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Title: [DDS NA CCXP] PRIMEIRO DIA: FILAS, FEIRA, NATALIE DORMER E IGUALDADE DE GÊNERO
Author: Michelle Louise
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Este ano tive a oportunidade de ir para a Comic Con Experience pela primeira vez e, como se isso sozinho não fosse especial o suficien...

Este ano tive a oportunidade de ir para a Comic Con Experience pela primeira vez e, como se isso sozinho não fosse especial o suficiente, eu fui como representante do DDS para fazer a cobertura oficial do blog no evento. Descobri, para inicio de conversa, que para aproveitar a CCXP você precisa, além de muitas coisas, de um certo preparo físico e capacidade de ficar um tempo indeterminado sem dormir. É muita coisa para ver, muitos painéis para assistir e, o principal, muitas filas para pegar. Pensei em muitas formas de escrever esse texto, mas optei por mantê-lo em caráter pessoal para que vocês consigam sentir o que eu senti, de bom e ruim, nessa experiência mágica de quatro dias. 

O pessoal da imprensa pôde retirar sua credencial antecipadamente em outros dias, porém, eu sou de Curitiba então não tive outra opção além de esperar chegar até São Paulo no dia do evento para retirá-las. Nunca imaginei a dor de cabeça que isso poderia me dar. O inicio (01/12) foi digamos...conturbado. As pessoas que estavam designadas à dar informação sobre as filas e sobre onde deveríamos ir não estavam cumprindo bem o seu papel. Cinco dessas pessoas me direcionaram para uma fila gigantesca, a qual enfrentei com minha companhia (a Tati Dantas, aqui do DDS) apenas para descobrir no guichê que estava na fila errada. Fui direcionada para outra fila, essa sim menor, e finalmente consegui pegar minha credencial e entrar no evento. Finalmente a Comic Con era realidade. 


Eu e Tati sabíamos que era arriscado, porém, ela só iria para a CCXP neste dia e eu, nos dias seguintes, focaria nos painéis que estavam por vir. Esse era o pequeno tempo que tínhamos para aproveitarmos a feira e, depois, tentaríamos entrar no auditório Cinemark onde estariam ocorrendo painéis maravilhosos naquele dia. 

O primeiro stand que passamos era o de Star Wars: Rogue One, que foi absolutamente maravilhoso. Haviam alguns itens a venda, é claro, mas estavam presentes algumas peças do vestuário oficial do filme para os curiosos de plantão. 


 

Depois disso nos dirigimos para o stand da Netflix por motivos óbvios de: vamos logo antes que as filas comecem a dar a volta no local do evento. Eu já havia observado isso nos anos anteriores por fotos e comentários, mas ver as filas que se formam nesse stand maravilhoso é realmente assustador. São muitos jogos e muitos brindes que resultam em uma quantidade absurda de pessoas querendo participar.

Esse ano a Netlix trouxe um jogo da memória de Stranger Things, uma roleta onde você girava e selecionava uma série para interpretar uma cena (nossa colunista Tati Dantas interpretou Jessica Jones brilhantemente! haha) entre vários outros jogos como o de Narcos, por exemplo.




A série Brasileira 3% contava com um stand exclusivo para ela onde você poderia conferir alguns dos figurinos da série e passar por uma das provas. A prova do cubo, onde um grupo de 8 pessoas se reunia para competir quem conseguiria montar os nove cubos em 5 minutos. Spoiler: ninguém conseguiu.

Spoiler dois: nenhuma das duas colunistas desse blog conseguiu montar ao menos um. Mas ganhamos um pôster por participação. Aceito isso.





Depois dessas brincadeiras que nos renderam pôster e uma camiseta para a Tati por sua estupenda atuação, fomos dar uma volta geral na CCXP, passamos pela parte dos quadrinhos (a qual deixarei para ela explanar já que domina o assunto muito melhor do que eu) e vimos as armaduras dos Cavaleiros do Zodíaco, as 12 que pela primeira vez deixaram o Japão juntas. Neste dia, assim como em todos os outro, era praticamente impossível chegar perto das armaduras devido a quantidade de pessoas, de verdade. Mas elas são absolutamente magnificas e é perfeitamente justificável todo o assédio ao redor delas.






