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Title: [REVIEW] MAD MEN - S07E11: TIME & LIFE
Author: Bernardo Seben
Rating 5 of 5 Des:
 Ah, Mad Men e sua sublimidade em reciclar alguns dos melhores momentos da série, transformando-os em algo reformado e autêntico. Ah, Ma...

 Ah, Mad Men e sua sublimidade em reciclar alguns dos melhores momentos da série, transformando-os em algo reformado e autêntico. Ah, Mad Men e sua capacidade de manter a imprevisibilidade de seus personagens. Ah, Mad Men sempre priorizando o que tem de melhor, e se encaminhando para um, infelizmente, tão próximo encerramento. Episódios excepcionais como este, aumentam a sensação de que Mad Men fará muita falta futuramente.

"Time & Life" não é apenas o nome do prédio que hospeda a SC&P desde a 4ª temporada. É tempo e vida, na tradução literal. Neste episódio, dirigido por Jared Harris, que nos tempos áureos da série interpretou o singular Lane Price, vimos a agência que acompanhamos durante quase uma centena de episódios, sendo dissolvida. Com a ida de Lou Avery para outro ramo artístico, o genial Don Draper e os demais sócios surgem com a ideia de transferir a agência para a California, no mútuo intuito de preservar o orgulho e independência da empresa, afim de acabarem trabalhando para a famigerada e temida McCann Eriksson, num momento que relembrou o brilhante final da 3ª temporada. E, talvez, por um breve momento, todos nós esperávamos ser possível a SC&P se mudar para milhares de quilômetros de distância de onde estão. O desfecho que essa pequena trama teve, foi uma das melhores e mais acertadas decisões dos roteiristas. O próprio cara da McCann, brilhantemente, disse após ouvir a proposta do Don: não adianta mudar isso, já está feito. Eles morreram e estão indo para o Céu da publicidade. Agora é a hora deles aceitarem e agarrarem a oportunidade. Está na hora de disputar a Champions League da publicidade.

Nem todos viram essa ida ao "céu da publicidade" como algo bom. A Joan, por exemplo, já sabe que não irá evoluir trabalhando na McCann, tampouco terá a mesma liberdade que possuía na Sterling Cooper. A Peggy e o Stan, hesitaram diante da possibilidade de trabalhar no grande "opressor de agências pequenas". Hesitaram, mas depois aceitaram. Os demais funcionários ficaram receosos, e não viram a notícia com bons olhos. A reação deles no final do episódio, diante dos sócios, que insistiam que a mudança era uma coisa boa, foi auto-explicativa.


O episódio contou com outra excelente notícia: o retorno da Trudy. Após a série recentemente, colocar em evidência o fato de que a verdadeira família do Pete é a agência, ele volta a encontrar sua outra família, aquela que ele considera menos importante. Em um momento cômico, sua filha é recusada numa escola, apenas por possuir o sobrenome Campbell. O diretor da escola e o Peter, entram em uma discussão sobre o passado de rivalidade entre suas duas famílias. E que bom ver o personagem de Mad Men que mais evoluiu, tomou uma inesperada atitude para proteger a "honra" de seu nome, de seu sangue. Será que o insuportável Peter das primeiras temporadas faria o mesmo?


É triste ver a Sterling Cooper acabando quase do nada. Também é triste ver a série acabando. É, finalmente estamos vivenciando a agridoce sensação de que o final está chegando. Provavelmente algumas surpresas estão reservadas para os três episódios finais. Esta segunda parte da temporada não iniciou tão bem, mas ganhou bastante fôlego com estes dois últimos e excelentes episódios. Que continue assim!

"Time & Life". Parece que estas duas coisas estão acabando para Don Draper (e infelizmente já acabaram para a Sterling Cooper & Partners).

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