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W.H. Pimentel W.H. Pimentel Author
Title: [REVIEW] DOCTOR WHO - S09E09-12 [SEASON FINALE]
Author: W.H. Pimentel
Rating 5 of 5 Des:
"Eu previ tudo isso! Pela selvageria e pelos ventos! O Doutor estará aqui para testemunhar o fim de tudo! O Doutor e suas preciosa...
"Eu previ tudo isso! Pela selvageria e pelos ventos! O Doutor estará aqui para testemunhar o fim de tudo! O Doutor e suas preciosas crianças do tempo! E uma delas irá morrer!"

Últimos quatro episódios da temporada e como a série ainda não tinha nos decepcionado em termos de qualidade de storyline (porque não dá para negar, a S09 foi maravilhosa em enredo), TINHAM QUE CRIAR UM EPISÓDIO MISERÁVEL NO MEIO DE UMA PERFEIÇÃO.


Sério, já procurei N jeitos de falar de "Sleep No More" sem perder a paciência, mas não dá. Nada naquele episódio teve o menor sentido, tanto que o próprio Doutor questionou tudo aquilo que estava acontecendo e não encontrou nenhuma explicação. Me diz, quando foi a vez que o Doutor já fez isso na história de Doctor Who? Hein? Hein? Enfim, passemos para a finale tripla que rasgou meu coração em pedaços.

"Face the Raven" resgatou um personagem avulso que eu adoro, o Rigsy, lá de "Flatline" na oitava temporada. Rigsy, agora com família, foi encurralado pela diaba da Me e acabou com uma tatuagem mortal no pescoço e um desafio de encarar um corvo (?????) para mostrar sua bravura antes de sua morte. Confesso que não fui fã dessa história toda, mas o desenrolar daquilo acabou me interessando. Me, endiabrada como sempre, tinha um plano super pior em mente que consistia em enviar o Doutor para Deus sabe onde, e Clara ficaria para trás. Mas, nossa linda Srta. Oswald encontrou uma saída e salvou o Rigsy, mesmo que isso assinasse o seu fim para sempre. Esse é um dos motivos por eu sempre ter amado a Clara: Desde sua primeira aparição (Asylum of the Daleks), ela nunca se mostrou alguém que precisasse de ajuda, mas sim uma parceira de combate, uma parceira de aventuras, alguém leal e acima de tudo, alguém disposto a dar a sua vida para salvar o Doutor.


Foi brutal, foi escasso e foi uma trollada. Clara Oswald morreu em "Face the Raven" e a profecia de Dalek Caan enfim foi cumprida (lembrando que isso é uma teoria minha, apenas). Me conseguiu a confissão do Doutor e ele foi enviado para Deus sabe onde, mas não antes de deixar Me completamente aterrorizada após a morte de Clara. E então nós começamos "Heaven Sent", o segundo episódio da trilogia e, por praticamente todos os minutos, era apenas Peter Capaldi versus um monstro desconhecido. Cara, a direção desse episódio me deu arrepios. Era aterrorizante, era enigmático, era mind-blowing e muito bem atuado. Peter deu um show com todas as suas falas e honrou o nome do Doutor ao não dar ousadia nenhuma à seus inimigos e revelar sobre o tal híbrido que vem recorrendo a temporada inteira.

Como era de se esperar, eu já estava em prantos sem fim com a última sequência dele morrendo, voltando ao local (tossindo) e falando sozinho por quantos anos ele ficou aprisionado na sua confissão - que milagrosamente eu acertei o que era logo que ele chegou -. Toda a sua batalha contra seus inimigos, seus segredos e o tempo em geral resultou em um dos episódios mais potentes que Doctor Who já produziu e um retorno de arrepiar até os cabelos do pé: Gallifrey!