 

Dando mais uma voltinha pela feira passamos pelos Stands de algumas editoras de livros, da Marvel e DC onde foi possível observar um pouquinho mais da riqueza de conteúdo absurda que cada um traz para esse evento. Nem de perto eu imaginei que teria essa proporção. O cuidado com cada peça e cada detalhe é verdadeiramente admirável e, para quem gosta de se perder no mundo geek dentro da própria casa, tem muitos (MUITOS) itens para você comprar (ousaria dizer que há muito mais para comprar do que para se divertir lá no evento mesmo). Existem alguns stands que você logo percebe que as filas são mais intensas, então, nem sempre você consegue entrar em tudo que deseja. É importante planejamento e muito tempo livre.

Como eu disse logo acima, o meu tempo não era livre. Eu queria aproveitar os painéis tanto para ver os artistas que somos fãs quanto para ver os conteúdos exclusivos que são exibidos e pegar o maior número de informações possíveis para transmitir à vocês. Não é fácil conciliar feira/painéis e isso é algo que você aprende rápido e nem sempre de forma agradável. Infelizmente, você precisa escolher aquilo que é prioridade e decidir em que dias os painéis são mais importantes para então, nos dias que restaram, você possa aproveitar a feira como um todo e, acredite, um dia apenas não é suficiente.









Os stands te oferecerem opções variadas, existem alguns onde você pode apenas admirar ou adquirir os produtos e outros mais interativos. No de "Spider - Man: Homecoming" por exemplo, você poderia tirar foto com efeito de "ponta cabeça" ou ainda escalando um prédio. O de Game Of Thrones além da clássica foto no Trono de Ferro (que acreditem, a fila é imensa) você pode admirar os figurinos originais da série. Existem vários onde você pode tirar fotos temáticas e com efeito de acordo com o stand. É um prato cheio que atende a todos os gostos possíveis. Uma vez dentro da CCXP é impossível não se encantar com absolutamente tudo.

Terminada essa saga pela feira e querendo assistir o painel de Frank Miller (que eu sou fã incondicional e a Tati também) nos dirigimos a fila do Cinemark e aqui a realidade da CCXP se fez clara. A questão de definir suas prioridades é simples: não dá tempo de fazer tudo. A imprensa não possui entrada à parte ao público, o que eu entendo em relação à número de pessoas, mas não entendo o lado 'imprensa', afinal, é imensamente difícil cobrir algo que você não vai conseguir assistir. A fila do Cinemark já estava gigantesca, então, não conseguimos entrar nesse painel e também não conseguimos entrar do painel de "xXx: Reativado" que contaria com a presença de Vin Diesel e Nina Dobrev e, descobrimos lá fora, com a exibição dos 20 primeiros minutos de filme.

Para quem não sabe o funcionamento do auditório Cinemark, é mais ou menos assim: Ele é o maior auditório da CCXP e comporta até 3.500 pessoas. Uma vez cheio, obviamente ninguém mais entra, e as pessoas que estão lá não são obrigadas a sair. Você pode entrar pela manhã e permanecer lá o dia todo, mas se você deixar o auditório é impossível voltar devido ao tamanho da fila no aguardo para entrar nele. O que faz com que pouca gente saia e fique praticamente impossível entrar no auditório depois. MAS, não se preocupe! Se você quiser saber o conteúdo desses painéis o DDS já fez um resumo de cada dia e você pode conferir aqui. 


Depois de muito tempo na fila, ao final do painel de xXx, algumas pessoas saíram e eu e Tati conseguimos entrar a tempo de ver os atores dando tchau (não necessariamente o ideal, mas eu estava feliz). Estava feliz porque eu consegui entrar a tempo de ver ninguém menos que Natalie Dormer, o painel que eu mais queria ver naquele dia. Antes disso, porém, tivemos mais um painel fantástico sobre a recriação da Millenium Falcon para "Star Wars: O despertar da força". Eu sou apaixonada por ver um pouco mais do "por trás das câmeras" dessas superproduções. Nós só acompanhamos o produto final, mas para chegar até ali é um trabalho intenso de uma equipe que precisa lutar contra todo o tipo de obstáculo para ver isso acontecendo. É algo que tem seu "Q" mágico, no final das contas.

