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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: [FILMES] CRÍTICA #73 - ROGUE ONE - UMA HISTÓRIA STAR WARS
Author: Leandro Cardoso da Cruz
Rating 5 of 5 Des:
Senhoras e senhores, está entre nós o primeiro filme não episódico de Star Wars, a primeira tentativa da Disney fazer mais  dinheiro com...

Senhoras e senhores, está entre nós o primeiro filme não episódico de Star Wars, a primeira tentativa da Disney fazer mais dinheiro com a franquia de George Lucas, deixando um pouco de lado o cânone oficial. E me arrisco a dizer que se tinha como acertar, eles fizeram isso em cheio! Pode mandar um spin-off por ano que tá ótimo!


O filme foi dirigido por Gareth Edwards, que ficou famoso após comandar o reboot de Godzilla onde o montro aparece por 15 minutos. Ele teve a chance de fazer esse filme que se passa entre os episódios III e IV da saga principal. Para sermos honestos, é o filme é o episódio 3.9, já que ele termina exatamente onde o episódio IV começa. Após ter comandado um Godzilla praticamente sem Godzilla, ele teve a chance de fazer um Star Wars sem Skywalkers. E para compensar, ele colocou todo o resto!


Os fãs de Star Wars conheciam os Rogue One's como os principais pilotos da Aliança Rebelde. O filme explica enfim como isso começou. A trama gira em torno de Galen Erso, personagem interpretado por Hannibal Mads Mikkelsen, que é um grande cientista do Império que é colocado para construir a arma definitiva, a nossa já famosa Estrela da Morte. Porém, o filme se expande para diversos campos durante sua trama, tendo como principal personagem a filha de Erso, Jyn, interpretada por Felicity Jones.


Desde os primeiros boatos o filme apontava como trama o roubo dos planos da Estrela da Morte, que estão com a Princesa Leia no início do Episódio IV. Porém é mais do que isso. É um filme sobre confiança. É um filme sobre como a Aliança Rebelde não é perfeita. Sobre os limites de cada um no que lhes interessa. Um filme sobre a Força e como ela move as pessoas. Um filme sobre Star Wars.


É um filme de Star Wars pois não é um filme que busca novos fãs para a saga, mas sim agradar os antigos. É um filme baseado nas referências, que se sustenta nelas. Tem sua trama é claro, mas ele só existe porque no Episódio IV a Princesa Leia é perseguida e presa por Vader e os planos da Estrela da Morte ficam com R2-D2. Gareth Edwards colocou a alma de Star Wars nesse filme, desde a utilização de Saw Gerrera, o primeiro personagem de uma animação à ir para os filmes, até a singela aparição de personagens que não eram necessários, mas que valem o sorriso.


Um bom filme se faz com bons vilões e Star Wars sempre foi cheio deles. É fácil odiar o Império com seus vilões bidimensionais. Você pode achar o Vader incrível, mas ele é mal e você sabe disso até os 45 do segundo tempo. O principal antagonista não foge disso. O Diretor Krennic comanda a Estrela da Morte e quer servir bem ao Imperador. Simples assim, muito até. Como fã, me animei mais com as aparições do Lorde Varde e de Moff Tarkin do que do vilão do filme própriamente.


A aparição de Darth Vader merece um paragrafo à parte. Claro, ver Tarkin foi incrível, ainda mais levando em conta que o ator Peter Cushing que o interpretava morreu em 1994 e mesmo assim seu papel é grande, com a ajuda da computação gráfica. Mas Vader é Vader. Desde sua primeira cena você já prende a respiração para ver esse Lorde Sith sufocar um, ameaçar outro. Não darei spoilers, mas a cena final dele é daquelas que você sai do cinema e paga o ingresso de novo, porque vale a pena. Isso é saber usar um vilão.


O filme tem suas falhas é claro. O começo me parece deslocado, com informações jogadas à torto e direito, sem grandes explicações. Você vai sacando a trama aos poucos. Mas depois que engrena, não para mais. A evolução dos personagens mesmo com pouco tempo em tela é notável. Como eles passam de estranhos à uma equipe. E você consegue se importar com eles, o que torna tudo ainda mais significante. Quem não riu com o novo droide da saga, K-2SO?


Para enfim encerrar, que filme bonito! Lembrem que ele está usando máquinas e naves criadas em 1977 e deixa elas ainda mais bonitas. Grandes tomadas, grandes cenas. A parte sonora então, o filme deve ter uns 10 segundos se silêncio. É o bastante para você sair surdo do cinema. De qualquer forma, não é perfeito, mas chega perto. Não é episódico, mas convence. Entregue o que promete e vai além. Satisfaz os fãs e anuncia que spin-offs são possíveis. Ano que vem tem o Episódio VIII. Depois, Han Solo. Depois Episódio IX. E depois? Que tenhamos um Star Wars por ano pra sempre!
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