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Maluci Vieira Maluci Vieira Author
Title: [REVIEW] OUTLANDER - S02E07: FAITH
Author: Maluci Vieira
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“Como poderemos ser os mesmos?” “Não, não podemos.” “O peso do que aconteceu aqui é muito grande para qualquer um de nós suportar sozin...

“Como poderemos ser os mesmos?” “Não, não podemos.” “O peso do que aconteceu aqui é muito grande para qualquer um de nós suportar sozinho. O único jeito de vivermos com ele é carregá-lo juntos.” 

O episódio já começa dando esperanças, mostrando que com o tempo tudo vai ficar bem. Claro, isso não significa que o passado será esquecido ou que as marcas do que aconteceu não vão mais causar dor, mas mostra que há formas de seguir em frente. Foram espertos em começar mostrando a filha ruiva da Claire naquele momento de paz em 1954, pois depois daquela cena o episódio ia ser seguido apenas de sofrimento e lágrimas.

Como não se comover com a reação da Claire? Como não dar um Emmy para a Caitrona? Sempre gostei da interpretação da atriz, mas nesse episódio, nessa sequência de cenas tão comoventes, a atriz realmente deu um show. Tivemos a tentativa da cura através da medicina, da palavra e da fé, mas quem realmente conseguiu tirar a Claire daquele local sombrio foi o seu amigo, Master Raymond. Esses dois provaram o poder de uma amizade quando colocaram as suas vidas em risco para salvar a vida um do outro.

A volta de Claire para casa deu continuidade ao clima emotivo, afinal, que cena linda foi aquela com seus funcionários? Sendo talvez o mais próximo de uma família naquele momento. Enquanto isso Jaime estava preso na Bastilha. O motivo todos sabíamos, ele havia conseguido ferir gravemente o Black Jack, mas ainda restava saber o que valia tanto a ponto de quebrar a promessa mais importante e difícil que ele já havia feito. Então, veio a cena que fez com que cada um de nós desejássemos poder atravessar a tela e abraçar o Fergus. Nessa temporada todo e qualquer vestígio de inocência foi violado, aniquilado ou drasticamente arrancado dos personagens. 

"Jesus H Roosevelt Christ"
Fergus pode ser uma criança com um estilo de vida diferente, a inocência dele não está em desconhecer a vida sexual a sua volta, ele cresceu frequentando o bordel. A pureza dele também não estava em acreditar na bondade do outro, pois ele sabia que as pessoas costumam ter segundas intenções. Não, ele podia não ser uma criança com o estilo de vida mais comum, mas ele ainda é somente uma criança; que atribuiu para si toda a culpa e responsabilidade pelo que aconteceu, que além de sofrer com o abuso sexual, ainda sofreu em silêncio envergonhado, uma criança que no final das contas só queria trazer um presente à altura da mulher que ele tanto admirava. Nunca mais queremos ouvir falar sobre lavanda, certo?

O episódio ainda havia guardado mais um pouco de emoções para o final. Claro, nenhuma positiva. Se um caso de pedofilia já não havia gerado repulsa suficiente por um episódio, por qual motivo não adicionar também um caso de abuso de poder? Claire não tinha nenhuma opção justa, além de ter que se deitar como o Rei, ainda teve que tomar uma decisão que poderia dar fim a vida de seu inimigo ou a vida de seu salvador. Mesmo com a presença imponente do Monsieur Forez e da pressão do Rei, Claire conseguiu fazer a melhor escolha possível naquele cenário. 

Ela apenas não podia imaginar que o seu amigo também seria esperto e não perderia a oportunidade perfeita de salvar a sua própria pele. No momento em que o colar de Claire ficou preto ficou claro que as coisas não iam terminar bem, confesso que o desespero inicial do St. Germain me comoveu, ele tinha noção do que ia acontecer, sabia que dessa vez não havia como escapar da morte. O resultado de toda essa provação foi a liberdade de Jamie. Ouvir Claire descrevendo o que havia acontecido e ver o sofrimento do casal foi de partir o coração. Até mesmo Louise se mostrou uma boa amiga na hora mais difícil. 

“Se tiver que sacrificar a minha virtude, Madre, somarei isso à lista de coisas que eu já perdi em Paris.”
A cena de Claire cantando para a menina morta em seu colo vai ficar gravada na minha memória por muito tempo. Foi uma das cenas mais tristes que já vi, uma mãe levando um dia inteiro para conseguir se despedir da filha que nunca teve a oportunidade de ver com vida. Para piorar a situação, analisando toda a situação, Claire ainda acabou colocando a culpa em si mesma. A sorte é que esse casal encontra forças para ficar junto e se amar ainda mais mesmo nos piores momentos das suas vidas. A cena do casal deixando a França e se despedindo do seu bem mais precioso foi linda. 

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