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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] CASTLE S08E16/17/18: HEARTBREAKER/ DEATH WISH/ BACKSTABBER
Author: Michelle Louise
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Novamente perdi a regularidade com vocês. Dessa vez tem explicação e são três motivos, que darei a seguir bem rapidamente e, então, po...

Novamente perdi a regularidade com vocês. Dessa vez tem explicação e são três motivos, que darei a seguir bem rapidamente e, então, podemos seguir com uma review tripla e uma conversa bem importante que preciso ter com vocês, afinal, coisas muito importantes aconteceram essa semana. Os três motivos que mencionei acima são: 

1) Agora vocês estão falando com uma pessoa formada, então, estava correndo com algumas coisas da formatura. Parabéns pra mim!
2)Eu quebrei o pé 5 meses atrás e ainda estou me recuperando, estava correndo com médico. Pagando o preço por ser um desastre de ser humano. 
3)A saída da Stana me fez não conseguir assistir Castle e lidar com um episódio em que ela já quase nem aparece. Preciso dizer mais? 

Sem enrolar, vamos as reviews (que tentarei não me estender). Lembrando que as reviews são referentes aos episódios que saíram posteriormente ao meu texto de esclarecimento. Eu pensei em postar as reviews do inicio da temporada quando a série entrar em hiatus (pra gente falar ao menos um pouco da Beckett por ai). O que vocês acham? Deixem nos comentários para mim! ;)

S08E16: HEARTBREAKER (@Castle_ABC)

Provavelmente uma das coisas que eu mais amo em Castle é que os escritores podem brincar com todos os personagens, afinal, temos personagens bem desenvolvidos para aproveitar e nem sempre Castle e Beckett serão os protagonistas do caso da semana. Eu sei que nesse episódio muita gente deve ter ficado com o pé atrás, afinal, não temos experiências muito boas em episódios focados no Espo, mas ele vem nesse episódio nos mostrar que mesmo depois de 9 anos um caso de amor mal resolvido pode atrapalhar muita coisa e, claro, provar que não escolhemos quem vamos amar a profundidade que esse amor vai nos atingir. 

Tudo começa quando seguranças estão descarregando sacolas de dinheiro quando um deles acaba sendo morto ao ver os assaltantes cometendo seu crime. O mais bizarro é que, no local do crime estava presente uma mistura única de gel com perfume, perfeita para desarmar os alarmes presentes no local do crime. Isso poderia não levar a lugar algum, mas ao contrário, isso nos leva diretamente ao passado de Javi que já havia encontrado essa fórmula antes.


Sonya, fez parte de um antigo caso de Espo. E mais do que isso, na época ela era sua noiva (e a gente achando que conhecia o Javi depois de 8 longas temporadas, hein?). Obviamente ela era a única que poderia voltar a usar esse método tão conhecido pelo nosso detetive. Boa parte do episódio é focado em como Espo se sente emocionalmente em relação a Sonya e, para minha decepção (agora, nessa semana consigo entender algumas coisas) Esplanie não é true love. Espo, depois de todo esse tempo, ainda considera nossa criminosa o amor da sua vida. 
Espo, resolve (mesmo de tudo que aconteceu) acreditar em Sonya e acaba sendo sequestrado por isso, afinal, ela estava por trás de tudo. Mas ela não tinha uma personalidade necessariamente violenta e, para não tão surpresa de todos, ainda nutria sentimentos por ele também. Sim, eles ainda se amam (isso poderia entrar no dicionário como a definição de amor bandido). Ao contrário da última vez, hoje Javier prende Sonya em clima amigável com direito até a futuras visitas no presidio. Quem diria, não é mesmo? (#VoltaLanie #CancelaABC) 

Entre tudo isso, nós temos ainda nosso casal mais amado, retomando oficialmente o seu casamento e Castle volta a trabalhar na NYPD. E quem esperaria uma secretária eletrônica com sentimentos humanos? Pois a nossa não amada Lucy (acho chato pra caramba essa parte, perdão humanidade) tinha ciúmes de Rick quando o assunto era Kate Beckett.  Aquela secretária eletrônica me assustou um bocado. 


