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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] CASTLE - S07E16; S07E17 & S07E18
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
Quem é vivo sempre aparece e eu, depois de um longo hiatus , vim dar meu Oi , minhas explicações , pedidos de desculpas e trazer uma re...

Quem é vivo sempre aparece e eu, depois de um longo hiatus, vim dar meu Oi, minhas explicações , pedidos de desculpas e trazer uma review tripla.

Bem, como vocês puderam notar, eu me afastei um tempo das reviews e a Ana assumiu, lindamente, meu lugar por um tempo (Obrigada Ana, seu trabalho foi maravilhoso). O que acontece é que quem lê minhas reviews cheias de análises felizes e românticas sobre os episódios, às vezes, pode não perceber que sou uma pessoa normal com problemas e com uma vida perturbada e agitada. Tentar conciliar a avalanche de problemas pessoas que tinham me acometido, faculdade, Iniciação Cientifica, TCC e minha vida particular foi difícil e não, não consegui dar conta. Por isso me afastei esse absurdo de tempo das reviews. Eu não queria escrever para vocês estando incompleta por aqui. Gosto de me doar 100% no que faço (por isso complica com tanta coisa ao mesmo tempo). Porém, cá estou eu de volta e a todo vapor.

Por uma questão de: Muitos episódios e pouca review, dividi as mesmas da seguinte forma: Hoje falarei dos episódios 7.16, 7.17 e 7.18 e deixo para falar do 7.19 junto com 7.20, afinal, review de 4 episódios de Castle, comigo no comando, daria uma bíblia maior que a normal. Dito isto, vamos a review. 

Vamos começar esse episódio num ambiente diferente porque na Terra já estamos todos os dias, certo? Que tal...Marte? Pois é, The Wrong Stuff nos levou até lá de forma brilhante e divertida para quebrar o clima pesado e tenso deixado após a resolução do caso do 3XK (e que episódios, minha gente!!!).


Quem diria que Castle e Beckett, quando estavam brigados, haviam se inscrito para ir a Marte? Temos nesse caso, uma atualização do “Melhor caso de todos” que até então tinha sido ocupado pelos ninjas. Todos sabem, não é novidade alguma, eu sempre amei Castle pela sua essência e sua capacidade de mudar o clima dos episódios de forma muito rápida. Fomos da resolução de um dos principais plots para outro planeta ver uma maquina que pode ser manipulada e ser assustadora daquela forma (isso me fez ter medo das tecnologias futuras). Embora esse caso tenha sido, em minha opinião, mais fraco quando comparado aos outros, ele foi leve e nos rendeu boas risadas e muitas coisas para refletirem também. 

Os “Castles” perceberam que a casa está ficando apertada e nós, de quebra, ainda vimos uma Martha querendo netos e o casal também. Cada vez mais tem se dado abertura para esse assunto na série e ao mesmo tempo que isso me agrada, isso me assusta. Não sou fã de bebês em séries, ao mesmo tempo que daria tudo para ver pequenas “becketts” e pequenos “castles” correndo pela casa. Me chamem de louca, porém, nada ganharia mais meu coração do que ver estes pais maravilhosos empurrando seus filhos em um balanço...um balanço bem especifico, se é que vocês me entendem...

Voltando ao episódio, Martha pretende se mudar, em uma atitude madura de mãe que viu o filho finalmente crescer por completo, agora é hora de deixar ele ter sua vida e seu espaço. É visível que o casal não sabe mais viver na calma e agora se irrita com o silêncio, nada que filhos não possam resolver. O contexto família tem ficado cada vez mais marcante na série e eu tenho amado esse contexto e todas as menções sobre o assunto na série, quem sempre vem de forma bastante simplória trazendo algo de significado maior como plano de fundo. 

Filhos, marido, uma família completa e uma carreira impecável. Objetivos de vida de Kate Beckett e supostamente alcançados por Zhang em Hong Kong Hustle. Ver esse lado insegura de Beckett sobre si mesma foi de certa forma interessante. Ver aquele ego ferido na K-Becks e o fato dela se comparar o tempo todo com essa suposta “mulher maravilha” foi interessante e pode nos fazer pensar em aspectos de nossa vida pessoal, outro motivo pelo qual amo Castle. Em casos de ficção e assassinatos eles conseguem colocar questões existencialistas, comuns e rotineiras que nós mesmos cometemos todos os dias. Quem nunca se comparou? Quem nunca achou que a grama do vizinho era mais verde? Quem nunca sentiu o mundo andando e você ficando estagnado no mesmo lugar?


