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Mariana Ribeiro Mariana Ribeiro Author
Title: [REVIEW] FAMILY GUY - S14E16: THE HEARTBREAK DOG
Author: Mariana Ribeiro
Rating 5 of 5 Des:
Depois de um episódio com um tema simples, mas bem originalmente construído, temos um episódio com um tema que quase não pensamos de fa...

Depois de um episódio com um tema simples, mas bem originalmente construído, temos um episódio com um tema que quase não pensamos de fato, mas que foi um tanto morno, apesar também da avalanche de auto referência que presenciamos. 

Acontece que o foco do episódio foi Bonnie e seus sonhos frustrados por ter passado a sua vida adulta cuidando de Joe, após seu acidente. Claro que já sabíamos, por meio de desejos obscuros de Bonnie em relação à morte de Joe, que nos são mostrados às vezes, do fato de que Bonnie tem um grande peso em relação ao seu casamento e tudo o que passou com Joe. O que é compreensível. Porém, como a história seria muito simples assim, tivemos nosso previsível Brian, que ao tentar ser gentil, acaba dando uma de intrometido e fazendo como sempre faz, isto é, causando intrigas com as mulheres e seus maridos. 

Já Joe, após descobrir de um beijo que rolou entre Bonnie e Brian, se mostra bem vingativo, bem mais do que imaginaríamos que Joe seria com seu jeito tranquilo de ser policial, apesar das desafinações horríveis de sua voz, que aumenta e diminui de volume drasticamente, mostrando, e aqui vai a minha teoria sobre Joe, o quão desesperado e ansioso ele é em seu profundo interior. No entanto, o que foi legal nesse episódio não é nem mesmo a história em si, mas as cenas como aquela em que Quagmire, Cleveland, Peter e Lois tentam falar com Joe para que este deixe de torturar Brian, e, após opiniões de todos, a galera acaba concordando que Bonnie e Brian são péssimos e esquecem até mesmo o que iriam falar com Joe. Não me perguntem como isso aconteceu porque eu mesma tive que assistir duas vezes para acreditar. 


Outra cena muito inverossímil e, por isso mesmo, cômica, foi a de Peter descobrindo por meio de um inocente jogo de mímica que Brian e Bonnie haviam se beijado, tipo, do nada. Também tivemos outras cenas que derrubaram o ilusionismo e a quarta parede, por assim dizer, como a referência à Juliette Lewis e sua suposta mania de beijar cães, afirmação cuja ausência de fonte até mesmo Chris questiona, a família falando suas lições de moral aprendidas toda ao mesmo tempo, pois, segundo Peter e nossa barra de progresso do player só restavam 15 segundos para o fim do episódio e, também, Peter se dirigindo ao telespectador, bem à la Deadpool em suas histórias.


Fora isso, tivemos o que eu considero um total preenchimento de tempo desnecessário que envolveu Meg e Chris roubando de idosos em uma casa de repouso onde Meg vai trabalhar. Em geral, não achei que muita coisa valeu a pena não, e mesmo a auto referência, que sempre é uma maneira inteligente da série ou texto brincar com a própria série ou texto, me pareceu uma forma de compensação pela falta de uma história que realmente fizesse efeito no mundo de Quahog – uma vez que tudo acabou tão na paz que foi como se nem mesmo tivesse começado - ou mesmo em nossos vinte minutos em frente à tela. É, não adianta caprichar na forma e deixar a desejar no conteúdo né?

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