Outro ponto bonito do episódio foi nos mostrar que Ryan e Espo são bem mais que parceiros, realmente. Ryan, todo intimo da família de Espo, foi uma coisa tão maravilhosa de se ver que nem consigo explicar!

Entre baixos e médios, esse episódio não nos mostrou nada de relevante dentro de um contexto geral. Mas, como eu disse, eu gosto de episódios em que outros personagens tem chance de brilhar um pouco mais e esse, pelo menos, não deu tanto sono na gente, né Espo?

S08E17: DEATH WISH (eu te entendo, amigo).

E cá estava eu, relembrando aquelas boas temporadas da série, onde nós tínhamos de mágicos à pé grande, de ninjas à zumbis. Sinto falta de tudo isso.  Da veia cômica contrabalanceada com a dose de realidade que costumava guiar a série entre seus episódios. Então, vocês podem imaginar que ver um episódio com foco mais cômico, veio em boa hora nestas épocas difíceis pra Castle. 

Tudo que precisou para que as loucas teorias de Castle surgissem e Beckett voltasse a ser a parte lógica, foi uma lâmpada. A vítima da semana era Lars Cross, um engenheiro que estava ligado ao contrabando de relíquias, entre elas, a suposta Lâmpada do Alladin. Bem, uma lâmpada e uma mulher loira misteriosa que aparecia quando queria e desaparecia também ao seu gosto. Ou seja, a suposta gênia da lâmpada.


Castle, para tirar suas dúvidas (e tentar provar que sua loucura era real), chamou Marion Baker, professora e literatura do oriente médio, para explicar um pouco sobre toda essa questão de relíquias e gênias. Claro que Castle, quando enlouquece, não faz isso sozinho. Ele precisa levar Beckett e todo mundo que ele conseguir junto. Genevieve, a “gênia”, uma consultora d segurança, acabou sendo mais que útil nas investigações e acabou dando informações que ajudaram a NYPD a resolver o caso. 

Lars junto com seu parceiro, cujo nome foi descoberto através de Genevieve, haviam conseguido localizar e escavar a tumba do rei Salomão, e foram pagos para retirar os artefatos valiosos que lá encontrassem. Eu não esperava que o grande vilão do episódio fosse ser a adorável professora Baker que havia buscado encontrar a tumba durante anos, havia arriscado sua vida pessoal e casamento por isso.
Ver um de seus estudantes, Lars, conseguindo realizar esse feito antes dela e a possibilidade dele encontrar toda a glória e reconhecimento por isso, foi demais para a professora. Fama, poder e ego são coisas moduladoras de caráter, são coisas que mostram a real natureza de cada um e do que cada um é capaz. Um ego ferido pode fazer estragos. Um ego ferido pode ter consequências. A professora não conseguiu aceitar a ideia de um de seus estudantes ter uma fama que, na mente dela, ela merecia. A busca foi dela por anos, mesmo ele tendo encontrado a tumba de fato. Um ego é perigoso. Mais perigoso do que deveria e, no caso, terminou em assassinato.

Assassinatos a parte, a NYPD é uma família. Sempre foi e, não importa o que, sempre será. Eles são uma família que se apoia, que sofre junto, que usa desejos restantes de lâmpadas mágicas para desejar que os outros fiquem bem. Jenny teve complicações no parto, complicações que logo foram vencidas,. A família NYPD ganha um novo membro. Bem vindo ao mundo, Nicholas Javier Ryan. 


Eu gosto de observar como toda essa família vibra com cada vitória e chora com cada derrota de cada um. Eu gosto de pensar em mim mesma como parte dessa família, eu gosto de sentir o amor que um sente pelo outro. Afinal, venho acompanhando essa família a 8 anos, vendo cada membro novo chegar e alguns membros partirem. No fim, eles são uma família que se estende para o outro lado da tela. Cada coração que bate assistindo essa série e se emocionando é uma parte dessa família e, se eu tivesse direito a máquina de tempo que Castle quer para se apaixonar novamente pela Beckett, porque ela é tudo que ele precisa, eu escolho voltar com ele e assistir ele se apaixonando por ela tudo de novo.

