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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: [REVIEW] NCIS - S14E04 ATÉ S14E10
Author: Lilian Zin
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 “Your family is crazy.” – Nicholas Torres Uma das coisas que eu mais temia acabou acontecendo: tive que deixar NCIS de lado para fo...
 “Your family is crazy.” – Nicholas Torres

Uma das coisas que eu mais temia acabou acontecendo: tive que deixar NCIS de lado para focar na faculdade. Valeu à pena? Ainda estou tentando descobrir, porém gostei de poder fazer uma maratona e ter direito a ver Gibbs várias vezes em um só dia. É claro, também foi bom porque pude ver a evolução de cada personagem e de como a série anda, porque, às vezes, vendo um episódio por semana não dá para ter tanta ideia assim.

A meu ver, a série está num caminho bom. Os episódios estão sendo bem desenvolvidos, os personagens estão interagindo muito bem, os casos são, em sua maioria, interessantes e está valendo a pena assistir. Sei que existem muitas pessoas que não conseguem aceitar NCIS sem DiNozzo ou Ziva. No primeiro caso eu até consigo entender, porque ele estava lá desde o piloto e passou, de forma significante, em todos os spin-offs da série. Porém no segundo caso, é questão de crescer mesmo e aceitar. Afinal, Ziva foi nada mais do que aquela que substituiu a Kate, ou então a “não é a Kate”. Pelo menos para mim.

Sei que muitos dos episódios dessa primeira parte tiveram que focar nos novos personagens, para habituar os telespectadores e estabelecer uma história para cada um, mas eu queria um pouquinho mais de foco no Gibbs, por exemplo. Acho que só ele não ganhou um episódio que poderia ser chamado de seu, mas acho que isso não vai demorar muito para acontecer. A questão é: tenho lido várias notícias que andam me deixando muito preocupada com o futuro da série. E quando digo muito preocupada, é a nível de já ter que me preparar psicologicamente para, eventualmente, um possível cancelamento. Mas vamos aos episódios.

  “I had this whole thing planned with light and symmetry, but then we had this case come in with a trash compactor and kissing cousins, but they weren't really cousins. I can't waste any more time. Delilah will you marry me?” – Timothy Farragut McGee

Love Boat era um episódio que queria muito assistir. Afinal, como não amar Jimmy e Gibbs em um navio no meio do oceano? Pena que não houveram mais momentos com olhares de desaprovação de Jethro para os comentários inapropriados de Palmer. Fora isso, gostei bastante da dinâmica de parte da equipe ficar trabalhando no escritório enquanto o restante fica no navio. Em especial, adorei ver a Heartbreaker trabalhando tão bem. Conheço pessoas que não gostaram muito da Quinn, por acharem que ela não acrescenta em nada na equipe. Eu sou uma das que compartilha a opinião oposta: foi ótimo ter a Alex ali, principalmente para que a Ellie não fique ali sozinha ou então tenha que ir até o laboratório quando precisa conversar com uma amiga.

E por falar em Ellie, o que foi ela e McGee sendo nerds juntos? Todas aquelas referências à Lord of the Rings e a cumplicidade de ambos me faz acreditar que essa é uma das melhores amizades que a série poderia ter criado. Só fico imaginando como seria DiNozzo no meio dessa história toda do anel. A coitada da Delilah ia acabar descobrindo o que não devia antes da hora. Antes de continuar a falar do anel e de McLilah, não posso me esquecer de mencionar Torres e toda sua grandiosidade. Sim, continuo cada vez mais apaixonada por ele e por todas as atitudes que ele toma, seja para ajudar algum membro da equipe ou simplesmente para atrapalhar os mesmos.

Já sobre McLilah: finalmente! Já tinha passado da hora de McGee finalmente pedir Delilah em casamento e foi lindo. Acredito que, se Tim tivesse seguido com aquele plano de praticamente cegar a namorada – agora noiva – não iria ser tão perfeito e comovente como foi. Admito que fui uma das que torceu contra o relacionamento dos dois no início, meramente por acreditar que ele era melhor com a Abby. Porém agora vejo o quanto um faz bem ao outro e só tenho a desejar que o casamento aconteça o mais rápido possível (e que tenha a presença de Tony e Tali). Ainda não consigo acreditar que meu baby vai casar!

