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Ayla Aguiar Ayla Aguiar Author
Title: [C. NERD] RESENHA - A RAINHA VERMELHA
Author: Ayla Aguiar
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O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados...



O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?


Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.



Existe dois tipos de sangue nessa distopia futurística: o vermelho, que não tem nada de de especial, e as pessoas que o possuem são escravizadas, e o prateado, que tem poderes a lá X-Men, que governam o povo, com uma monarquia extremamente rígida, violenta para os vermelhos, e dividida.

Então, a história se constrói em cima da Mare tentando sobreviver e ajudar a família pobre, roubando dos outros. Ela tem a ajuda do amigo Kilorn, ambos de sangue vermelho e inferiores. E do outro lado, na Monarquia temos os príncipes Cal e Maven, junto com a família real abusiva.

Quando a Mare vai parar no palácio a trabalho, a única forma de escapar da chamada obrigatória do exército, ela descobre que tem poderes. E daí ela acaba tendo que fingir ser uma princesa perdida pra sobreviver a corte, fingindo ser noiva do príncipe Maven.

E no meio disso tudo: temos uma revolução começando a tomar forma. Com a liderança da Farley.


"Todo mundo pode trair todo mundo"

Então, o livro tem milhares de referências: desde X-Men com relação aos poderes, até Game Of Thrones, quando ela fala que a corte dos prateados é dividida em casas. Tem algum tipo de referência a quase todas as boas distopias que li. 

Mas como minhas amigas disseram: o negócio é saber conduzir a história, saber te surpreender apesar do óbvio, e te fazer gritar, xingar, ficar apenas putissima com a autora e os personagens. Foi tanta reviravolta, tanto tapa, que eu eu resolvi acampar no chão e fazer amizade com ele. Porque olha, loucura. Apenas. 

E os personagens! Meu Deus eu assumo: fui trouxa por uns ai. Foi um dos maiores tapas, mesmo sendo constantemente avisada. Olha, não achei que fosse ser otária, mas eu fui otária, LEVEI NA CARA DEMAIS! 

Mas assim, deixa eu dizer uma coisa: não gostei de alguns personagens. Tipo o Kilorn, eu só conseguia visualizar uma criança mimada demais querendo chamar a atenção do crush. Não meu filho, você pare. E vi um pouco disso no Maven tbm. Muito mimimi, querendo chamar a atenção dos pais. Affs.

E tá aí uma coisa sobre a revolução e seus lideres e táticas. Que nas outras reviews que li, também achei tudo muito crianção, não souberam organizar direito o final. Tá, eles foram manipulados, mas enfim, poderia ter sido melhor um pouco.

Mas assumo (e sinto que irei levar pedradas): adorei a Mare. Ela pode ter oscilado muito, mas não consigo odiá-la. E nem ficar impassível. A menina sofreu o diabo a quatro com essa corte doida, pra tentar sobreviver e salvar a família, então assim, não tem como não querer protegê-la. 

Agora sobre o final: uma parte foi óbvio, e foi justamente por isso que me surpreendi hauhauahuahauhua. A outra parte foi o maior tapa do livro TODO! E tomara que nesse segundo livro a Victoria explique mais como surgiu essa diferença entre os seres humanos. Eu realmente curiosa.

Para finalizar: quero o segundo na mão pra ontem, me dá gente! O primeiro foi tão digno, que nossa Senhora, eu até agora me recuperando e insanamente querendo o segundo.


NÚMERO DE PÁGINAS: 419
EDITORA: Seguinte
LANÇAMENTO: 2015
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