Beckett é gente como a gente, e sente isso também. A vida supostamente perfeita de Zhang fez nossa melhor detetive da NYPD (e do mundo, nós sabemos) se questionar sobre sua própria vida. Beckett é feliz, mas chega uma hora que precisamos escalar novas montanhas. Traçar novos objetivos, tentar novos rumos e se re-descobrir fazem parte da vida de cada um. E hoje, Beckett sente essa necessidade (me vejo muito na Beckett por esses dias, viu?!) e eu acho que ela está mais do que certa. Mas, mais lindo que tudo isso é um fato no qual Beckett se sobressai em relação a Zhang. Ela tem equilíbrio. Zhang sacrificou sua vida em família pela carreira já Kate não faz isso. E, muito provavelmente isso vem ligado de uma questão do passado de Beckett. Ela já perdeu a família uma vez e ela já se afundou o trabalho uma vez. Hoje, com Castle e sua família ampliada, acho que ela percebeu que não precisa apenas do trabalho para se sentir realizada. Achar esse e ponto de equilíbrio é fundamental, não se pode sacrificar um pelo outro. E quando conseguimos fazer os dois andarem de mãos dadas a vida fica mais leve e mais bonita. Essa é a verdadeira realização da vida. 

Família. Ryan tem a sua e ela também vem com problemas, assim como qualquer outra como vimos em At Close Range. Gosto quando a série aposta e foca em personagens principais para fazer parte do arco da história. Sempre achei que isso enriquecia a série e, mais uma vez, estava certa.

Podemos perceber que ser detetive da NYPD não é suficiente para guardar dinheiro para os filhos e que Ryan, depois do nascimento de Sarah Grace (que anda mais sumida e não comentada que a Lanie – saudades. Saudades), precisou começar a fazer bicos por fora para guardar dinheiro. E neste contexto Castle nos traz, novamente, toda a podridão que envolve a política (como se nós já não a odiássemos o suficiente nesta série por motivos óbvios). 


Gostei muito da forma como Ryan agiu durante o episódio todo. Mesclando razão x emoção como poucos, ele conseguiu tentar conciliar e entender a situação do cunhado ao mesmo tempo que não pensou duas vezes em prendê-lo quando necessário. Acho que essa faceta do Ryan algo marcante e gosto quando a série reafirma isso nessas cenas. Ryan adora teorias loucas do Castle, mas pensa na família dosando até onde essa relação pode ir. 

O jogo de gato e rato que envolve episódios que possuem caráter político relacionado sempre vai funcionar para mim porque é geralmente neles que descobrimos por ultimo quem é o verdadeiro culpado (embora isso tenha acontecido no episódio de Hong Kong também comigo). E este não foi diferente, jamais imaginei que a assessora pudesse ser a autora dos disparos e arquiteta do plano, muito bem pensado, como um todo.

Algo no final do episódio de assustou. Bem, já vimos que Beckett quer escalar novas montanhas e, aparentemente, se tornar capitã é a bola da vez. Porque isso me assusta? Porque cada vez mais Castle tem vindo com cara de despedida. Casos chave sendo fechados, Os Castles querendo filhos e Beckett chegando a aquele lugar que seria um salto em sua carreira (embora eu ainda queira ver ela como Senadora, hein?!). E essa demora em dar algum anúncio sobre a renovação da série me tira do sério.

Espero que Beckett seja promovida a Capitã e que ela consiga se realizar e fazer ainda mais do que ela já faz. Espero que Castle e ela tenham filhos lindos e que nós possamos ter o prazer de ter pelo menos mais uma ou duas temporadas para ver isso acontecer.

Peço desculpas novamente pela demora e, claro, por essa review corrida. Não dá para fazer uma abordagem como costumo em tão pouco espaço sem que se torne algo cansativo de se ler. Então, espero que vocês tenham gostado e da próxima vez a review vem dupla (7.19 e 7.20)ara que eu possa esmiuçar melhor cada detalhe daquela que SIM, sempre será minha série favorita (não importa sobre qual série eu fale mais no twitter, amigos).
Always.  

PS: Me desculpem novamente.
PS1: Stana cada dia mais linda e eu cada dia mais apaixonada.
PS2: Não iria para Marte, a menos que eu pudesse levar meu estoque particular de bisnaguinhas. 
PS3: A todos que se preocuparam, vieram falar da saudades da reviews e tudo mais: meu mais sincero OBRIGADA. 

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