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Rafael Bürger Rafael Bürger Author
Title: [REVIEW] GAME OF THRONES - S05E03: HIGH SPARROW
Author: Rafael Bürger
Rating 5 of 5 Des:
Esse episódio veio para comprovar que nem de só acontecimentos bombásticos são feitos bons roteiros. Pois apesar do ritmo "lento...


Esse episódio veio para comprovar que nem de só acontecimentos bombásticos são feitos bons roteiros. Pois apesar do ritmo "lento" esse foi com certeza o melhor da temporada até agora, e ainda melhor que muitos episódios da temporada passada.

- Nostalgia: Voltar ao Norte e a Winterfell é sempre desperta profundos sentimentos. Começamos a lembrar de todos os Starks mortos e de tudo que poderia ter acontecido, mas não ocorreu. Enfim, é sempre um momento saudosista. Já está ficando clichê elogiar o desenvolvimento da Sansa e a melhora na atuação da Sophie Turner. Por conta disso não irei me delongar falando sobre ela. Eu até que gostei de terem feito a alteração da história dos livros e estarem casando a Sansa com o Ramsay. É uma linha bem interessante e que promete movimentar bastante a trama. Fiquei bobo de ver o Ramsay conversando com o Mindinho. Será que o menino vai se comportar assim depois do casamento, ou é só fingimento. Theon, ou melhor Fedor, entrou mudo e saiu calado. Eu achei interessante o paralelo que fizeram. Da ultima vez que ele havia estado em Winterfell, era ele quem estava ordenando que corpos fossem pendurados nas muralhas. Já desta vez, ele está no fundo do posso, com seu orgulho quebrado. Outros que entraram na onda da nostalgia foram Brienne e Podrick. Foi interessante relembrar Renly, e entender ao mesmo tempo um pouco mais do que se passa na cabeça dela, e de onde vem as suas motivações.


- Primeiras Lições: Quem diria que um dia eu gostaria do núcleo da Arya. Acho incrível como as lições que ela tem de aprender vão contra tudo aquilo que ela construiu até agora. Primeiro, aprender a servir. Arya odiava a corte pois tinha de aprender a ser prestativa e submissa. Em Harrenhall, ela fugiu por que não queria ser apenas uma criada, e sim uma espadachim. Agora, quando ela está tão perto de conseguir, tem de voltar atrás e aprender a servir. O mesmo digo do aprender a "ser ninguém", ela terá de desistir da sua vingança pessoal. Pois uma pessoa que não é binguem, não pode possuir nada, nem uma lista negra. Eu achei que a Maisie Williams decepcionou um pouco na cena em que se livra dos pertences, mas se imaginarmos que o personagem é irmão do Jon Snow, a falta de expressão deve ser de família...

- Punições: Ser eleito Senhor Comandante da Patrulha da Noite não havia mudado muita coisa na vida de Jon Snow. Ele manteve mais ou menos as mesmas funções que exercia antes e continuou tendo de lidar com seus opositores que o menosprezavam. Porém Janos Slynt passou dos limites mais básicos existentes. Foi uma situação que eu gostei muito de como representaram na série. Ela definiu muito bem o caminho que Jon irá tomar, e que pode leva-lo a um final parecido com o de Ned e Robb Stark. Outra punição que eu gostei foi a do Alto Septão. Como pode tanta hipocrisia, eu fiquei de certo modo enojado ao ver como ele "brincava" com a fé que pregava. Infelizmente, na vida real, isso acontecia na Idade Média, e ainda acontece.


- A Leoa e o Pardal: Cersei estava com sua posição política fragilizada depois que o tio deu uma bela de uma sambada no episódio anterior, o que se agravou ainda mais com o casamento de Tommen. É claro que uma mulher como ela não iria deixar barato. Amei ver ela articulando uma reação a essas "perdas". A conversa dela com Margaery vai ficar marcada como uma dos diálogos mais icônicos da série. Quase morri com as caras de deboche dela, enquanto Cersei fazia a linha de sonsa. A grande cartada foi a aliança com o Alto Pardal, que agora substituirá o antigo Alto Septão no cargo. A aliança com essa vertente fundamentalista da Fé fortalece a posição dela, além de mostra-la como uma defensora dos bons costumes e abafar os boatos de incesto. Se usada direito essa aliança será sua salvação, mas pode ser sua ruína. Ela terá de tomar cuidado, pois é uma faca de dois gumes.

- Volantis: Finalmente, Tyrion e Varys tiveram um destaque maior o quanto mereciam. Gostei de Volantis, apesar de toda a ação do episódio se passar na ponte. Achei polêmica a cena da Sacerdotisa Vermelha. Ela fala bem claramente que Daenerys é o Azor Ahai, a salvadora, e após isso olha diretamente para Tyrion, sugerindo que ele terá um papel importante na trama dela. No final, Jorah captura ele e diz que irá leva-lo para a Rainha. Tentaram deixar uma dúvida de qual seria: Daenerys ou Cersei. Apesar de todos sabermos quem será.

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