Eu ia adorar ver o amor desses dois crescendo novamente, eu ia adorar ver ele novamente sendo a criança de 9 anos e ela sendo a detetive racional que luta contra o sente, até quase cair de um prédio e ceder. Eu ia querer ver e viver tudo isso de novo... se eu ao menos achasse uma lâmpada mágica....

S08E18: BACKSTABBER (e a facada nas costas quem levou foi o fandom)

Bem, meus amigos, eu relutei para assistir esse episódio justamente pela noticia que foi jogada (não, não foi dada) em nossa cara. Eu relutei porque soube que praticamente não tinha Beckett. Relutei por tantos motivos. Relutei porque estava machucada. Relutei porque ainda não aceito o que aconteceu. Relutei. Mas acabei assistindo aquele que veio a ser um episódio focado na Hayley e que nos deu uma amostra do que pode vir por ai, e vocês sabem do que estou falando. Quem dera a “traição” que tivemos essa semana também tivesse sido apenas um sonho...

Esse episódio teve foco na Hayley, afinal, a personagem vem ganhando um grande espaço dentro da série e precisa se desenvolver para ser mantida. A personagem já mostrou sua relação no caso do sumiço do Castle e, por consequência, com Loksat e, no episódio dessa semana, somos chamados a conhecer um pouco mais dessa personagem ainda estranha e sem passado para os fãs. Hayley acaba ajudando um velho conhecido da MI6 em uma missão secreta que acaba dando extremamente errado. O que era para ser um trabalho de espionagem acaba sendo uma grande conspiração. As coisas complicam para Hayley quando o seu parceiro, Marcus, que havia entrado com ela no prédio é assassinado.

O prédio da empresa que a espionagem seria aplicada era o de uma companhia elétrica que controlava a energia elétrica em Londres. Hayley, ao instalar no Spyware, sem saber de verdade do que se tratava, acaba servindo de bode expiatório e sendo a culpada por aquilo que passa a ser tratado com o caso de terrorismo. No principio ela tenta acobertar a situação, porém, acaba se abrindo com Castle e Beckett que ajudam a moça a provar sua inocência.

Aqui nós pudemos vivenciar algumas situações que envolviam confiança. Deveríamos confiar ou não em Hayley? Nós não sabemos nada sobre ela. Beckett deveria confiar na Hayley? Castle a conhece a mais tempo e de forma mais aprofundada talvez, porém, Beckett não. Beckett ainda assim resolve confiar em nela (e no Castle) para ajuda-la a sair dessa situação. Já vimos que Hayley gosta muito de Castle e Alexis, já ajudou ambos. Mas o ar de desconfiança ainda pode ser sentido. Agora não mais. Hayley achou neles algo para chamar de lar, para não estar mais sozinha depois de tanto tempo. O culpado de tudo era um antigo parceiro dela da MI6, que culpava a própria parceira e o seu país por terem deixado ele para trás em uma missão, o que quase custou sua vida. Vida essa que, num momento de matar ou morrer, Hayley acaba tirando. 

Perceberam porque eu disse que isso é uma prévia do que teremos por ai? Isso. Eu citei Beckett pouquíssimas vezes na review desse episódio. Nessa temporada nós já pudemos perceber a presença de Beckett menos marcante e mais espaço para outro setor da série, o de investigações do Castle, Alexis e Hayley. Com a saída de Stana, obviamente, a série terá esse núcleo como foco em uma provável nona temporada. Beckett termina seu dia com Espo e Ryan, uma amizade que eu venho admirando e amando ao longo dos últimos 8 anos. E que eu amo tanto que o amor chega a não caber no peito. A família NYPD é algo se se tornou tão parte de mim que me imaginar sem isso, chega a doer. 


