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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: [REVIEW] THE LAST SHIP - SEGUNDA TEMPORADA
Author: Lilian Zin
Rating 5 of 5 Des:
“We’ll be all right ‘cause we sail the Nathan James” Na véspera da estreia da terceira temporada, resolvi fazer um apanhado geral do ...
“We’ll be all right ‘cause we sail the Nathan James”

Na véspera da estreia da terceira temporada, resolvi fazer um apanhado geral do que aconteceu na segunda temporada de The Last Ship, que facilmente se tornou minha favorita. Não me entendam mal: a primeira temporada foi ótima, porém toda a ação e os momentos empolgantes dos últimos 13 episódios superaram minhas expectativas.

Como vimos em No Place Like Home (S01E10), a cura funcionou e a tripulação, com alguns membros a menos, era refém dos homens de Amy Granderson, que tentava “limpar” a capital do país, salvando apenas aqueles que tinham algo a oferecer. Os outros, depois de mortos, eram utilizados como forma de manter a energia elétrica da cidade funcionando. Admito que esse arco não me empolgou tanto, uma vez que a forma como foi abordado não foi tão bem elaborada quanto o plot dos imunes (que vou discutir depois). Porém a sequência da tomada de poder no navio e na cidade foi incrível. Depois das devidas rendições e algumas mortes, foi realmente muito bom ver a cura finalmente sendo levada para outros lugares.

Outra situação, um pouco complicada até, foram os reencontros. Já sabíamos que a família de Tom estava a salvo, mas tínhamos que ter certeza das demais. Enquanto Kara ficou extremamente feliz ao ver sua mãe, agora sóbria, Garnett partiu meu coração enquanto contava para Chandler que tinha encontrado os nomes de seus familiares entre os mortos. Outro que me deixou acabada foi Slattery deixando a cura para sua família. Ver Jeter encontrando a mãe e o padrasto fez meus olhos se encherem de lágrimas, assim como ver Tex e sua filha, que finalmente conhecemos.


Como já era de se esperar, novos personagens foram apresentados, entre eles vilões, marinheiros, médicos e até o novo presidente dos Estados Unidos. De início estava suspeitando muito dele – de suas intenções e, principalmente, de suas atitudes – porém, com o tempo, deu para ver que ele é confiável (um pouco, pelo menos). Vou ressaltar ainda o Wolf, ou Senior Chief Taylor, da Marinha Real Australiana e a Bivas, ou Lieutenant Ravit Bivas, da Força de Defesa Israelense, porque, além de serem ótimos no que fazem, a relação “familiar” entre os dois foi o que mais me deixou feliz. E triste.

As lágrimas foram constantes ao longo da temporada. Sim, chorei de felicidade em algumas cenas, porém a tristeza foi maior ainda. Pelas mortes. De Bivas, Chung, Quincy e de vários outros. Cito as três, pois foram as que mais me comoveram. Ravit morreu apenas depois de ter certeza que a tripulação estava segura; Chung morreu ajudando a salvar várias pessoas e Quincy decidiu morrer, na frente de sua esposa, para manter em segredo a amostra primordial da cura, que foi outro aspecto importante ao longo dos episódios.

Como ela já havia sido descoberta e testada com sucesso, o que era de conhecimento geral da nação, os imunes se tornaram o novo problema, principalmente com seu lema de que o mundo deve ser povoado apenas por aqueles que possuem o gene resistente à gripe vermelha. Para isso, eles criam vários campos para os sobreviventes e arrumam diversas formas de contaminá-los. Acredito que qualquer semelhança com certa guerra não seja mera coincidência. Toda a perseguição entre Chandler e Sean Ramsey deixou a série ainda mais empolgante, principalmente quando, ao tentar atacar um ao outro, descobrem que o navio estava na superfície e o submarino exatamente embaixo. Essa foi minha segunda sequência favorita da temporada, ficando completa com o “Cheers, asshole” do Slattery.


A melhor cena, na minha opinião, foi a que a tripulação saiu espalhando a cura em St. Louis. Graças à morte de Niels, Rachel foi capaz de sintetizar a cura para que ela, assim como o vírus, fosse contagiosa e pudesse ser espalhada como aerossol. Cheguei a tremer vendo os sobreviventes aclamando o Nathan James (só de lembrar, as lágrimas já aparecem). É claro, também foi incrível vê-los comemorando essa primeira vitória, se lembrando dos KIA e cantando, como bons marinheiros bêbados fazem.

Uma coisa que pude perceber foi a evolução de certos personagens. Se, durante a primeira temporada, me perguntassem se eu dava algo pelo Miller, O’Connor e Cruz, eu provavelmente responderia “quem?”. Mas foi graças a eles que a tripulação tomou de volta seu navio. Kara, que antes eu não suportava, se tornou uma das melhores personagens, pelo menos a meu ver. Sei que ela não sai muito da War Room, mas ali, ela é ótima, assim como Mason, que teve que aprender a lidar com o sonar em tempo recorde. Burk ganhou um interesse amoroso, que infelizmente não durou tanto quanto gostaria. Amy lidou com a culpa pelos atos cometidos pela mãe e recebeu uma promoção mais do que merecida. Danny finalmente pediu a mão de Foster em casamento e isso me deixou extremamente feliz.

Tom e Mike não tiveram tantas mudanças visíveis ao longo da temporada. Além de terem se tornado mais badasses, não consigo vê-las tão claramente quanto às que aconteceram com Rachel. Gente, como ela cresceu nessa temporada. Entre descobrir como a cura poderia agir de forma mais acessível e lidar com parte da tripulação contra sua participação na morte de Niels, ela ganhou meu respeito.

Depois de rever essa segunda temporada, só consegui chegar a uma conclusão: The Last Ship é o melhor acaso que já aconteceu comigo. E com aquele cliffhanger desesperador e todos os trailers incríveis já liberados, só posso esperar uma terceira temporada excelente e repleta de ótimas cenas.

“Tonight, we rest and enjoy our success. Tomorrow, the fight for America and the rest of the world begins.” – President Michener
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