O painel especial de Game Of Thrones foi absolutamente maravilhoso.  E não apenas por Natalie não (só 99,99% por causa dela). Eu sou completamente apaixonada por Game Of Thrones e pela forma como a série é feita, seus efeitos especiais e suas criaturas. Ter a chance de ver um pouquinho de como tudo isso é feito foi quase mágico. Ver as artes conceituais da série, ver as os dragões ganhando vida e como todo o processo é extremamente trabalhoso para que se tenha o resultado final exibido na tela, é mais do que interessante. Ver o making of de uma série tão gigantesca e tão bem produzida como GoT, é uma oportunidade única na vida. E fico feliz de ter estado presente para ver isso.

Mas a Rainha do dia (e da minha vida) foi Natalie Dormer que com sua doçura, personalidade, opiniões fortes e uma risada mágica, conquistou ainda mais todos que estavam ali para vê-la. Natalie foi questionada sobre várias coisas da série e o que mais senti em suas respostas foi uma gratidão imensa de ter feito parte desse universo. Como a própria atriz lembrou, ela era fã de Game Of Thrones  e estava grata de fazer parte dessa família, fazendo questão de mencionar todos os setores: atores, escritores, diretores, figurinos e equipe de efeitos especiais. Quando questionada como sobre a série lidaria com a morte da personagem Margaery Tyrell a atriz riu e falou "BOOM!" mas fez questão de frisar.

"Eu acredito que Helena tenha planos. Vocês precisam lembrar que os Tyrell são a segunda família mais rica de Westeros. E eu acho que eles vão colocar o dinheiro deles na Daenerys".  

Quando questionada se ela gostaria de ver alguém sofrendo ela não pensou duas vezes em dizer "Cersei", assim como não pensou duas vezes para afirmar que sua cena favorita era "OLHA A TORTA!", o que fez absolutamente todos irem a loucura. Natalie falou que, em relação ao seu futuro profissional, ela irá para "onde as boas histórias estiverem", sejam grandes ou pequenas produções no cinema, teatro ou televisão. Ela se importa, acima de tudo, em como a história é contada. E acho que isso já diz muito sobre ela. 

Porém, para terminar de deixar todos aos seus pés, Natalie falou com propriedade e rigidez sobre um assunto crescente e que precisa ser discutido: A igualdade de gênero. Além de falar da importância de interpretar personagens femininos fortes não apenas em GoT mas em Jogos Vorazes, a atriz fez questão de dizer que as pessoas deveriam receber baseadas em seu trabalho e não no seu gênero. Sem poupar palavras, ela afirma que a evolução está acontecendo e terminou seu discurso com a célebre frase:

"Um ser humano é um ser humano. Não interessa se tem vagina ou pênis.”


O que mais me encantou, entre muitas coisas em Natalie, é o quanto ela ama o que faz. Ela mesma afirmou ser grata por tudo, porque atuar é a vida dela e ver os fãs tendo esse tipo de reação as suas personagens é mágico.


"Meu trabalho é minha vida. Ou seja, vocês me dão a minha vida".

Ver essa paixão é tocante. Você vê o quanto estar aqui e ver essa repercussão é significativo para ela e não há sentimento no mundo que eu me admire mais do que gratidão. Gratidão que se faz clara quando ela, sem nem ao menos avisar, sai ao encontro dos fãs que não conseguiram entrar no painel para abraçar e beijar todos aqueles que ela conseguisse. Agora me respondam: como não amar essa mulher?

Assim eu encerei meu primeiro dia se Comic Con, mas não sem antes encontrar a Nassara aqui do DDS que estava marcando presença na fila gigantesca do painel da AXN que estava presente pela primeira vez na CCXP. O painel, maravilhoso, consistia em uma prova. Você recebia o caso do crime que você estaria investigando. Numa sala fechada estariam presentes dois atores e você deveria interrogá-los para descobrir quem era o assassino. Algo que ninguém melhor que Nassara poderia fazer, não é mesmo? Afinal, série policial é o sobrenome dessa nossa colunista.

Aprendi muita coisa nesse primeiro dia, mas a principal delas foi: acordar cedo e pegar logo meu lugar na fila do auditório, afinal, no dia seguinte eu veria Milla Jovovich e não assistiria isso lá de fora por nada!

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