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Title: TOP 10 DDS - SÉRIES COM TEMÁTICA LGBT Pt 2
Author: Roccos
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Dando continuidade ao nosso primeiro post , segue aqui o resto da nossa listinha do amor! <3 SKINS (por Ana Beatriz Nobre) Ski...

Dando continuidade ao nosso primeiro post, segue aqui o resto da nossa listinha do amor! <3

SKINS (por Ana Beatriz Nobre)


Skins é um drama que se passa no Reino Unido na época que celular flip estava na moda e conta a história da rotina de jovens comuns e seus problemas. A série possui três diferentes gerações ao longo de seis temporadas e em sua sétima e última temporada, alguns dos personagens mais icônicos durante essas seis temporadas foram contemplados com episódios especiais para contar como estava o futuro deles. Ao longo das temporadas, diversos temas dentro do universo da juventude foram retratados, como uso de drogas, bebidas alcoólicas, depressão, identidade de gênero e claro que o mundo LGBT também teria sua cota na série, em especial na segunda geração que tem sua história contada na terceira e quarta temporada quando conhecemos Naomi e Emily, duas jovens que descobrem o amor de uma forma que não esperavam e passam por tudo que jovens que estão descobrindo sua sexualidade acabam passando. E a série acaba retratando muito bem essa realidade.



SENSE8 (por Camila Rheinheimer)


Preciso dizer que o seriado segue a vida de OITO pessoas? Bom, agora já disse. Lidamos com toda a ficção possível, porém, é o humano de cada um que rouba a cena. Temos filha sendo subestimada e não tendo seu potencial reconhecido devido ao fato de ser mulher, temos a mesma quase nos acertando um soco aqui desse lado da tela, já que é a um grande talento da luta durante as noites de Seul. Já em outra cultura, temos outra filha que foi prometida e está em processo de preparativos para se casar com um homem que não ama. Aparentemente, mesmo um talento da farmácia sofre com certos costumes em Mumbai. Mais adiante temos uma transexual e lésbica que enfrenta diariamente a batalha da não aceitação por parte da família, e nos horários permitidos, é hacker e ativista LGBT com sua namorada. Indo MUITO mais adiante para a região latina do cenário, nos é apresentado um ator – galã - em ascensão, homossexual e que guarda a sete chaves esse segredo tão sofrido. E misturando nisso tudo aí, temos de tempero – dos bons – um ladrão especialista em cofres, um policial, uma DJ fugitiva e um motorista de VAN D A M M E do Quênia.



SPARTACUS (por Rafael Rodrigo)


Aclamada pelo seu público, Spartacus entrou para a história como uma das séries mais marcantes de sua época devido os diversos acontecimentos de dentro e de fora da série, desde seus poderosos ganchos, lutas, cenas de ação e sexo, a doença e consequente morte de seu brilhante protagonista. Com suas devidas licenças, Spartacus conta uma história real deste grande rebelde que lutou contra a República quando foi arrancado da sua terra natal, sua vida e família para lutar nas arenas para o prazer dos poderosos da época. Buscando trazer o máximo de realismo possível a série retrata as diversas formas de amor e de prazer tanto dos poderosos quanto dos escravos, culminando em belíssimas cenas onde o cunho sexual é apenas um fator envolvendo a vida de pessoas que passavam por dramas fortes e complexos, e é nisso que credito nesta breve análise da série o seu sucesso e o motivo de estar relacionada neste post. Em Spartacus foi extremamente interessante ver a uma história tão fortemente tomada pela violência e códigos masculinos heteronormativos, ver o amor de sua forma mais contextual num casal de gladiadores, apresentado de forma comum e direta, sem alardes por se tratar de um casal como qualquer outro, sem ser inferiorizado ou questionado, como deveria ser.



THE 100 (por Camila Rheinheimer) 


Essa não é uma proposta com foco LGBT, pois, ela nos fornece isso ao logo das temporadas de forma natural, sem nenhum esforço. Nenhum, mesmo. Então, vamos falar de naturalidade? Aquela naturalidade que entendemos e esperamos que exista desde sempre, com tudo e todos? Pois é, assim é The 100. A preocupação da trama é em SOBREVIVER. Já que lidamos com ‘Sobreviventes’, vamos até o princípio: Tudo inicia com 100 jovens “descartáveis” sendo enviados para o atual planeta terra. Todos viviam em uma comunidade dentro de uma estação espacial chamada ARCA. Esses mesmos jovens desenvolvem aptidões e ampliam talentos. Claro, nem todos para o bem… Nós compartilhamos momentos com personagens que desde o nascimento foram treinados para a preservação e manutenção dentro do grande grupo, raríssimos são os momentos de egoísmo ou que vemos personagens focados para o EU. Temos luta permanente entre povos, povos como: Povo do Céu, Povo da Terra, Povo da Árvore, Povo da Montanha e etc… E é entre um conflito de POVOS que Lexa e Clarke se conhecem. Ambas liderando seu povo, com crenças opostas, mas com a mesma determinação, bravura e inteligência.



