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W.H. Pimentel W.H. Pimentel Author
Title: [REVIEW] - THE ASTRONAUT WIVES CLUB
Author: W.H. Pimentel
Rating 5 of 5 Des:
E assim eu sofri muito com o final de mais uma minissérie da TV americana. Após dez episódios magníficos e de partir o coração, finalme...
E assim eu sofri muito com o final de mais uma minissérie da TV americana.

Após dez episódios magníficos e de partir o coração, finalmente chegou à conclusão uma das melhores séries dessa summer season (junto com Sense8 e Wayward Pines), The Astronaut Wives Club. A série, inspirada no livro de mesmo nome, de Lily Koppel, retrata a vida das esposas do primeiro grupo de astronautas: Os Mercury Seven.

Ao longo dos episódios, podemos acompanhar de perto a rotina dessas sete esposas de se admirar, e acabamos nos apegando bastante a cada uma delas e cada uma de suas histórias marcantes. Logo de cara, The Astronaut Wives Club nos põe em um estado de tensão ao ver as nobres esposas ao lado de Louise Sheppard, que estava quase enlouquecendo (por dentro) e não queria a ajuda de ninguém num momento tão crucial como aquele. Confesso que a julguei no primeiro episódio, mas ao terminar a série, é bastante compreensível ela ter tomado uma atitude dessas: Louise já havia perdido a sua irmã, a sua família praticamente inteira e adotou sua sobrinha, que praticamente a odeia. Seu marido - ou seja, sua vida como esposa e dona de casa - era literalmente tudo o que ela tinha e o mero pensamento de perder isso a assustava mais do que qualquer coisa no mundo todo.

Jo Schirra e Marge Slayton foram as duas esposas que eu não vi tanto foco na minissérie, mas que certamente não foram nem um pouco menos importante por causa disso. Marge sempre foi a mulher forte, que não se rebaixava para ninguém e que, mesmo possuindo os seus segredos, colocava a integridade acima de tudo. Jo, uma fofura de esposa, nunca fez nada além de proteger todos ao seu redor e passava por cima de quem tivesse que passar para ver a sua família e seus amigos sãos e salvos. Meu Deus! Como eu admiro a Marge e a Jo! Os últimos episódios foram cruciais para me fazer amá-las mais ainda e ver que após o fim do clube, elas seguiram suas carreiras independentes e mesmo assim não deixaram de ser amigas das outras esposas foi algo digno de muito respeito. 

Já com a Trudy eu tive uma relação de amor de ódio desde o começo e queimei a língua inúmeras vezes desde a minha primeira review sobre ela. Essa mulher é, sem dúvida alguma, a mulher mais batalhadora e destemida que eu já tive o prazer de conhecer! Trudy, a esposa de Gordon Cooper que não faz questão de receber esse título. Trudy, a piloto que não liga para a sociedade machista e procura um espaço igualitário para as mulheres. Trudy, a mulher que, por mais que possuísse um sonho próprio, foi leal o suficiente para ficar ao lado de Gordon, independentemente das decisões que esse tivesse tomado. Trudy, aquela que não se contentou em apenas ficar em casa e quis conhecer o mundo e nada, nem ninguém, poderia impedí-la de fazê-lo.


A Annie foi uma das que eu mais simpatizei logo de cara. Com o seu jeito meigo e acolhedor, realmente não havia nenhuma maneira de eu não gostar da Annie e gente, como eu amei essa mulher! Ela passou de uma pessoa envergonhada com o que a mídia teria a dizer sobre seus problemas com dicção para uma líder política - por assim dizer - que apoiaria a candidatura do marido, faria seus trabalhos sociais e colocaria um fim (ou faria tudo o que estivesse em seu poder) nas divergências de raça e gênero. Basta dar uma olhada sobre Annie Glenn no google que é possível ver o quanto essa mulher mudou ao mundo e o quanto eu tenho orgulho de ter aprendido sobre ela. 

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Rene foi a primeira que eu já sabia que iria amar. Aquela mulher linda, desinibida e bem humorada, dona de casa, esposa e que ainda tem tempo de causar boa impressão sem medo do que os outros pensarão sobre ela. Relembrando o episódio em que é a vez do Scott, sinto uma pontada ao ouvir o discurso dessa incrível moça sobre não rezar pela proteção do marido, e logo após, a sua justificativa do porquê não iria fazê-lo. Como se essa cena não fosse de partir o coração, ela e Scott ainda partilharam mais momentos (se não os maiores momentos) heartbreakings da série inteira, desde Scott comentando que se sentiu muito perto do filho deles até o último encontro, em que ela se demonstra feliz por ele ter finalmente conhecido alguém. Rene, essa deusa, revolucionou a televisão americana e conseguiu um espaço (na mídia) que Trudy e Annie também batalharam em suas respectivas áreas. Aplausos para essa linda mulher!

E por fim, mas nem um pouco menos importante, a incrível Betty Grissom. De longe, a história dela é a que mais me fez chorar no decorrer da minissérie e sinto muito que ela tenha perdido o marido de uma forma tão trágica, mas são coisas da vida. Torci muito para ela vencer o processo e como eu não pesquisei NADA sobre a série (já que eu queria sentir tudo com um impacto maior), fiquei muito triste com a morte do Gus e incrivelmente feliz ao ver a minha heroína vencendo o processo contra a North American. De todas as esposas, Betty foi a única que me fez chorar e o episódio oito, inteiramente focado nela, me atingiu de uma maneira inexplicável. Como se ela não fosse uma batalhadora incrível o suficiente, ao final da série, me foi revelado que ela nunca casou de novo e se manteve sempre leal ao Gus. Gente, eu já estou chorando aqui, desculpa.


Enfim, eu dedico esse texto à todas as Astronaut Wives e aos astronautas do Mercury Seven, especialmente aquelas e aqueles que não estão mais entre nós (Wally e Jo Schirra, Alan e Louise Sheppard, Gordon e Trudy Cooper, Deke e Marge Slayton, Scott Carpenter e, inesquecivelmente, Gus Grissom). E aos que restaram entre nós, por mais que não leiam este texto, gostaria de enviar um grande abraço, pois Annie e John Glenn, Betty Grissom e Rene Carpenter são pessoas incríveis que todos devem conhecer mais sobre.  
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