P.S.: Finalmente McGee parou o elevador! E só demorou 14 anos para ele fazer isso.

 “You're not my mate. She is.” – Clayton Reeves

FINALMENTE O MEU AMOR VOLTOU! Philly foi o episódio que me deixou mais ansiosa depois de Rogue e trouxe de volta Clayton Reeves, aquele agente encantador do MI6 que ajudou na investigação do final da temporada passada. Desde que a Bish falou que ela tinha viajado para a Escócia com ele durante as férias, fiquei na esperança de alguma coisa entre os dois acontecer. Ainda mais depois de ela ter sido a primeira a se voluntariar para ir até Philly ajudá-lo na investigação. Acho que esse episódio só provou o quão bom é ter Duane Henry no elenco, porque ele consegue se dar bem com todo mundo em questões de segundo e, sem nem ver, você acaba shippando o personagem dele com quase todo mundo do elenco.

Enquanto isso, em DC, tivemos Torres mostrando seu ódio por tecnologia, “quase” quebrando a impressora do home fort e causando alguns danos à Rhonda, impressora da Abby. Na verdade, eu ainda acho que ele estava era com a maior inveja do McGee por ter uma impressora perfeita, com definições feitas especialmente para seu dono e toda frescura que qualquer pertence do McGee merece. Também gostei por ver o quanto a Abby se importa com Nick, mesmo que ele não demonstre o mesmo. Afinal, quer homem mais difícil de demonstrar alguma emoção do que ele? Até Gibbs anda se saindo melhor.

Agora quem não teve o melhor problema para fazer isso foi Quinn. Por sinal, ela arrasou nesse episódio, sem sombra de dúvidas. Confesso que estava bem curiosa para saber o real motivo de ela ter largado o mundo de investigações e ter ido para o FLETC e não fiquei desapontada. Entendo que é difícil aceitar que a culpa não havia sido dela, principalmente por ter perdido a parceira em sua frente. E fico muito feliz por ter sido justamente Gibbs quem viajou até lá para ajudar Alex a lidar com isso. Claro, não posso esquecer do Francis! Espero que ele apareça mais vezes agora, porque amo quando o Tony Gonzalez aparece.

P.S.: Torres, por favor, continue subindo em mesas e dançando. Agradeço profundamente;
P.S.2: McGee me surpreendeu sendo badass nesse episódio. Orgulho do meu baby.

 “But you're part of a family now, so act like it, Torres.” – Leroy Jethro Gibbs

Shell Game continuou mostrando como Torres tem uma imensa dificuldade em demonstrar seus sentimentos, se recusando a todo custo usar um colete que a Abby tricotou para ele. Já imaginava que ele iria ter um pouco de dificuldade quando fosse lidar com toda a questão de trabalhar em uma equipe, mas aos poucos acredito que isso vai mudar. Quer dizer, quando ele tem que ir a campo com alguém a situação fica tranquila. Mas é só voltar para o prédio que tudo fica um pouco mais complicado. Porém fiquei feliz de tê-lo visto com o colete. É bom ver que ele finalmente está começando a se sentir em casa.

Outra coisa que também gostei foi o fato de Bish e Quinn baterem de frente algumas vezes durante o episódio, principalmente por não concordarem sobre o envolvimento/não envolvimento da vítima na morte do marido. Apesar de ter concordado com Ellie nessa, não vejo o motivo de não poder ter concordado com Alex. Acredito que, quando existe essa dinâmica de contradição entre dois personagens, o episódio flui um pouco melhor. E por falar em Quinn, ela finalmente tomou coragem para falar com Francis que o que eles tiveram acabou. Uma pena. Queria mesmo vê-lo por lá mais vezes.

E, para não esquecer, McGee continua me representando de forma absurda, principalmente com aquela questão do e-mail. Sim, se eu estivesse na mesma situação, eu teria ficado louca, porém não teria conseguido arrumar nada. E se eu estivesse no lugar dele quando Torres mostrou a caixa de e-mails, tinha tomado o celular do probie e apagado todos. Enquanto um continua cheio de manias, o outro continua provocando. Precisava de toda aquela informação mesmo Nick? 

