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Title: [REVIEW] HOW TO GET AWAY WITH MURDER - S02E05: MEET BONNIE
Author: Lara Séphora
Rating 5 of 5 Des:
Uma salva de palmas pra Annalise Keating, que estava mais preparada pra fazer o ENEM do que 75% da população brasileira. E digo isso se...

Uma salva de palmas pra Annalise Keating, que estava mais preparada pra fazer o ENEM do que 75% da população brasileira. E digo isso sem falso tom de gracejo.

HTGAWMurder faz certo, faz direitinho, claro, depois de esgotar todas as possibilidades do errado. Uma a uma nossas expectativas vão morrendo e seu pó é esquecido, cada gancho é bem amarrado e todos os plots giram em torno da perfeição. Fico surpresa como sou feita de trouxa repetida vezes durante um episódio e só consigo pensar: fenomenal!

Nessa semana tivemos uma deliciosa surpresa. Asher e Bonnie estrelaram o episódio. O nome deveria ser um presságio do que estava por vir, porém a prática foi impecável. Tivemos um clima tenso, o aflorar de um Asher escanteado, esquecido, diminuído pela ignorância. Um personagem que não tinha nada a oferecer tem finalmente seu engatinhar, tropeça nos próprios pés ao fazer algo importante, não passa segurança, tenta mostrar a que veio, mas sempre tenho aquela sensação de inutilidade inerte. Vejam bem, não me refiro ao ator, mas o personagem em si. Agora, devo admitir que são interessantes as perspectivas que ele lança sobre o enredo, fico ainda mais contente por isso envolver diretamente a Bonnie, aquela criatura tão sem sal e que finalmente ganha destaque, que finalmente se mostra a víbora que todos esperávamos que ela seria.


Já disse que não aguento a Annalise e o Nate, mas eu retiro o que disse. ELES-SE-MERECEM(!!). Nunca vi tanta gente ruim reunida num carro. Sério, bateria facilmente palmas pra quem colocasse uma bomba lá dentro. Me doeu profundamente ver a Annalise citando o santo nome da Eve em vão, só pra reafirmar aquela dolorosa e penosa condição de ser mais um peão no jogo de xadrez da vida. Confesso que não consegui ficar surpresa com ela jogando a carta da esposa suicida na cara do Nate pra ver se ele finalmente falava do Wes, sério, escrúpulo passou longe daquela moça. Quando essa série terminar vamos ter um marco nas bitches, a Annalise como rainha suprema de toda a categoria.


Mudando drasticamente de assunto pra parte que eu mais gosto de falar: os ships. Oliver e Connor, seus lindos, nos presentearam como o primeiro “Eu te amo”. Nossa, meu coração parou por alguns instantes, foi lindo ver esse amadurecimento do Connor, que finalmente parou de ser uma rapariga dada e se tornou uma pessoa apaixonada, um homem decente e que consegue finalmente medir seus atos, pensar no próximo principalmente se este divide a cama com ele... Ok, não vamos categorizar esse tipo de bondade. Esse episódio também nos trouxe o momento da verdade para Michaela e o boy-magia-das-trevas, finalmente descobrimos de Levi é Egg911... E como era de se esperar, a Michaela não ficou muito feliz com isso. Fiquei bem triste por ela não ter batido no Wes na hora, mas a vida segue por aí, né... Era um casal que inspirava futuro – nada como um Frank e Laurel, mas como Asher e Bonnie, que eventualmente teriam seu momento, estou torcendo que essa história não termine por aqui.

E por falar em Frank, OBRIGADA MUNDO pelo closer naquele abdômen. Fazia tempo que eu não me deparava com uma visão daquela. Eu adoro casais animados, fogosos. Laurel e Frank são exatamente assim. Aquela cena no porão só sei descrever como perfeita.

Só temos mais dois pontos a tratar: a criação de expectativas falsas e os irmãos que não são Lannister. Desde a cena do rato no porão da Annalise, cria-se todo o corpo para uma cena que promete destruição e no final vira uma espécie de piada sem graça. Involuntariamente, ficamos decepcionados com a mesmice dos acontecimentos – no caso da mala esperávamos encontrar o corpo da Rebecca, mas era dinheiro. Eu já estava rouca de tanto gritar "é agora, é agora, lascou tudo, para mundo que eu eu vou descer". Não retiro o brilhantismo do esquema, só acho que nossos feelings não são brinquedos.

E pra finalizar, percebemos que estacamos no caso dos irmãos, e quanto mais moemos no tribunal, mais odeio aquela promotora e mais acho digno que aquela nojenta morta e enterrada a sete palmos.

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