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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: [PRIMEIRAS IMPRESSÕES] BULL
Author: Lilian Zin
Rating 5 of 5 Des:
 “How do you catch a cold?” Todo mundo sempre tem aquelas séries em que o principal motivo por trás da vontade de assistir é o fato d...
 “How do you catch a cold?”

Todo mundo sempre tem aquelas séries em que o principal motivo por trás da vontade de assistir é o fato de ter um ator/atriz que esteja em seu coração. Às vezes você acaba se interessando também pelo plot – como foi meu caso com Almost Human e Forever – ou então só continua assistindo por um membro do cast – lê-se Under the Dome e Graceland.

Vou ser extremamente honesta: de início Bull seria apenas “a nova série do Michael Weatherly”. Para quem não sabe, NCIS é minha série favorita. Quando Weatherly anunciou sua saída da série e, pouco tempo depois, que estaria estrelando uma nova, nem pestanejei: vou assistir. Inicialmente era por amor ao Michael. Depois foi pela curiosidade, aguçada por uma conhecida da Itália já ter visto o primeiro episódio. Quando vi o trailer, eu sabia: eu posso amar demais esse homem, mas não é só por isso que eu vou ver a série.  O plot me convenceu, a equipe me convenceu, porém, mais ainda, Jason Bull me convenceu.

Ao contrário do que eu pensei, a série vai ser um procedural. Eu prefiro assim, ainda mais se tratando de uma série com tema jurídico. Ficar prolongando por muito tempo um julgamento iria dar sono e muita gente iria deixar de acompanhar a série. O primeiro caso foi interessante, pelo menos a meu ver. Porém, como uma pessoa que assiste mais procedurais do que qualquer outra coisa, já comecei o episódio dando chutes de quem poderia ter feito o que ou como elas iriam reagir com toda a situação do assassinato. 


Concordando com todas as mulheres do júri: sim, aquele advogado era insuportável. Se a ajudante dele tivesse conduzido todos os argumentos/interrogatórios, acho que o veredicto iria ser por unanimidade. Apesar de não ser uma pessoa que incentive a violência, gostei bastante de quando a Taylor jogou o tablet na cara dele. Aliás, fiquei realmente com medo. Sim, eu sei que ela tinha problemas, tomava remédios e ia frequentemente à terapeuta.  Mas, depois de ver as paredes do seu quarto e a relutância do pai em deixar Bull falar com a menina, fiquei com um pé atrás. Só que não conseguia acreditar que ela tinha matado Alyssa. Por maior que fosse seu amor por Brandon, ela não teria o necessário para cometer um homicídio. Já o restante da família...

Gostei também do casting da família Peters. Não só pelo patriarca ser interpretado pelo Frederick Weller (que não via desde In Plain Sight), mas pela atuação do Luke Slattery como Brandon. Da primeira vez que perguntaram onde ele estava na janela de tempo do assassinato de Alyssa, eu já imaginava que ele estava com outra pessoa, mas não queria contar por causa do pai. Eu sabia que era alguém importante no caso, mas não imaginei que era o pai Taylor. A cena em que ele está recebendo dicas da equipe durante o depoimento me fez perceber o quanto foi melhor confiar em um grupo de estranhos que ele conheceu há dias do que na própria família. Além disso, a coragem de se assumir frente ao júri foi o ponto alto do caso, para mim.

Quanto à equipe, não tenho o que reclamar. A interação entre eles foi pouca, mas divertida. Todas as reações à questão do macaco me fizeram acreditar com bons momentos vão vir justamente deles. Individualmente, gostei de todos os personagens, alguns mais do que outros. Por enquanto, tirando o Bull, o personagem que mais gostei foi o Chunk. Ficou bem claro que ele não é simplesmente um estilista da Vogue, ajudando a construir a imagem de “bom moço” do acusado. Ele pode ser um coringa na equipe, aquele que todos vão atrás quando precisam de conselhos/um ombro amigo. Posso estar enganada, mas foi só o primeiro episódio.


Ainda não consegui escolher as palavras exatas para descrever Jason Bull. Enquanto via o episódio parei e percebi o quanto ele é diferente do que eu esperava. Vindo de um passado turbulento, passando por um divórcio e chegando a um patamar em que é respeitado, eu queria que ele fosse um pouco mais solto. É claro, ele tem seus momentos de alívio cômico, mas, durante a maior parte do tempo, é bem sério e na dele. E foi aí que eu percebi o que eu estava procurando em Jason ao longo de todo o episódio: Tony DiNozzo. Ainda mais de ouvir ele falando de “rule #1”, falando para chamarem ele de “boss” e o sobrenome do Chunk ser justamente Palmer.

Pensando agora, eu só consigo relacionar esse meu sentimento ao Rope Maze do American Ninja Warrior que vi ontem. Os competidores tinham que descobrir o caminho em um labirinto de cordas suspenso. Você não solta a corda até estar 100% certo de que pode ir para a outra sem problemas nenhum. E é assim que eu estou: eu não consigo deixar o DiNozzo até ter certeza que Bull pode se igualar a ele. Vai ser extremamente difícil desassociar Michael a outro personagem que não seja Tony, mas eu vou tentar. E vocês vão acompanhar essa minha luta, já que eu não abandono o Weatherly de jeito nenhum.

“What happened to innocent until proven guilty?”
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