 “Home is a privilege. And, uh, I'm not ready for it yet.” – Nicholas Torres

Home Of The Brave foi lindo. Não encontro outra palavra para definir melhor meus sentimentos por esse episódio. E também não consigo descobrir por onde começo a falar sobre ele, que se tornou facilmente um dos meus favoritos. Acho que o mais justo é começar com papai DiNozzo. Em todas as cenas que ele aparecia e quando mencionava o Junior e a Tali, me dava um aperto no coração. Eu nunca tinha me dado conta de como sinto falta do Tony e de toda a “bagunça” que ele fazia na série. Quando Senior disse sobre passar o apartamento para alguém da família, foi a melhor coisa que ele poderia ter feito. Entre McGee, Abby e Bishop, sempre tive minha torcida para o McGee ou Abby, pelo simples fato de que eles conheciam o Tony há muitos anos. Admito que me surpreendi quando justamente “Who the heck is Torres?” ganhou o apartamento. E mais ainda quando ele resolveu passar para o McGee.

E por falar no Nick, como não amar esse homem? Sério, fica cada vez mais difícil passar um episódio sem querer proteger ele ou ter ele para mim. No início fiquei realmente sem entender toda a relutância dele em não querer levar Medina para ver a mãe, mas depois de um tempo entendi tudo perfeitamente bem: Torres é um big softie. Apesar de toda aquela aparência de durão, ele se importa, e muito, tanto com os amigos quanto com as vítimas. Quando ele falou que poderia ser Medina, eu não vi Nick Torres. Eu só vi Wilmer Valderrama ali. Principalmente por lembrar de toda a campanha que ele fez em favor dos imigrantes durante a época das eleições dos EUA. Essa pequena cena ganhou meu coração.

Em paralelo ao drama do episódio, tivemos uma Quinn agindo de forma completamente estranha em relação à Gibbs. Quando ela contou sobre o sonho, foi impossível segurar a risada. Mas mais ainda quando Palmer admitiu ter tido o mesmo sonho. E só piorou quando Jethro realmente bateu na mesa, perguntando se ela sabia qual era o tipo de madeira da qual era feita. Eu pensava que esse tinha sido o melhor alívio cômico da temporada. Até ver o episódio que veio em seguida.

 “Have you met Agent Bishop's, uh, brothers?” – Nicholas Torres

Preciso comentar o quanto Enemy Combatant me divertiu? Até me perdi no meio do caso de tanto que os irmãos da Bishop apareciam e estavam sempre roubando a cena. E eu adorei isso. Quer dizer, toda a história dos irmãos mais velhos protegendo a irmãzinha é um clichê imenso. Mas eu entendo que eles tinham realmente que se preocupar com o novo namorado dela, principalmente depois do que Jake fez (e eu ainda me recuso a acreditar). É claro que o mais absurdo foi eles interrogando o McGee, mas tudo bem.

Eu poderia apostar, com toda certeza, de que o namorado de Ellie era Reeves. Quer dizer, eu torcia para não ser, mas todas as evidências estavam ali. Os dois viajando para a Escócia, ela sendo a primeira a se voluntariar a ir para Filadélfia trabalhar com ele, os intermináveis elogios feitos por ele... Para, finalmente, descobrirmos que ela estava namorando Qasim. Desde que ele apareceu em Lost In Translation (S12E21), achava que os dois combinavam, mas ela era casada então nem tinha a menor chance. O alívio na cara de George, John e Robert ao ver quem era o namorado da irmã foi excelente, principalmente depois de terem pensado que o homem misterioso era Gibbs. Por falar no homem, no mito, vi muita gente reclamando do fato de ele ter levado numa boa o relacionamento entre Ellie e Qasim, mas ser completamente contra o de Tony e Ziva. Bish e Naasir quase nunca trabalham juntos, então uma briga entre eles não iria atrapalhar no rendimento da equipe. Já Tony e Ziva... nem preciso comentar. Mesmo sem estarem juntos, os dois já se tornavam insuportáveis quando brigavam, então foi até melhor.

