrativa.

O segundo episódio da série foi muito melhor do que o seu piloto - um episódio que havia falhado em seu quesito mais importante: a introdução. Parecia que Backstrom seguiria no mesmo estilo do piloto, e que os problemas dele poderiam afetar a continuidade da história. As aparências enganam.

Ao invés disso, a série nos apresentou um episódio muito bom, que com certeza renovou as esperanças de alguns que se desapontaram com o seu capítulo inicial.

O caso policial do episódio foi de certa forma previsível. Desde as primeiras cenas já foi possível notar que a culpada pelos incêndios era a perita, e que o Everett estava apenas teimando ao insinuar que a culpa havia sido de seus dois eternos rivais, os irmãos D'Agostino. Aliás, ambos serviram como "antagonistas de última hora" e acabaram auxiliando bastante o telespectador a adquirir empatia pelo protagonista da série. Vai dizer que, apesar de todos os defeitos, você não se sentiu feliz ao ver o Backstrom se vingando, mesmo que de forma suja, daqueles irmãos D'Agostino? E provavelmente você deve ter adorado vê-lo reencontrando a Bella, que por incrível que pareça, era uma pipa!!! E deu nome ao episódio!



Se no piloto conhecemos muito pouco do protagonista, e acabamos não simpatizando tanto com ele, nesse aqui, o personagem denotou ser de fato muito mais interessante do que parecia. Ao invés daquele Backstrom que confiava 100% em sua intuição, que era absurdamente egocêntrico e não admitia um erro sequer, e por isso parecia tão forçado, vimos o personagem jogar no lixo qualquer uma dessas rotulações negativas e radicais. As aparências enganam! Sim, ele ainda continua confiando em sua intuição, continua sendo egocêntrico, e possui uma dificuldade em admitir seus erros, mas ele mostrou que podem haver exceções, mostrou que vai além das tais aparências.

Outro aspecto positivo da série, e que ficou evidenciado nesse capítulo, é a "co-protagonista", a Detetive Nicole Gravely, interpretada por Genevieve Angelson. Ela é a parceira ideal para o Backstrom, e com certeza irá ajudar no desenvolvimento do personagem. Enquanto ele é um homem grosso, mal-educado, preconceituoso, corrupto e egocêntrico, ela é uma mulher educada, que (quase) sempre preza pela ética e o altruísmo. Ela é quase o oposto dele. Por isso são dois personagens que se completam, e que podem render uma boa parceria.



Os demais personagens secundários parecem ser interessantes - especialmente o Niedermayer, que possui certo potencial para render um plot só seu -, mas nenhum deles recebeu ainda o seu destaque. 

Enfim, Backstrom vem tendo uma recepção bem negativa por parte da crítica - e preciso concordar com algumas delas. Ainda assim, o progresso de qualidade entre o primeiro e o segundo episódio foi notável. Se a série permanecer neste ritmo crescente, talvez ainda possa reverter algumas de suas críticas negativas em positivas. E no momento, de fato aparenta que irá continuar melhorando. Mas continuo com o alerta ligado, pois, se eu aprendi algo nesse episódio, é que as aparências enganam.


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