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Rafael Bürger Rafael Bürger Author
Title: [REVIEW] PENNY DREADFUL - S02E01: FRESH HELL
Author: Rafael Bürger
Rating 5 of 5 Des:
Quem nasceu para ser HBO, nunca será Showtime. Zoeiras à parte, acho que não existe outra emissora que saiba se aproveitar tão bem ...


Quem nasceu para ser HBO, nunca será Showtime. Zoeiras à parte, acho que não existe outra emissora que saiba se aproveitar tão bem da internet e da pirataria para promover as suas séries. Seguindo a tradição, ela disponibilizou o primeiro episódio da temporada em seu canal do youtube duas semanas antes da estréia na Tv. Eu, assim como muitos outros fãs, não conseguimos nos segurar e corremo logo assistir. Se você conseguiu esperar até a estréia, merece um prêmio.

- Cena Inicial: Eu fiquei muito surpreso na escolha do roteirista, John Logan, em continuar a temporada exatamente de onde a outra parou. É uma decisão bem arriscada, em questões como continuidade, mas eu gostei e o resultado não decepcionou. Aparentemente, Vanessa é induzida a uma visão por algum feitiço lançado por Madame Kali. Varios flashes foram mostrados, que podem ser tanto do futuro quando do passado. Alguns deles coincidem com fotos promocionais liberadas do terceiro episódio desta temporada, o que indica que logo teremos algumas respostas. Na temporada passada, após o quinto episódio, achamos que sabíamos tudo o que importava no passado de Vanessa. Mas essa premiere sugere que em alguma parte do passado dela não apresentado ela já enfrentou ou esteve em contato essas bruxas.


- Lupus Dei: Se tem uma coisa que tem me intrigado desde que assisti o episódio é o conceito do "Lupus Dei", que em latim significa Lobo de Deus. É assim que Ethan é chamado por Hecate, filha de Madame Kali. Consequentemente, minha curiosidade sobre o passado dele só aumentou. Eu ouvi algumas teorias de quele havia sido um padre, pelo fato dele saber sobre o ritual do exorcismo. Ela acaba sendo fortalecida por essa nomeação que ele recebe, afinal dá a entender que ele está a serviço de Deus. A cena do ataque no coche foi muito bem feita. A tensão e o desespero eram palpáveis. Eu tenho shippado Vanessa e Ethan desde o começo da temporada passada, e agora que a Brona está "morta" eu posso shippar loucamente os dois. Nem preciso dizer que fiquei muito feliz ao ver Ethan desistir de ir embora e ficar por Vanessa.

- Assassinatos e Cera: John Logan sempre acha uma maneira de introduzir alguma característica da cultura vitoriana na série. Na temporada passada tivemos os teatros de terror, os clubes de apostas, as sessões espíritas em festas, e muitas outras. Nessa premiere tivemos Caliban encontrando um emprego em um Museu de Cera. Acho difícil encontrar algo tão Vitoriano quanto eles. O primeiro foi criado em 1835 pela famosa Madame Tussaud, o sucesso dele iria permitir o surgimento de muitos outros tornando-se uma verdadeira febre que sobrevive até hoje. Enquanto que atualmente gostamos de tirar fotos com celebridades, os Vitorianos preferiam reconstituições de crimes e cenas mais grotescas, a moda era o escuro, o medonho e o gótico. Esse núcleo tem bastante potencial, e a relação entre Caliban e a menina cega, Lavínia, deve render bons plots.


- Uma Noiva: Fiquei o episódio inteiro esperando a bendita ressuscitar, e só ressuscitam ela no final! Billie Piper, nos poucos minutos de tela que teve, arrasou na atuação. Eu amo a expressividade dela, não é preciso dizer para perceber o que o personagem dela está sentindo e seus conflitos internos. Esse episódio deu indícios de que Dr. Frankenstein pode estar gostando de Brona. Na minha opinião é apenas a atração que ele sente por suas "criações perfeitas", um tipo de narcisismo, unida aos impulsos instintivos de sair do grupo dos virgens. Pode esperar que deve vir treta entre ele e o Caliban.

- Salão dos Ossos: O núcleo da Evelyn Poole (Vulgo Madame Kali) e suas Bruxas conseguiu superar todas as minhas expectativas. A cenografia, o figurino, as atuações e a música, tudo estava na medida certa entre o clássico e o clichê contemporâneo. Falando na música, as legendas com as quais eu assisti vieram com a letra dela traduzida. Imagino como foi a composição dela, por que é de uma beleza poética incrível e caiu como uma luva no contexto da série. Achei muita sacanagem elas usarem o Verbis Diablo e não ter nenhuma legenda para entendermos o que elas dizem. Minha curiosidade me consome. Está aí uma coisa mais legal que uma bengala com uma arma embutida, um anel com laminas retráteis. Achei tendência, fica a dica para o pessoal que fabrica objetos de séries. Estou ansioso para ver a Evelyn seduzindo o Sir Malcolm. Aliás falando nele, fiquei surpreso da esposa dele ainda estar viva, afinal, eles agem como se o outro estivesse morto. O diálogo dos dois no túmulo da Mina foi muito bem escrito e coloca definitivamente uma pedra no plot principal da temporada passada.


No final aprendemos com Vanessa um jeito de espantar coisas ruins melhor que sal grosso (ok, nem tão melhor assim). Acho que todos nos perguntamos qual a necessidade de desenhar um escorpião de sangue no chão. Nas minhas pesquisas eu descobri que o Escorpião é o símbolo da proteção divina contra o mal. O que explica também suas aparições frequentes em cartazes e material de divulgação da série, quase sempre associados a Vanessa.


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