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Bernardo Seben Bernardo Seben Author
Title: [REVIEW] MAD MEN - S07E12: LOST HORIZON
Author: Bernardo Seben
Rating 5 of 5 Des:
Após um bom tempo marinando, a temporada final de Mad Men enfim está saborosa. Uma pena que esse banquete esteja chegando ao fim, logo ...

Após um bom tempo marinando, a temporada final de Mad Men enfim está saborosa. Uma pena que esse banquete esteja chegando ao fim, logo no auge de sua suculência. Em episódios como "Lost Horizon" - e seus dois igualmente interessantes antecessores -, fica claro que a paciência dos roteiristas em desenvolver e amadurecer os plots da série compensa bastante. Em nenhum momento o roteiro esboçou afobamento, mesmo que nos tenha feito presenciar episódios sem-sal e sem tempero, como "New Business", o nono desta temporada. Por um breve momento, parecia que o final iminente estava tão longe. Agora, o final da jornada de Don Draper está mais perto ainda, e para os fãs, o medo divide lugar com as expectativas.


Será que a história da Joan se encerrou neste episódio?

Ela sendo tratada de forma indigna pelos seus novos colegas de trabalho na McCann, foi um pouco previsível. Porém, a reação da personagem foi imprevisível e admirável. Ela foi sensata e corajosa o suficiente para não deixar os cérebros de azeitona lhe importunarem. Após desafiar Jim Hobart e receber um amigável conselho do Roger, ela deixa a agência, aceitando a proposta de 250 mil do cara que foi seu chefe por alguns breves momentos. A Joan segue seu próprio rumo agora. Seria sensato por parte dos roteiristas encerrar o arco da personagem por aqui? Ou veremos qual será o destino dela? Honestamente, não estou preparado para uma despedida tão crua e inesperada.

A Peggy e o Roger protagonizaram o núcleo cômico do episódio. Ambos frequentaram o mesmo local de trabalho durante quase a série toda, porém pouco interagiram. Neste episódio, a tal interação veio, e deu certo. Uma pena que não fizeram Elisabeth Moss e John Slattery contracenarem com frequência, pois ambos funcionaram muito bem trabalhando juntos.

Agora, os personagens precisam se ajustar ao novo ambiente de trabalho na famosa alavancadora de carreiras McCann Eriksson. A Peggy precisará ascender por sua conta na nova agência, enquanto o Roger terá de lidar com ainda mais ócio (esse sim está no céu da publicidade). Ao mesmo tempo em que há a curiosidade em saber como eles irão se portar no novo ambiente, é preciso lembrar que o final está chegando. Será que haverá tempo para acompanharmos isto? 


Desde que Matthew Weiner deu início a esta série, Don Draper evoluiu de forma constante, se tornando um exemplo de anti-herói ideal, a cada momento-chave da série exemplificando a famosa "curva de personagem". A década de 60 chega ao final, e Don Draper, após tantas mudanças em sua vida, se encaminha para um possível final cíclico. Está terminando da maneira como começou. Irresponsável, ele sai no meio da reunião e dirige alucinadamente para longe de New York, enquanto "conversa" como falecido Cooper, indo a procura da desinteressante Diana. E pouco antes disto, ele "testou as janelas" de seu novo escritório. É, será que abertura série foi, durante este tempo todo, um spoiler do final?

Com tantas perguntas a serem respondidas, e tanto mistério rondando o destino dos interessantíssimos personagens centrais de Mad Men, o final se aproxima. E estamos sentindo a chegada dele. Agora cabe a Matthew Weiner liderar a produção dos episódios finais. Ele irá dirigir e roteirizar os dois últimos (mas receberá um apoio da roteirista Carly Wray no penúltimo). Matthew escreverá e transformará seu texto em uma obra audiovisual. E esperamos mesmo que seja uma obra, como foi toda a série.

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