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W.H. Pimentel W.H. Pimentel Author
Title: [REVIEW] DOCTOR WHO - S09E05/06 - THE GIRL WHO DIED/THE WOMAN WHO LIVED
Author: W.H. Pimentel
Rating 5 of 5 Des:
Vai acontecer uma treta muito louca. Já que Doctor Who mexe com viagem no tempo, é justo dizer que essa review  veio do passado para re...
Vai acontecer uma treta muito louca.

Já que Doctor Who mexe com viagem no tempo, é justo dizer que essa review veio do passado para relembrar os episódios cinco e seis dessa temporada magnífica que a série tem nos apresentado. Preparados? Simbora!


"The Girl Who Died" foi um episódio simplesmente esperto. Diferente das outras duplas da temporada (The Magician's Apprentice/The Witch's Familiar e Under the Lake/Before the Flood), essa combinação de The Girl Who Died e The Woman Who Lived aprofundou mais sobre a conexão que o Doutor estabelece com as almas daqueles que ele salva. Os personagens deste episódio não passavam de moradores de uma vila de vikings, mas cada um tinha o seu potencial próprio e todos eles foram realmente aproveitados.

E era lógico que tinha que ter alguma invasão alienígena para combinar com a série, não é verdade? Depois de se passar por Odin, o líder dos Mire acabou abduzindo um bocado de moradores do vilarejo - os lutadores, para ser mais exato - e enviou Clara e Ashildr de volta para comunicar que elas teriam a batalha que pediram. Embora acreditasse que os Mire voltariam para acabar com a vila, não esperava de forma alguma que eles seriam DESAFIADOS a isso, especialmente pela personagem da Maisie Williams (afinal, isso tem mais a cara do Doutor ou da Amy), mas como a série tem que dar seus pulos para poder resolver os problemas, depois de bastante cenas hilárias e uma sequência de fracassos, eis que o Doutor teve uma ideia brilhante.

Combinando os costumes locais, um pouco de ilusão de ótica e muito samba na cara, o Doutor acabou virando o trunfo dos Mire e transformando-o em sua maior fraqueza. Diante dos olhos de Ashildr, Um barco viking de madeira era uma serpente do mar e, combinando isso com a ilusão de ótica, todos os Mire bateram em retirada amedrontados, deixando o seu líder com uma promessa de vingança sobre o Doutor e Ashildr, morta.


Ou será que não? Utilizando a tecnologia dos próprios Mire, o Doutor concedeu à Ashildr dois chips de ressurreição, o primeiro sendo utilizado na mesma e o segundo, para quando ela finalmente entendesse. E foi isso que "The Woman Who Lived", também cheio das referências, abordou. Até quando a imortalidade pode afetar a personalidade de uma pessoa? Até que ponto chega alguém sem humanidade e sem todas as suas memórias?

Após receber o chip de imortalidade, Ashildr se tornou uma anomalia no universo e logo, acabou encontrando amizades erradas no seu caminho - mas claro, se tornou uma bicha poderosa e destruidora antes disso -, além de responder ao nome de "Me", ou Lady Me, como prefiro chamar. Lady Me sofreu pra caramba após se tornar imortal, tendo dado a luz à três crianças que morreram por consequência da Peste Negra, e cansada de suas perdas, Lady Me decidiu que trilharia seu próprio caminho, vivendo sozinha e sem a companhia de qualquer pessoa.


Era essa a sua ideia. No entanto, o Doutor mais uma vez cruzou o seu caminho, e dessa vez, Clara não foi com ele. Por alguma razão, ele procurava pelo mesmo artefato que Lady Me e logo os dois entraram em conflito em relação a "Os Olhos de Hades", cujo pode abrir um buraco no espaço e intercalar duas dimensões (?). Como se já não bastasse Lady Me ser procurada como um ladrão mascarado, a criatura ainda se meteu com um alienígena leonino que queria trazer meteoros à Terra ao custo de uma morte, e o bandido conseguiu.


Em desespero, Lady Me e o Doutor procuravam um jeito de trazer o morto de volta à vida, e foi aí que ela lembrou do segundo chip de ressurreição. Tudo se resolveu e os dois foram para o bar tomar umas biritas, onde se iniciou uma conversa um tanto quanto sombria. Lady Me revelou ao Doutor que ainda desejava viajar com ele, mas como todos nós sabemos, a TARDIS rejeita anomalias, como fez com o citado no episódio Capitão Jack Harkness (cujo vai encontrar com Lady Me em algum momento), o Doutor recusou a oferta dela. Ficou claro que Lady Me iria permanecer na vida do Doutor, vigiando pelas companions que ele abandona, que abandonam ele ou que ficaram presas em alguma linha temporal, assim como gosto de pensar que o Capt. Jack Harkness faz, e qual foi a surpresa do Doutor ao ver Lady Me numa selfie da Clara? Ficamos todos em choque e a frase da moça "Eu não irei a lugar algum" só nos fez sentir mais doloridos ainda.

Promo do próximo episódio:

PS¹: Morri com os flashbacks da Donna e do Tenth, mas fiquei desapontado que o 12th não revisitou Pompeia.
PS²: Maisie Williams continuará na série como recorrente, e estou com bastante medo dela se envolver na despedida da Clara.
PS³: Missy, cadê tu mulher?
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