Comentários
Mariana Ribeiro Mariana Ribeiro Author
Title: [REVIEW] FAMILY GUY - S15E01/02/03: THE BOYS IN THE BAND/ BOOKIE OF THE YEAR/ AMERICAN GIGG-OLO
Author: Mariana Ribeiro
Rating 5 of 5 Des:
Pois bem: depois de um tempo sem Family Guy , voltamos a falar da série, que anda, como sempre, deixando saudades de temporadas anter...


Pois bem: depois de um tempo sem Family Guy, voltamos a falar da série, que anda, como sempre, deixando saudades de temporadas anteriores. Entretanto, não podemos negar de que se trata de uma série sobre as coisas de seu tempo, e, portanto, é de seu próprio formato mudar e acompanhar as mudanças no mundo. Como acabei atrasando as reviews, vamos fazer então uma espécie de comentário sobre, primeiramente, os três primeiros episódios, e, com isso, já analisar o que a série nos promete daqui em diante, sendo os episódios quatro, cinco e seis o tema do próximo texto. 

Assim, as referências ao mundo das celebridades, da política, e outros, continuam, mas nada que seja muito memorável. Isto é, pelo menos não até o terceiro episódio, que nos apresentou o tão polêmico áudio de Trump inferiorizando as mulheres em geral, e cujo “vazamento”, falando de nossa posição agora, não causou tanto impacto como o esperado, não é? Porém, antes de continuarmos, voltemos ao primeiro episódio, The Boys in the Band

Nesse episódio, tivemos, como de costume, dois arcos: um deles envolveu Brian e Stewie formando uma banda para crianças, cujas músicas abordariam temáticas que realmente importam aos bebês, nas palavras do próprio Stewie; e o segundo, Chris trabalhando para Quagmire. Em relação à essa segunda parte do episódio, creio que ninguém se surpreendeu muito, dado que foi mais do mesmo: Quagmire organizando sua rotina em torno de sua vida sexual, e Chris se dando bem no seu emprego, como em tudo o que se mete a fazer, mas no final tendo que abrir mão deste.

Já Stewie e Brian foram em cada cena uma surpresa, e cada música foi mais engraçada que a seguinte: o que realmente acontece no quarto de mamãe e papai, a pomada no bumbum que o bebê realmente quer pedir quando, na verdade, está chorando, etc. Claro que tinha que acabar, com a ex-namorada de Stewie, Olivia, causando entre ambos, mas as cenas realmente foram divertidas, sem contar que a ideia foi um tanto original se comparada a outros plots batidos, como mesmo o de Chris nesse episódio. Ah, e vimos Vince novamente, em uma tirada bem bacana ao final do episódio. 


Bookie of the Year não surpreendeu muito. O plot que envolveu Brian e Stewie não foi mais do que uma homenagem à Frank Sinatra Jr., porque fora isso, poderia ser descartado do episódio. Já o plot que mais uma vez envolveu Chris, foi um pouco mais aproveitável. Fiquei realmente com pena de Chris, já que Peter conseguiu elevar seu nível de babaquice nesse e no próximo episódio: aqui ele explora o arremesso de Chris no beisebol para ganhar dinheiro em apostas, e no próximo explora Quagmire, de modo esdrúxulo até mesmo para Peter. 

Afinal, esse episódio foi basicamente no mesmo padrão do anterior, uma vez que inclusive as histórias acontecem com os mesmos personagens do primeiro, deixando de lado Lois, Meg, e até mesmo o grupo de Peter, que apareceu como protagonista em muitos episódios da temporada anterior. Foi, pois, bem padrão, exceto pela referência à cena do elevador-Beyoncé-Jay-Z, na qual Peter estaria presente. 


Peter também se faz presente na cena do áudio de Trump, no episódio seguinte, American Gigg-olo. Esse episódio, por sinal, foi muito mais crítico do que se possa pensar em um primeiro momento: tanto o plot the Brian, quanto o de Quagmire e Peter envolveram a falta de emprego, ou situações problemáticas com que temos de lidar sempre: greves, falta de dinheiro, falta de saúde, etc. O que acontece é que Brian arruma um emprego em uma loja de ferramentas por conta do plano de saúde, enquanto Quagmire decide vender seu corpo, já que os pilotos estão em greve, e, portanto, sem ganhar dinheiro. Nada mais realista e, ao mesmo tempo, original, considerando que a série não havia abordado tais questões tão diretamente antes. 

Isso se deve, provavelmente, à toda a polêmica em torno das eleições nos EUA, e, ainda que o negássemos, o fato de Quagmire decidir virar garoto de programa dois episódios após de ter permanecido no clichê de mulherengo é significativo, para falar o mínimo. 

Enfim, o falso final no meio do episódio, com Stewie não se importando com a babaquice de Brian, mas depois mudando de ideia, além do formato documentário no final do episódio fizeram parte da cota das primeiras auto-referências da série, isto é, das referências em relação à sua própria estrutura, o que, aliás, vai ser estendido no próximo episódio, o quarto da temporada, como veremos no texto seguinte. Concluindo, creio que, por enquanto, o clima está bom, nem pior do que o esperado, nem melhor, mas, felizmente, sempre atual, o que é a proposta da série. Só fiquei um pouco incomodada com histórias seguidas de Stewie e Brian, Chris e Quagmire, que poderiam ser melhor distribuídas ao longo da temporada, deixando espaço para outros personagens mais imediatamente. Pode ser frescura minha, ou também o simples fato de ser um pouco cansativo mesmo. Continuaremos tal pensamento, e também outros, em breve...  

Obs.: missing Joan Rivers, mencionada na cena nada verossímil de Stewie realizando uma cirurgia em Brian. Se por um acaso sua mente se voltou, nesse exato momento, para a pergunta “WHAT THE HELL?”, te respondo já: mais uma das loucuras de Family Guy, que não deixa passar uma, nem mesmo com quem já se foi, ainda que o faça de maneira sutil. 

Reações:

Sobre o Autor

 
Top