Uma pequena informação que me deixou extremamente feliz foi a de que Abby e Burt continuam firmes e fortes. Quer dizer, eu aceitava de boa um episódio com o Burt, porque ele é ótimo e adoro como a Abby fica perto dele. Além disso, o que dizer sobre Torres empurrando os irmãos Bishop para cima de Reeves? Essa clara competição entre os dois tende a ficar cada vez melhor e espero que os roteiristas saibam explorar isso muito bem.

 “You call it bromance, I call it trouble.” – Nicholas Torres

Pay To Play trouxe o que deveria ter sido o primeiro episódio do meu amorzão Reeves no escritório. Não entendi muito bem o motivo de terem invertido a ordem, mas fiquei bem incomodada pelos erros de continuação. Mas qualquer episódio que tenha o Clayton já fico feliz, ainda mais se ele começa a competir em tudo contra Torres. Afinal, Nick não ficou nem um pouco feliz em ver outro alfa na equipe. Não reclamarei das cenas em que os dois estão investidos em ver quem é o melhor ou as que Reeves aparece com sua roupa de academia. Aliás, se puder termos cenas dos dois competindo na academia para ver quem levanta mais, eu aceito de coração aberto.

É claro, essa minha paixão desenfreada por Clayton também trás uma enorme preocupação, ainda mais depois de saber que ele se inscreveu para a tal Willoughby, que, de acordo com a Quinn, é quase uma missão suicida. Se os roteiristas tiverem colocado o Reeves para morrer rápido assim, continuarei assistindo a série, porém com um ódio imensurável. Não mexam com o meu amorzão, por favor.

E por falar em amor, o que foi Vance e a congressista? Para mim ficou simplesmente mais do que claro que algo vai acontecer entre os dois. Eu sei que ele amava Jackie e tem certo receio em voltar “para o jogo”, mas uma hora ou outra isso vai acabar acontecendo. Quem sabe não teremos boas cenas dele pedindo conselhos sobre isso para o Gibbs e, quem sabe, até Fornell? Aí sim teríamos um estoque de risadas garantido.

 “I took away her one and only chance of finding true love.” – Donald Horatio Mallard

The Tie That Binds encerrou minha maratona com lágrimas e uma vontade extrema de abraçar o Ducky. Confesso que fiquei bem apreensiva com toda a situação de ele se sentir culpado por não ter deixado a mãe viver o que poderia ter sido a grande história de amor da vida dela, porém grata por isso não ter passado de uma desinformação dele, por acreditar que Victoria, assim como ele, havia passado a maior parte de sua vida lamentando pela perda de um grande amor. Amo quando o episódio traz uma mistura do caso e flashbacks de Donnie. E gostei mais ainda desse, simplesmente pelo fato de ver Ducky e Donnie lado a lado. Depois desse episódio, vi que não consigo explicar meus sentimentos em relação à NCIS.

Além de Donnie, ainda tivemos Emily no episódio. Finalmente a mini-Diane apareceu para tirar Fornell da casa de Gibbs, ou “Summer camp”, como ela mesma insistia. É claro, para que isso acontecesse, ela precisou pedir ajuda ao namorado e infestar a casa de Gibbs com cupins. Por um momento, achei que havia até sido um ato meio impulsivo dela, principalmente porque iria deixar Jethro extremamente revoltado. Muito pelo contrário. A cena em que ele chega na casa dos Fornell com travesseiro e já se joga no sofá, rindo feito uma criança, mostrou como aquilo aconteceu na hora exata de fazer Tobias pagar na mesma moeda. Além disso, Gibbs ainda acabar descolando mais do que filés feitos na lareira e feijão enlatado.

E, como já era de se esperar, a competição entre Nick e Reeves continua. Claro, poucas cenas dessa vez, mas o que teve já foi o suficiente. Ainda queria descobrir quem ganharia a queda de braços. Essa relação dos dois é boa, pois mostra o quão “família” eles estão se tornando. Quer dizer, os dois e os outros oito, que, por sinal, encheram meu coração de alegria com a confraternização na autópsia. Como disse: um episódio lindo e que deixou meus sentimentos por NCIS ainda mais bagunçados.

“You know I'm here for you, right? No, I mean it. And change is hard, but coming from where you've been must be even harder. Well, if you have days where you can't handle it, you can always come talk to me.” – Abigail Beethoven Sciuto
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