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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: [FILMES] CRÍTICA #64 - MAD MAX - ESTRADA DA FÚRIA
Author: Leandro Cardoso da Cruz
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What a day! What a lovely day! Senhoras e senhores, lhes apresento o melhor filme de ação dos últimos anos! Exagerado? Parcial? Talv...

What a day! What a lovely day!

Senhoras e senhores, lhes apresento o melhor filme de ação dos últimos anos! Exagerado? Parcial? Talvez, mas que é um grande filme, isso é!



Primeiro vamos apresentar o filme. Mad Max é uma franquia que já possui três filmes, o mais recente (antes desse, é claro) é de 1985. Todos eles haviam sido estrelados por Mel Gibson, que era o responsável por dar vida à Max Rockatansky e nesse quarto filme ele é substituído por Tom Hardy. A trilogia original apresenta um mundo a beira do colapso, com as pessoas se matando por gasolina e cada vez mais destruídos pela radiação. É nesse cenário que vive Max, uma figura perdida e atormentada por uma tragédia que ele viveu com sua família.

Ok, fatos apresentados, é interessante evidenciar que a Warner trata de trazer de volta uma franquia com mais de 30 anos. O natural seria o bom (ou não) e velho reboot, certo? Errado! O filme é mais uma sequencia na vida de Max e apesar de isso parecer arriscado (e a fraca bilheteria americana vai mostrando o risco) dá muito certo se você quiser aproveitar um filme diferente do comum. Por que diferente? Hoje o cinema nos apresenta é aquele filme redondinho, auto-explicativo, cheio de flashbacks e discursos para te ajudar a entender. É aqui a diferença de Mad Max: Estrada da Fúria, ele não te explica quase nada! Fica implícito o motivo da loucura de Max, uma breve explicação sobre o que houve com a terra e como funcionam as coisas e é só! E é suficiente, porque o é um filme de ação ao extremo e totalmente surtado!



Max nunca foi um herói, ele é alguém que quer viver sua vida sem esperanças em paz. E como sempre, ele se vê no meio de algo que não é seu problema, mas que ele resolve ajudar. Tom Hardy está ótimo no papel, ele é completamente surtado, arrisco dizer que em um nível que Mel Gibson não havia chegado. Até sua voz de Bane meio estranha cai perfeitamente no personagem. 

A trama aqui é que ele é preso pelos seguidores de Immortan Joe, o líder e controlador da Cidadela. Max é usado como uma bolsa de sangue de Nux, um dos guerreiros de meia-vida que Joe comanda. E é assim que ele entra na história, quando a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) rouba as esposas do líder da Cidadela e os War Boys de Joe são colocados na perseguição.

E é aí que temos a segunda protagonista do filme, que divide importância com Max. Charlize Theron é um badass do começo ao fim e mostra sua obstinação em conseguir salvar as esposas da vida que elas levavam antes. 


Como todos os filmes de Mad Max, o foco são as perseguições. E meus amigos, que perseguições! Todas alucinantes, com os War Boys não se importando em perder a vida para agradar Immortan Joe, com Furiosa fazendo de tudo ao pilotar a Máquina de Guerra para fugir e com Max só querendo sobreviver.

As cenas são gravadas com maestria, a fotografia do filme é perfeita e ajuda muito o fato dele ser quase todo sem uso de computação gráfica. Porque convenhamos, quando um carro explode ou capota, é muito mais legal se isso for feito de verdade!

Se existem pontos a se criticar, eles são mínimos. Acredito que a fraca motivação de Nux ao decidir ajudar Max e a má utilização das esposas de Joe na perseguição sejam coisas que deixaram a desejar.

Talvez minha maior decepção é que o baixo retorno financeiro nos Estados Unidos pode minar uma possível sequencia (que, segundo o direto George Miller, já tem até roteiro pronto). Mas se Miller gastou 200 milhões de dólares para fazer esse filme, forem bem gastos.

E para fechar essa crítica totalmente parcial (porque sim) vamos a uma imagem de uma das melhores coisas do filme (afinal, nada melhor que um cara tocando guitarra no meio de um perseguição!)



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