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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: [REVIEW] NCIS - S13E18: SCOPE
Author: Lilian Zin
Rating 5 of 5 Des:
“You know, the thing is, I was fighting myself you know, trying to be some empty version of what I was before. But, uh I think I need to ...
“You know, the thing is, I was fighting myself you know, trying to be some empty version of what I was before. But, uh I think I need to try and find a way to be who I am now.” – Gunnery Sergeant Aaron Davis

300 STRONG!

Ainda estou tentando encontrar palavras suficientes para descrever Scope. No começo achei que seria um episódio bem normal. Porém, ao longo do episódio, fiquei extremamente aliviada por estar errada.

Quando a Chief Petty Officer Elaine Dodd e seu marido são assassinados na Síria, a equipe é chamada para ajudar na captura do assassino. Porém nada em NCIS é convencional. A arma utilizada era uma XR-30, aparentemente um rifle comum. Porém o scope dela era o que mais chamava a atenção: uma vez que o alvo era identificado pelo sniper, o scope fazia o resto, com 2000 metros de alcance. O que prendeu o episódio foi o fato de que a arma era de um Gunny, Aaron Davis, único sobrevivente de um ataque a seu pelotão. E foi aí que comecei a ficar com lágrimas nos olhos.

A conclusão do caso foi boa, mas as cenas entre a equipe e o contato de Gibbs com Davis e Grace foi essencial para um bom desenvolvimento e para que o episódio se tornasse um dos melhores da temporada e, se não, da série. Muito bem escrito, desenvolvido e as atuações foram impecáveis.


A cada vez que o Gunny aparecia tinha mais certeza que a escolha de Taye Diggs para o papel foi certeira. Todas as incertezas e inseguranças do personagem foram passadas de forma extremamente clara e simples, fazendo com que até o mais gélido coração se derretesse, principalmente quando ele falava sobre a filha ou vice-versa. Aliás, Riley foi essencial para que a equipe pudesse entender melhor quem era Davis e como se aproximar dele de forma a não assustá-lo. Além disso, a química dela e da equipe foi extremamente forte. Se ela se inscrevesse para o NCIS, garanto que Gibbs adoraria tê-la por perto.

Toda a interação que Jethro teve com Aaron foi de suma importância para ele mesmo refletir sobre sua vida durante e após o combate. Sobre o quanto um rifle pode significar na vida de uma pessoa. O mesmo rifle que tirou a vida do assassino de sua esposa e filha, também salvou a vida de Ziva, Tony e McGee. Ele preveniu um ataque em Washington e quase tirou a vida de seu dono. É por essas e outras que a cena em que Gibbs está com seu rifle foi tão forte e me marcou tanto: a dor e glória de carregar o rifle como se fosse parte dele mesmo.

Não estou brincando: quando o flashback de Gibbs apontando a arma para si mesmo apareceu, eu chorei. Tudo vindo da época de Hiatus (S03E23 e S03E24) são partes importantes para o desenvolvimento de Jethro, mas que são capazes de destruir o telespectador. Outra cena que me deixou sem palavras foi o tiro certeiro no assassino. Isso me fez lembrar de tantas coisas, tantos momentos ao longo desses 300 episódios que acabam por se tornar indescritíveis. 


É incrível o fato de uma série atingir a marca de 300 episódios e não perder o ritmo. É claro, entre Yankee White e Scope houveram episódios fracos, porém boa parte foram episódios emocionantes e de tirar o fôlego. Sendo por meio de participações especiais ou simplesmente por roteiros sem falhas, NCIS faz jus ao fato de ser a série de drama mais assistida do mundo todo. Poder acompanhar o crescimento de cada um desses personagens é uma honra. Cada qual conquistou a audiência de uma forma, alguns demorando mais que outros, mas é inegável o quanto a família NCIS é amada.

Depois desse episódio tive a certeza de como a música é indispensável na vida das pessoas. A cena final já seria linda por si só. Mas ter Taye Diggs e Musicorps tocando Hallelujah se tornou uma das coisas mais incríveis do episódio. E a forma como cada personagem foi influenciado pelo que aconteceu ao longo do episódio me deixou feito um bebê chorão. A felicidade de Abby e Bishop; meu bebê McGee procurando um anel de noivado; DiNozzo, Ducky, Jimmy e Vance se aventurando nas motos até um restaurante italiano; e Gibbs finalmente conseguindo deitar na cama que ele e Shannon dividiam.

Acredito que não mudaria nada nesse episódio. Talvez um pouco na duração, pois 43 minutos foram pouco. Só consigo dizer que estou agradecida por todas as lindas frases presentes no roteiro e a dedicação de uma equipe imensa para que o episódio se tornasse o sucesso que foi.

P.S.: Vance já chegou cheio de estilo, mas não conseguiu superar a fofura de Ducky;
P.S.2: JIMMY PALMER! Com sotaque, jaqueta de couro, levando headslaps e falando coisas inteligentes. Assim é que gosto <3;
P.S.3: Quero um Caf-Pow  helmet!
P.S.4: O desenho que a Kate fez do McGee me fez derramar lágrimas suficientes para encher um lago.

“This is my rifle. There are many like it; this one is mine. My rifle is my best friend. It is my life. I must master it as I must master my life. My rifle, without me, is useless. Without my rifle, I am useless.” – Leroy Jethro Gibbs
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