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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [REVIEW] THIS IS US - S01E02 & S01E03 - THE BIG THREE & KYLE
Author: Michelle Louise
Rating 5 of 5 Des:
Com toda a expectativa criada pelo primeiro episódio da série, todos estávamos curiosos para ver como seria o andamento da história. ...

Com toda a expectativa criada pelo primeiro episódio da série, todos estávamos curiosos para ver como seria o andamento da história. O formato que mescla o passado e o presente vem funcionando bem na série, nos dando uma ideia do que aconteceu no passado e como as coisas estão agora no presente.

Como eu disse na review do pilot, This Is Us é uma série que vai encontrar na condição humana e nos seus relacionamentos tudo que precisa. E vai explorar cada faceta disso ao longo da série. No episódio “The Big Three”, por exemplo, podemos ver lindos relacionamentos (sejam eles românticos ou não) que possuem suas falhas e, em momento algum, elas diminuem o sentimento de amor que envolve essa relação. 

Randall e Beth (que é por hora uma de minhas personagens favoritas) possuem um relacionamento maravilhoso (e invejável, posso dizer?), onde você consegue perceber o amor de um pelo outro, a compreensão que é necessária em um relacionamento e tudo isso sem perder a liberdade nem mesmo para questionar coisas do tipo “por quanto tempo mais seu pai biológico drogado vai dormir no quarto da nossa filha de seis anos?”. Rendall não vai questionar Willian a respeito das coisas que PRECISAM ser questionadas, logo, Beth sabe que isso é algo que ela precisa fazer. E esse caso mostra bem que apenas uma simples conversa pode mudar o rumo das coisas e ajeitar as situações. 

Em “The Big Three” precisamos lembrar que estamos falando do ex viciado em drogas que nem ao menos se lembrava de ter abandonado o filho no corpo de bombeiros e que hoje não cogita levar o gato para “casa” porque a neta é asmática mas vai todo dia de ônibus para alimentá-lo. Embora ela tenha se sentido realmente uma megera ao questioná-lo, era algo que precisava ser feito. Eu não consigo saber como Beth se sente em relação Willian, além do medo que o marido e as filhas se machuquem, afinal, estão se apegando à ele. 

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Nem todo casamento funciona perfeitamente todo o tempo e é exatamente isso que os flashbacks de Jack e Rebecca vem nos mostrar. Jack começou a ter um problema com bebidas e Rebecca não aceitaria isso de maneira alguma. Fica claro no episódio "Kyle" que ambos estão lutando com o luto do terceiro filho de formas diferentes. Como o próprio Doctor K afirma, Jack transformou seu luto em ação e Rebecca precisava passar pelo luto da maneira dela, ela precisava ter suas próprias compreensões internas do que estava acontecendo para chegar a aquela paz interior tão difícil de alcançar nessas circunstâncias. 

Para ser sincera, estou quase feliz que deixei essas duas reviews para serem feitas juntas. Porque da mesma forma que podemos ver essas fases do relacionamento de Jack e Rebecca, podemos também ver mais e mais profundamente a relação dos três irmãos, principalmente, de Kate e Kevin.

Em “The Big Three” fica clara a verdadeira lealdade de um com o outro e como, de certa forma, um dependia do outro. Quase que numa relação simbiótica, Kevin era incapaz de tomar decisões sem o aval de Kate e ela, por sua vez, largaria tudo para ajudar o irmão. Isso fica ainda mais claro em “Kyle”, quando ela literalmente para sua quase relação sexual com Toby para atender o telefone do irmão e ir ajudá-lo. Achei bonito, particularmente, Kevin entender que isso não é saudável de certa maneira. E que eles precisam seguir suas vidas de maneira independente um do outro. Independência não significa ausência um do outro, eles sempre estão presentes. Eles tem essa conexão de gêmeos que dividiram o mesmo útero por 9 meses e nem ao menos conseguiam dormir separados quando nasceram. 