Na parte de episódio onde vemos mais Stana temos a resolução de um impasse que durou o episódio todo. Castle havia traído Beckett. Em sonho, mas havia (sonhos podem parecer bem reais, viu?). A detetive fica o episódio inteiro de implicância com seu marido devido a essa situação toda. O que a acalma? Ver que Castle, mesmo depois de tanto tempo, se preocupa com o passado dela (até nos pequenos detalhes) a ponto de preservá-lo. O pedido de perdão vem através da restauração da moto antiga da Capitã que estava juntando poeira na garagem de Jim e o perdão veio da melhor maneira possível (ninguém dorme hoje na residência dos Castle)

Ver essas preocupações com o passado da Beckett por parte do Castle é muito bonito. Afinal, em oito anos, a vida da nossa detetive, agente do FBI e capitã favorita (confessarei aqui que sinto um pouco da falta de Gates, mas seguimos em frente) mudou e não foi pouco. Muita coisa mudou, ela passou por muita coisa. Ela passou por muita coisa tendo nossos olhos atentos para assistir. Tendo sempre nossa companhia e sendo nossa companhia sempre que possível. Vimos mais passos dessa detetive do que imaginamos. Conhecemos mais de Kate Beckett do que pensamos. Vimos tudo desde o começo e, agora, vamos vendo o seu final.


Com a Stana demitida (não pouparei palavras, sempre fui e sempre serei sincera) nossa caminhada ao lado de Beckett recebe uma interrupção injusta e prematura. Temos mais quatro episódios e eu só confiaria em um desfecho que fosse me agradar com MilMar escrevendo. Eu não sei o que me aguarda. E não sei o que aguarda a Beckett. O que eu sei é a injustiça que presenciei essa semana e que dificilmente irei aceitar um dia. 

Aqui vem falar o assunto sério que mencionei lá em cima. Castle já não é a mesma muito tempo. A muito tempo eu sinto isso. A muito tempo isso me incomoda. Stana ainda era aquela corda salvadora que me mantinha na série. Que me mantinha firme com esperança que as coisas pudessem melhorar. A saída da Beckett implica na minha saída. Eu não consigo assistir calada e feliz minha série favorita reinar entre as atrasadas e eu a assistir como uma obrigação. Eu prefiro largar. Eu prefiro me lembrar dos melhores momentos da série. Daquela que foi a minha série até a sexta temporada. Eu prefiro abandonar agora do que continuar assistindo e acabar odiando e manchando as boas lembranças que tenho daquilo que me deu tantos risos, lágrimas, amigos e alegria. 

Essa é a última temporada de escrevo de Castle. As próximas reviews que virão serão minha despedida de vocês que, a tanto tempo, vem me acompanhando. Prometo que tentarei escrever reviews que valham a pena serem lidas e eu espero que em tudo que eu escrevi até hoje, eu tenha sido capaz de expressar aquilo que cada fã sente. Saibam que nesses três anos vir até vocês e poder conversar sobre essa série foi uma de minhas maiores alegrias. 

Eu ainda estarei com vocês sempre que possível. Eu estarei com vocês Always. Um beijo grande no coração de cada um. Até semana que vem ;)

PS: Achei a ABC bem bacana na hora de nomear os episódios. NÃO VIU QUEM NÃO QUIS. Fomos trouxas. 
PS1: Se eu tivesse uma lâmpada eu iria que a série tivesse sempre o clima da season 3 ou 6. 
PS2: Eu tinha achado estranho Esplanie nem ter sido mencionado no episódio do Espo. Com Tamala fora, Esplanie fica difícil, né ABC? 
PS3: O que o povo da ABC ta fumando pra achar que tirar a Beckett é boa ideia?
Eu para a @Castle_ABC
PS4: Eu quero ver a Juliana na série, me ajuda a te ajudar meu povo.
PS5: IMPEACHMENT DA ABC
PS6: Gente, perdoa a minha ausência e não desiste de mim. Eu bem que tento. 
PS7: Estavam com saudades mais dos meus PS que da review, fiquei sabendo.
PS8: Será que agora não é hora de vermos aquela foto dela sentada na moto com roupa de couro? Castle poderia lidar com isso agora? ABC, libera logo tudo: a tatuagem da Beckett, foto dela com roupa de couro...ela vai sair mesmo. (A gente brinca, mas ainda dói).
PS9: #TamoJuntoStana (e aquele beijo pras Queens Of the Lab).

PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO 


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