Nós já tínhamos berrado, apertado o travesseiro/almofada, arregalado os olhos e (uma boa parte dos Whovians) chorado feito loucos nesses dois episódios, mas não satisfeitos, jogaram "Hell Bent" na nossa cara assim sem mais nem menos e eu, claramente, não estava nem um pouco preparado para tudo aquilo. O Doutor voltou à Gallifrey, baniu o Time Lord que não aprovava e fez uma algazarra com a "promessa" de que contaria tudo sobre o híbrido, mas com uma pequena condição: Ele traria Clara de volta. EU. CAÍ. DO. SOFÁ.


Duas semanas tinham se passado e quando eu finalmente superei a morte de Clara, o Doutor arranca ela de sua morte e, consequentemente, ela não tem nenhum pulso ou coisa parecida. Por uma última vez, vimos o Doutor e a Clara correndo como nunca, desviando dos seus inimigos feito dois melhores amigos malucos e trollando quem tivessem que trollar, fora a referência magnífica da primeira TARDIS do Doutor, que foi exatamente a Clara quem escolheu para ele. Digam-me, poderia ser mais brilhante? Eu não achei que poderia, mas eu estava enganado. Sem ter mais o que inventar para Clara ser salva definitivamente, o Doutor a levou até o final do universo, onde deu de cara com Me e revelou tudo o que nós não sabíamos (ou sabíamos) desde o começo da temporada. Ele era o híbrido e queria apenas salvar a sua amiga, o que depois de perder tanta gente, não posso julgá-lo por fazer o que ele fez.


Mas Me não ia deixar barato. Ela queria mais, ela queria ver o Doutor se despedindo dela e foi exatamente isso que ele sugeriu, dando a entender que Clara teria o mesmo destino que Donna Noble. Creio que nesse diálogo, ninguém estava mais se segurando de ansiedade e ver Clara sambando na cara do "Último dos Senhores do Tempo" foi impagável. Meu Deus, como eu amo essa companion! (In)felizmente, os dois se separaram e ele teve a experiência que Donna teve, a de esquecer alguém muito importante. Claro, ele ainda lembra que os dois tiveram aventuras juntos, só não se lembra como tudo isso aconteceu, e foi aí que a Clara, mais uma vez, ganhou meu coração. Usando a lanchonete em que o Doutor impediu a sua própria morte através de um plano com Amy, Rory e River (cujos Clara sabe quem são), ela deu uma oportunidade do seu melhor amigo conhecê-la pela última vez. Ela deu a ele a chance que Donna mal teve. Clara teve compaixão.

Em suma, eu não sei exatamente como lidar com esse episódio. Desde a entrada da Clara em Asylum of the Daleks eu me apeguei à personagem com o seu jeito fofo e engraçado de ser, e como se não bastasse, a nova personalidade dela em The Snowmen me conquista de novo com "It's smaller on the ouside".  Dada as circunstâncias da oitava temporada, temia que Clara não voltasse bem nessa nona e adorei ter estado muito errado a respeito disso. Ela não voltou bem, ela voltou ESPETACULAR. Ela sabia mexer na TARDIS, sabia que não se pode brincar com pontos fixos no tempo e acima de tudo, sabia como lidar diante de uma armadilha alienígena de um jeito que Rose, Martha, Donna, Amy e Rory (ok talvez Rory sim) nunca souberam.

E o final dela foi maravilhoso. Não por ela ter sobrevivido ou por adiar a sua morte por mais alguns tempos, mas sim, por deixar em aberto a possibilidade de um retorno para quando, enfim, o Doutor se juntar aos outros doze doutores para salvar Gallifrey; além do que, fez jus à sua primeira aparição na vida do Doutor: Roubando uma TARDIS para partir numa aventura. Clara Oswin Oswald, sentirei a sua falta hoje e todos os dias que virão, mas diferente das outras companions, terei a melhor lembrança possível de você e seu final lindo, coisa que faltou em Journey's End e The Angels Take Manhattan, por mais que tivessem sido episódios emocionantes, não deram finais realmente gratificantes às companions e de uma forma ou outra, todo mundo se ferrou. Mas não a Clara, e justamente por ela ser diferente e mais astuta que ouso dizer ter sido a companion que melhor aproveitou o seu tempo com o Doutor.

Run You Clever Girl, We Will Remember You.

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