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Bernardo Seben Bernardo Seben Author
Title: [REVIEW] BETTER CALL SAUL - S01E04: HERO
Author: Bernardo Seben
Rating 5 of 5 Des:
Parece mesmo que um pilantra já nasce assim. O que para muitos é um defeito, é na verdade a grande virtude de Jimmy McGill. Desde que a...

Parece mesmo que um pilantra já nasce assim. O que para muitos é um defeito, é na verdade a grande virtude de Jimmy McGill. Desde que a série iniciou, fiquei tentando encontrar os contrastes entre Jimmy McGill e Saul Goodman. Melhor dizendo, eu queria saber se ele era um gênio-pilantra desde antes de se tornar o famigerado Saul Goodman. E era! Aliás, que ele era pilantra, eu tinha 100% de certeza, só faltava confirmar a genialidade. BINGO!

Diferente dos episódios antecessores, neste aqui, os roteiristas quebraram, finalmente, a linha de raciocínio que guiou o roteiro dos três primeiros episódios. Ao invés de se meter em uma encrenca e passar todo o episódio tentando escapar dela, para no final se meter em outra, desta vez ele se mostrou uma pessoa criativa, capaz de fazer qualquer coisa para se dar bem, até mesmo pagar um cara para fingir que está caindo da placa de um outdoor.

O episódio inteiro deixou explicito o quanto o Jimmy é um pilantra. Em um flashback, ele arma um golpe (genial) junto com um amigo seu. Na sequência, vimos ele pegando dinheiro dos Kettleman, para depois lava-lo, um ato que já o vimos promovendo em Breaking Bad, para por fim usá-lo como base para evoluir seus serviços como advogado. Como ele mesmo disse após lavar o dinheiro: "Sobre essa pedra, edificarei a minha igreja".


Apesar de o plano de imitar o Hamlim não ter sido tão genial, uma vez que serviu mais para tentar chamar a atenção dele do que para fazer propaganda sua, ele acabou usando isso para se tornar um herói, como já antecipou o nome do episódio, "Hero". Ele criou um plano que não foi tão bem executado, mas que funcionou. O Jimmy conseguiu o que queria. O vimos sendo um pilantra, mas pilantra em sua forma mais crua, enganando os outros e se passando por um herói, coisa que ele não é.

É, definitivamente ele é um grande personagem. Que criação do Peter Gould, roteirista que criou Saul Goodman durante a produção da 2ª temporada de Breaking Bad. Acho que ele sequer imaginou que um dia usaria o Saul como uma pedra para edificar sua própria igreja. Um personagem complexo, carismático e interessantíssimo, que provou mesmo merecer uma série só pra si.


Mais uma vez preciso citar a qualidade na execução dos episódios. Os diretores (todos eles) fazem questão de fugir do simples e arriscar, trazendo novos ângulos ou perspectivas para as cenas. Better Call Saul está sendo um espetáculo visual (e sonoro também, além das montagens musicais, ouvimos um MPB tocando no salão de beleza enquanto o Jimmy e a Kim conversavam). Ah, e vimos novamente mais referências à Breaking Bad, como na cena inicial, aquela do flashback, na qual o parceiro do Saul está deitado justamente da mesma forma que o Huell de Breaking Bad. Se você não lembra do Huell, faça um esforcinho, pois aquela lenda é impossível de ser esquecida.

A série vai evoluindo aos poucos, com um enredo muito bem construído e principalmente, como disse há pouco, com uma execução excelente. Que o show continue cativante e surpreendente. Better Call Saul vai longe!

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