Independência dos irmãos é algo que Rendall possui com bastante ênfase. Se em “The Big Three” nós temos um vislumbre do passado dos irmãos e o telefonema entre eles para relembrar a brincadeira que eles faziam quando crianças para se lembrarem de serem sempre unidos, nós temos em “Kyle” a história da adoção de Rendall sendo mais explorada e com alguns detalhes, no mínimo, inesperados.


Inicialmente, Willian disse não sem lembrar nem de ter abandonado Rendall no corpo de bombeiros, em “Kyle” vemos que a história foi bem diferente. Entendo Rebecca ir atrás de Willian para saber sobre o seu filho, era o que ela precisava naquele momento para lidar com o turbilhão de coisas pelas quais ela estava passando. Ela havia acabado de perder um filho e não seria fácil para ela se os pais biológicos de Rendall viessem em busca do filho novamente. Claro que a situação abre margem para uma discussão gigantesca, afinal, ela sabia que Rendall queria conhecer o pai e foi um choque para ela descobrir que ele finalmente o havia encontrado. Principalmente por saber que o filho não vai reagir bem se descobrir que esse tempo todo ela sabia exatamente quem era o pai biológico e do acordo feito entre eles. 

Mudar o nome de “Kyle” para Rendall faz todo o sentido para mim. Eu entendo que manter o nome que era para ter sido do filho que não sobreviveu mantinha neles a perspectiva dos três sonhados filhos. Porém, isso seria um lembrete do filho perdido o tempo todo. Rendall merecia seu próprio nome, sua própria história. Foi também uma forma de Rebecca conseguir virar essa página na história dela para seguir em frente amando incondicionalmente os três filhos.

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Toby e Kate têm um relacionamento cada vez mais bonito. Ele a compreende e também a desafia e, mais importante que isso, ele acredita nela. Ele acredita no potencial de Kate e isso é fundamental para ela, além do relacionamento dos dois ser extremamente extrovertido e com ótimos momentos para gargalhar. Quando ele a faz cantar num asilo, para que ela tenha o seu momento de estrela foi maravilhoso. Ele acredita nela o suficiente para saber que ela se sairia bem e que a voz dela precisa ser mostrada ao mundo (e precisa mesmo!), mas compreende exatamente como ela se sentiria ao cantar para um grande número de pessoas. É uma troca muito bonita no relacionamento deles, mesmo que as vezes Toby acabe levando um soco do nariz acidentalmente.

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Kevin ir para Nova York vai dar ao personagem um novo recomeço e isso é exatamente o que ele precisa, depois de abandonar o trabalho que o fazia tão infeliz. Kate, agora sem a presença constante do irmão, vai poder descobrir mais de si mesma, e ele também vai experimentar isso tudo. Será algo novo para ambos e já ficou claro que mesmo com a distância, o amor e a cumplicidade dos dois não sumiu. 

Por último, mas não menos importante, eu já havia achado estranho no pilot os filhos sempre se referindo a Jack no passado “Como o papai costumava dizer...” e quando Rebecca aparece acompanhada de Miguel na casa de Rendall deixou ainda mais no ar a possibilidade de Jack não estar mais vivo. É claro que o sentimento de amor deles permanece, quando ela ainda está usando o colar que ele deu para ela há tantos anos atrás. O que nos resta agora é descobrir como Miguel (que no bar  já demonstrou interesse me nela) e Rebecca acabaram ficando juntos.

Eu gosto da narrativa que mescla o passado e o presente como tem sido feita, onde todos os personagens tem seus destaques e as surpresas continuam a aparecer e te deixar curiosa para o próximo episódio. E eu só tenho a dizer que estou a cada episódio mais apaixonada por essa série.

PS1: Teve menção a Gilmore Girls eu dei aquele LEVE surto, seguimos bem. 
PS: “É verdade que você está namorando a Taylor Swift? É verdade que você já terminou com a Taylor Swift?” Aquela famosa piada que ninguém perde a oportunidade de fazer

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