THE L WORD (por Tatiana Dantas)


A série mostra as vidas de um grupo de amigas lésbicas e bissexuais que vivem na cidade de Los Angeles.No início da série, Bette Porter, directora artística de uma galeria de arte, e Tina Kennard, um casal há 7 anos, tentam conceber um bebê por inseminação artificial; Dana Fairbanks, uma tenista em ascensão, lida com assumir-se; Jenny Shecter, uma aspirante a escritora que acaba de se licenciar, que recentemente se tornou vizinha de Bette e Tina com o seu namorado Tim Haspel, lida com a sua crescente atração por Marina Ferrer, e Alice Pieszecki, uma jornalista bissexual, debate-se com a sua relação pouco saudável com a sua namorada intermitente. O ponto de encontro das amigas é, desde então, o bar e café The Planet, onde frequentemente se encontram nos episódios. A partir dessa premissa aborda um leque de temas dentro do mundo lésbica e bissexual, o quanto alguns levam como normal, o dia a dia e cotidiano, como se relacionam, como paqueram, em outros casos preconceito externo em como lidar. Como no caso da Bette com seu pai que nunca consegue falar 'sua esposa' e cita 'sua amiga', ou na dificuldade em achar doador para ter um filho com a Tina. Tem a descoberta da Jenny que até então não sabia que era bissexual, até ver duas mulheres se relacionando e se apaixonar por uma, e então a vida dela muda totalmente em saber lidar com isso, e mesmo a descoberta sendo recente ela não tem preconceito com si mesma, pelo contrário, fica horrorizada com a forma que o ex pensa ter sido insuficiente pra ela, como que trocou ele que tem 'um pênis' por uma mulher. Ou até então o surto que dá quando vê ela se relacionando também com homens, sem entender nada da bissexualidade, e tendo preconceito achando que se trata apenas de sexo ou fase, e não que a pessoa pode sim gostar de ambos os gêneros. Tem a Dana que aparenta ser bem resolvida, mas esconde o preconceito de si mesma atrás do manto profissional, dando sempre a desculpa que está focando em sua carreira, ou que é pela família, quando na verdade ela que não se aceita ainda. Rola temática sobre adoção e separação, amizade, apoio, aceitação, romance. E tem a Shane, que se eu descrever essa personagem que é tão complexa, mas no manto de 'bad girl' esconde um coração gigante que sempre faz de tudo pelas amigas, e que é impossível ver a série e não sentir um crush por essa mulher. Tem muitos ships, tem todo o mundo LGBT esfregando na nossa cara que não deveria nem ser um mundo a parte, que não deveria ser um L Word, e sim apenas Word, porque são dramas cotidianos que todos passam.



Extras - Webseries

LAST LIFE (por Camila Rheinheimer) 


Uma fantasia que trabalha com dois Clãs de Bruxos rivais. Até aí tudo bem, mas e quando acrescentamos o fato de um grande bruxo poderosíssimo reencarnar em sua ÚLTIMA VIDA, e desesperadamente vagar a procura de sua alma gêmea deixada para trás anos atrás? Detalhe, sua alma gêmea é uma bruxa poderosíssima. A metade Bruxo encarna em uma mulher, nessa sua chance derradeira, e assim que esbarra na sua outra metade, a conexão é instantânea. A sintonia, energia e cumplicidade de séculos e séculos de aventuras na história vão sendo reveladas, só que não tão lentamente como deveria.


CARMILLA (por Camila Rheinheimer) 


Essa é uma surpresa gostosa, quase sessão da tarde ou para aqueles dias de domingo. Gira entorno de um núcleo teen, dentro de um mundo fantasioso de seres sobrenaturais. Obra cento por cento referenciada e que nos atira citações a todo instante. Produção de princípio caseira, que vai crescendo e se profissionalizando ao andar da carruagem, repleta de clichês, como o romance principal: Vampira e Humana. Mas e daí? Momentos diferentes da vida, séculos depois, a mesma proposta pode apesentar visão e experiência diferente. Vamos encarar umas canecas de sangue?



POSITIVOS (por Rafael Rodrigo)


Em uma época de grandes e criativas produções da nossa dramaturgia, temos em nosso meio canais de disponibilização de conteúdos audiovisuais independentes, que podem até não ter a melhor qualidade de áudio e vídeo, mas que trazem assuntos que precisam ser ouvidos e vistos, que ajudam no combate ao preconceito, a homofobia e a intolerância, e esta é a proposta da web série Positivos, uma produção do Projeto CAIS (Coletivo Audiovisual Itinerante de Séries). Positivos é a primeira e a série de maior sucesso do canal, contando com milhões de visualizações, a produção tem como principal tema o vírus HIV e a AIDS, se passa no Rio de Janeiro e mostra a vida de um grupo de amigos que diante de todas as aventuras realizadas na vida, precisam conviver com esta realidade, assim como manter seus relacionamentos (soro discordantes ou não) e redescobrir como enfrentar as dificuldades que já são naturais da vida. Mostrando a realidade de forma franca, emocional, romântica ou até mesmo em alguns momentos, dura. A série conquistou uma bela fã base, com isso obteve continuações, finalizando em sua terceira temporada estreada em 2014. Todos os episódios são facilmente encontrados no youtube, assim como outras produções do canal, dentre elas "Em nome do Filho", que tem review aqui no Diário do Seriador.

(por algum motivo o trailer foi tirado do ar, então colocamos a Premiere)

Bom pessoa, acabou! Claro que existem outras dezenas de séries que tratam to tema LGBT, mas quem sabe depois não fazemos uma parte 3 (ou outras) para indicarmos mais algumas? Queria agradecer a todos os colaboradores do blog que ajudaram a fazer os dois posts. Sem eles essa listinha do amor nunca sairia!


 




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