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Title: [LIVROS] RESENHA – BRIDGET JONES NO LIMITE DA RAZÃO
Author: Mylla Santos
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Viva! Os anos de secura terminaram.  Hoje faz um mês e cinco dias que ando tendo um relacionamento funcional com um homem ...




Viva! Os anos de secura terminaram. 

Hoje faz um mês e cinco dias que ando tendo um relacionamento funcional com um homem adulto, o que prova que não sou uma pária do amor, como temia antes. Sinto-me maravilhosa.

Depois de muito sofrer, Bridget Jones finalmente arranjou um namorado. Mas sua vida, ao contrário do que suas fãs poderiam imaginar, não se resolve. Apenas surgem novos problemas. Como a falsa amiga, que vive dando em cima do consorte de nossa heroína. Apesar de tudo, Bridget consegue manter o bom humor em Bridget Jones: no limite da razão, livro que, como O diário de Bridget Jones, também chegou ao topo das principais listas de mais vendidos em todo o mundo. Um romance engraçado e inteligente sobre a mulher do ano 2000.

Se em O diário de Bridget Jones os leitores já se apaixonaram pela personagem despojada e carismática, no segundo volume, Bridget Jones: No limite da razão, conheceremos seu lado ainda mais inusitado. Seja em uma prisão tailandesa ou em jantares desconfortáveis, nada é tão ruim que não possa piorar. Mas é imprescindível manter o bom humor e contar sempre com os amigos.

“Glorioso… este segundo livro é ainda melhor que o primeiro.” — San Francisco Chronicle


A escritora de Bridget Jones é a inglesa Hellen Fielding, formada em jornalismo e trabalhou para a rede de televisão BBC. O diário de Bridget Jones é considerado um dos maiores fenômenos literário da década de 1990 e deu origem a um novo gênero de literatura, romances bem humorados para mulheres modernas.  Em 2001 foi lançado um filme com o mesmo nome, em 2004 foi lançado o filme deste livro e em 2016 o filme O bebê de Bridget Jones, adaptado do terceiro livro da serie. Os livros foram relançados pela editora Paralela e na minha opinião eles estão mais bonitos e com ‘dicas’ sobre a história na capa.

(Capa antiga)

Bridget é gente como a gente (ou como a maioria), preocupada com seu peso, ela se pesa todos os dias e sempre planeja malhar, mas algo sempre atrapalha (quem nunca passou por isso?); também tem medo de morrer sozinha, pois já tem mais de 30 anos; tenta ser independente, mas sonha em encontrar o príncipe encantado; é atrapalhada, se mete em muitas confusões simples e algumas bem complicadas; é divertida, gosta de sair com as amigas e às vezes não se lembra do que aconteceu na noite anterior. Essa é Bridget Jones. 

Repitam comigo um dos seus mantras: 

“Sou uma mulher independente, confiante, positiva, inteligente. Minha identidade não vem das minhas realizações exteriores, mas do meu interior. Sou segura, positiva...”

Sua mãe é uma pessoa singular, Bridget tem a quem puxar. Sua mãe também apronta algumas confusões (quem leu o diário vai entender). Vive procurando um namorado para a filha, é muito ativa, tenta passar um ar jovial e sempre atrapalha sua filha com telefonemas nos momentos mais inoportunos. Enquanto isso as amigas de Bridget (Jude e Sharon) enfrentam seus dramas pessoais e sim, envolvem homens e livros de autoajuda.

O livro tem o formato de diário, Bridget escreve nele todos os dias e sempre que tem algum tempo livre, ou seja, quase sempre hahaha. Todos os dias são iniciados desta forma:

“Segunda-feira, 27 de janeiro
58,5 kg (faixa constante de gordura), 1 namorado (viva!), 3 trepadas (viva!), 2100 calorias, sendo que 600 foram queimadas no sexo, portanto, 1500 calorias totais (exemplar)”

Ela não tem papas na língua. O livro me faz rir e me diverte muito, mostra situações comuns que poderiam acontecer com a gente (nem todas), recomendo para os dias estressantes ou para aqueles que precisam dar boas risadas. Mas teve uma parte que achei exagerada e chata, ainda bem que depois dela as coisas melhoraram e voltam ao ritmo normal.

“Ele não telefonou. Merda. Estou tão confusa. Todo o universo do namoro parece um hediondo jogo de blefes atrás de blefes, com homens e mulheres disparando uns nos outros de linhas opostas atrás de sacos de areia. É como se existisse um conjunto de regras que a gente deve cumprir, mas ninguém sabe quais são, portanto cada um cria as suas. Então a gente acaba levando um fora porque não as seguiu corretamente. Mas como fazer isso, quando nem se sabe quais elas são?”

Calma Bridget, acho que ninguém entende!

Um último ponto que me chamou atenção na história foi à inclusão da idéia do clube, afinal faço parte de um e não Bridget, não precisa ser casada para participar, aceitamos todos:

“Gente, que história é essa de clubes do livro? Eu que andava por fora ou de repente estão por toda parte? A gente pode se associar ou precisa ser das bem casadas?”


AUTORA: Helen Fielding
NÚMERO DE PÁGINAS: 400
EDITORA: Paralela
LANÇAMENTO: 2016
ONDE COMPRAR: Amazon
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Sobre o Autor

 
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